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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Brasil das Candinhas

Nosso subdesenvolvimento está se mostrando a mil atualmente.
A título de poder se manifestar, todos em Banânia andam falando demais e fazendo de menos.

É o país das Candinhas tal qual cantava Roberto Carlos.

Para completar colocamos um boçal na presidência da nação que dá pano pra manga para um monte de conversas que não nos levarão à nada, aliás estão sim nos levando para trás.

Mas esse nosso povinho inculto precisa se manifestar nos seus vários meios, incluindo aí a imprensa, sobre qualquer coisa, e se escandalosa melhor ainda.

As redes sociais colocaram um monte de gente a falar besteira, muitos radicalizando à esquerda ou à direita sem ao menos entender o que sejam esses polos políticos que já se desfizeram como tal há décadas.
Estamos lotados de especialistas.... em falar bobagem!

É o custo da democracia, e num país dos mais incultos é um custo altíssimo, mas temos que aguentar.

Moro & Deltan

A bola da vez é falar da conversa do Moro com o Deltan.
O Moro, para mim, não me parece muito confiável, não sei se pelo seu jeito meio introspectivo (que bem cabe a um juiz) que se contrapõe às suas manifestações públicas (que bem cabem a um político e não a um juiz), ou aos seus deslizes jurídicos quando divulga áudios de Dilma combinando proteção para Lula, o que acabou queimando os dois para a vida pública.

Fato é que eu não gostar também não me faz atacá-lo ou à Lava Jato, pois estão virando o país do avesso, de um modo que nunca se imaginou conseguir em Banânia.

A Lava Jato é sim uma ação meio combinada, mas não como se imagina, feita por canalhas, mas por jovens indignados com as sujeiras que imperam por aqui.
Não se alocou somente em Curitiba, mas tem extensões em muitos estados a partir de jovens procuradores e da polícia federal.

O resultado só não é visível para os idiotas.
Gente endinheirada e políticos presos não tem precedentes por aqui.
Recuperação de bilhões aos cofres públicos parecia uma impossibilidade, simples assim, mas aconteceram.

Então, se houve ou ainda hajam combinações entre procuradores e juízes, se a intenção for claramente contra a corrupção, que ótimo, pois isso está fazendo a Lava Jato vencer no dia-a-dia.

Só os Eremildos gasparianos não entendem que um movimento desses cria muita inimizade.
Na Itália o Mão Limpas foi atacado brutalmente pela classe política (quem não leu sobre o assunto por favor leia pois ajuda a entender as coisas por aqui).

O Poder, representado pela classe política, pelo capital promíscuo que se locupleta do estado, e por agentes corruptos representando cada um dos lados vai se rebelar contra um processo saneador.

Ataques via STF e outros meios foram tentados para abafar a Lava Jato, temos até um ministro do STF "muito bem quisto" (em Portugal talvez) que vive soltando bandidos presos pelas operações da Lava Jato.
Os ataques vem da direita e da esquerda, pois imaginem a raiva dos ladrões da pátria da auto-denominada esquerda.
Foi essa raiva que fez com que o tal jornalista casado com um deputado do PSOL, fosse fuçar as conversas dos procuradores para procurar dados para poder fazer fumaça contra a Lava Jato numa doentia tese de que Lula é vítima.
Não consigo acreditar na ingenuidade dessas falsas esquerdas que não vêm a corrupção que imperou em seus governos, sabem e usufruíram dela e agora como qualquer político corrupto fica tentando se defender agora com esse ataque meio tolo.

 Tudo o que se falar depois de agora sobre o assunto é uma disputa de Candinhas para saber de qual das fofocas é mais importante!





quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Tragédias anunciadas, ou a vida ora a vida!

Penso que quem provoca morte em série comete crime de lesa-pátria, crime ambiental e crime contra a humanidade.
Atitude que mereceria prisão imediata dos responsáveis, do presidente ao mais baixo escalão da administração da Vale comprometido com os acidentes.

Não, não estou falando de Brumadinho, isso deveria ter ocorrido já no caso de Mariana.
Mas em Banânia tudo fica como dantes.

Não há justiça nesse pardieiro, e sem justiça não há ordem no estado.

O Xerife Moro está se mostrando um joguete, um interesseiro vendido ao poder, o que claramente denota que suas condutas anteriores poderiam ter um viés no mínimo duvidoso.
Não será ele então que irá corrigir as injustiças por aqui.

Brumadinho, estamos batendo recordes de mortes, se foi dezenas em Mariana, enfim chegamos à casa de centenas no novo rompimento.
Não é filho, esposa, mãe ou pai de nenhum dos canalhas que fizeram vistas grossas quanto à estabilidade das barragens.

Mas caminharemos rapidamente para novo recorde.
Congonhas vem aí, quem viver verá.

Imagem da barragem de Congonhas e sua posição relativa à cidade

Ainda garoto visitei a então Congonhas do Campo com uma excursão da escola, ficamos mesmo jovens, deslumbrados com o trabalho de Aleijadinho no Santuário de Bom Jesus do Matosinhos.


Ficávamos imaginando como uma pessoa que mal conseguia segurar o cinzel para criar tanta beleza, beleza essa que pode ser ameaçada se não por ruina direta, talvez pela falência do município que pode ser devastado por possível rompimento da barragem.

Não é difícil manter um sistema permanente de monitoramento da estabilidade, temos tantos recursos hoje em dia a aplicar.
Um simples e barato sistema de lasers poderia detectar movimentos, a água infiltrada contamina o solo abaixo da barragem e pode ser analisado continuamente.
Mas prevenção não dá lucro é investimento.
A não prevenção mata, simples como estamos vendo.

Em Congonhas poderemos chegar à casa de milhares de vidas perdidas, poderemos ainda somar ao rol dos crimes praticados a destruição de patrimônio histórico-cultural da humanidade.
Bateremos então novo recorde?

A administração da Vale é formada por muitos assassinos, é só procurar.
Será que o Mito deixará, será que há interesse nisso?
O Xerife MoRno arranjará mais uma desculpa como  tem sido seu papel diante das barbaridades que vemos nesse início de governo.

Banânia, está difícil ser seu hóspede.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

AI5 - Para quem acha que não houve ditadura Militar


Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições Estaduais; O Presidente da República poderá decretar a intervenção nos estados e municípios, sem as limitações previstas na Constituição, suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais, e dá outras providências.
       O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e
        CONSIDERANDO que a Revolução Brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao País um regime que, atendendo às exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, "os. meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direito e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa pátria" (Preâmbulo do Ato Institucional nº 1, de 9 de abril de 1964);
        CONSIDERANDO que o Governo da República, responsável pela execução daqueles objetivos e pela ordem e segurança internas, não só não pode permitir que pessoas ou grupos anti-revolucionários contra ela trabalhem, tramem ou ajam, sob pena de estar faltando a compromissos que assumiu com o povo brasileiro, bem como porque o Poder Revolucionário, ao editar o Ato Institucional nº 2, afirmou, categoricamente, que "não se disse que a Revolução foi, mas que é e continuará" e, portanto, o processo revolucionário em desenvolvimento não pode ser detido;
        CONSIDERANDO que esse mesmo Poder Revolucionário, exercido pelo Presidente da República, ao convocar o Congresso Nacional para discutir, votar e promulgar a nova Constituição, estabeleceu que esta, além de representar "a institucionalização dos ideais e princípios da Revolução", deveria "assegurar a continuidade da obra revolucionária" (Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966);
        CONSIDERANDO, no entanto, que atos nitidamente subversivos, oriundos dos mais distintos setores políticos e culturais, comprovam que os instrumentos jurídicos, que a Revolução vitoriosa outorgou à Nação para sua defesa, desenvolvimento e bem-estar de seu povo, estão servindo de meios para combatê-la e destruí-la;
        CONSIDERANDO que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária;
        CONSIDERANDO que todos esses fatos perturbadores da ordem são contrários aos ideais e à consolidação do Movimento de março de 1964, obrigando os que por ele se responsabilizaram e juraram defendê-lo, a adotarem as providências necessárias, que evitem sua destruição,
        Resolve editar o seguinte
    ATO INSTITUCIONAL
        Art. 1º - São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições estaduais, com as modificações constantes deste Ato Institucional.
        Art. 2º - O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República.
        § 1º - Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios.
        § 2º - Durante o período de recesso, os Senadores, os Deputados federais, estaduais e os Vereadores só perceberão a parte fixa de seus subsídios.
        § 3º - Em caso de recesso da Câmara Municipal, a fiscalização financeira e orçamentária dos Municípios que não possuam Tribunal de Contas, será exercida pelo do respectivo Estado, estendendo sua ação às funções de auditoria, julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos.
        Art. 3º - O Presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos Estados e Municípios, sem as limitações previstas na Constituição.
        Parágrafo único - Os interventores nos Estados e Municípios serão nomeados pelo Presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos Governadores ou Prefeitos, e gozarão das prerrogativas, vencimentos e vantagens fixados em lei.
        Art. 4º - No interesse de preservar a Revolução, o Presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.
        Parágrafo único - Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem seus mandatos cassados, não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos.
        Art. 5º - A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em:         (Vide Ato Institucional nº 6, de 1969)
        I - cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função;
        II - suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;
        III - proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política;
        IV - aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança:
        a) liberdade vigiada;
        b) proibição de freqüentar determinados lugares;
        c) domicílio determinado,
        § 1º - O ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.         (Vide Ato Institucional nº 6, de 1969)
        § 2º - As medidas de segurança de que trata o item IV deste artigo serão aplicadas pelo Ministro de Estado da Justiça, defesa a apreciação de seu ato pelo Poder Judiciário.         (Vide Ato Institucional nº 6, de 1969)
        Art. 6º - Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, inamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.
        § 1º - O Presidente da República poderá mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregado de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.
        § 2º - O disposto neste artigo e seu § 1º aplica-se, também, nos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.
        Art. 7º - O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.
        Art. 8º - O Presidente da República poderá, após investigação, decretar o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, inclusive de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.       (Regulamento)
        Parágrafo único - Provada a legitimidade da aquisição dos bens, far-se-á sua restituição.
        Art. 9º - O Presidente da República poderá baixar Atos Complementares para a execução deste Ato Institucional, bem como adotar, se necessário à defesa da Revolução, as medidas previstas nas alíneas d e e do § 2º do art. 152 da Constituição.
        Art. 10 - Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.
        Art. 11 - Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.
        Art. 12 - O presente Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.
        Brasília, 13 de dezembro de 1968; 147º da Independência e 80º da República.
A. COSTA E SILVA
Luís Antônio da Gama e Silva
Augusto Hamann Rademaker Grünewald
Aurélio de Lyra Tavares
José de Magalhães Pinto
Antônio Delfim Netto
Mário David Andreazza
Ivo Arzua Pereira
Tarso Dutra
Jarbas G. Passarinho
Márcio de Souza e Mello
Leonel Miranda
José Costa Cavalcanti
Edmundo de Macedo Soares
Hélio Beltrão
Afonso A. Lima
Carlos F. de Simas
Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.12.1968.
As marcações em negrit-itálico-vermelho são minhas para realçar o pior do pior.


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Mais Médicos... ou Menos?

Esse é um assunto irritante o programa "Mais Médicos".

Cuba tem como exportação de serviços uma leva de médicos que assistem países subdesenvolvidos.
É uma fonte de renda para o país, baseado em uma regra que nós, de fora da realidade cubana, não entendemos.

Não sei qual é a real formação dessa massa de médicos que cuba tem "estocada" para oferecer.
Em muitos locais abandonados pela assistência médica em muitos países miseráveis, inclusive nos rincões afastados do Brasil, é melhor ter alguém assistindo a saúde que não ter ninguém.

Precisamos decidir que país é o nosso, uma republiqueta de bananas como os países africanos, ou uma nação que quer entrar no mundo civilizado.

Os médicos cubanos que pediram asilo são poucos, normalmente por algum motivo pessoal.
Não sei, e na verdade não nos interessa como brasileiros, se cuba mantém a família deles como reféns.
Não nos importaria tampouco se Cuba fica com a parte do leão da remuneração destinada ao serviço de cada médico. Não nos cabe esse julgamento.

O que precisa ser levado em conta realmente é:

 A competência técnica dos médicos oferecidos por Cuba.

Se há regras para se praticar a medicina no Brasil ela tem que ser cumprida por qualquer um que se disponha a praticá-la, ou seja os médicos cubanos só poderiam ser aceitos caso fossem aprovados pelo Revalida. Simples assim, não há outra hipótese como a utilizada no programa da Dilma.

Segundas intenções doutrinárias desses médicos

Se há concessões em demasia para um país como Cuba (lembrem-se que o PT mandou nosso dinheiro para fazer um porto lá enquanto os nossos estão largados às traças) deve se desconfiar das intenções do Mais Médicos.

Seria ingênuo pensar diferente disso considerando que Lula se juntou aos Irmãos Castro para fundar o Foro São Paulo que pretendia implantar ditaduras do proletariado na A.L. (tirando dos discursos todas as firúlas para disfarçarem a real intenção do tal movimento).
É muito provável que esse programa de exportação de serviços médicos tenha, embutido nele, uma intenção doutrinária orientada pelo tal Foro, que reza em uma cartilha mais que ultrapassada para os tempos atuais.Nem a Rússia, nem a China acreditam mais no modêlo ultrapassado da "ditadura do proletariado", só as mentes doentias da autodenominada esquerda latino-americana crê nessa excrescência.

Pensar então nessa possibilidade (a de doutrinação) não é um absurdo ainda mais atentando pela rapidez com que o governo cubano tomou a atitude de se desligar do programa, e retirar seus médicos antes da posse do novo presidente.

Batata Quente

Claro que, complementarmente, o governo cubano pensa em punir politicamente o novo governo brasileiro, afinal se declaram inimigos.
Acontece que, ao fazer isso, mostram que não tem nenhuma intenção humanitária nesse serviço, reforçando mais ainda a postura doutrinária dele.

Sobrou a batata quente para o governo brasileiro.
Hora de mudar de vez o programa.
Já vimos que os concursos não estão levando os nossos médicos aos locais mais longínquos ou arriscados do país.

O corporativismo médico reclama que não querem ir a locais onde não tem segurança física nem recursos médicos para atender a população.
Médicos sem caráter esses nossos, isso sim.
Não adianta usar a regra do não vi mas não gostei.
Têm que pensar na nação, e lutar por ela e pela dignidade da profissão, mas isso é o que mais falta ao brasileiro.
Somos tupiniquins mesmo.

Projeto Rondon

Os mais favorecidos economicamente entram nas universidades públicas, usufruem do dinheiro de todos os brasileiros e não dão nenhuma contrapartida à nação.
Os menos favorecidos receberam financiamento público via FIES, formam-se e ainda por cima dão calote nos financiamentos.
Não seria caso de convocarmos esses cidadãos a darem sua colaboração ao país?
Não falo só de médicos não, falo de todos os profissionais que cursando o nível superior poderiam fazer muita diferença em lugares abandonados pelo poder público.

Quem não vê que a nação está numa crise institucional imensa, com certeza a maior que já enfrentamos, não entenderá uma proposta como essa, mas os cidadãos com um mínimo de hombridade, ética e espírito altruísta poderá entender.

Estamos caminhando para trás e para baixo, ou mudamos isso ou devolvamos o Brasil aos índios como disse o Zé Simão, e ainda pedindo desculpa pela cagada que fizemos.



quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A contra-invasão

Há muitos séculos a Europa Imperialista explorou o Terceiro Mundo.
Ocupou países e continentes, subjugou nações e seus cidadãos, escravizou, barbarizou, impôs religião, roubou as riquezas naturais de cada pedaço de terra ocupado.

Com tudo isso criou nações prósperas, com muita qualidade de vida e com a perspectiva de que as pessoas que ali vivam tenham chance de ascensão social, econômica e cultural.
Isso é simples história.

No final do século XIX e na primeira metade do XX, por alguns países Europeus se afundaram em más administrações, em conflitos violentos, ou outras mazelas e acabou por expulsar parte de sua população para ir viver no mesmo Terceiro Mundo que fôra tão explorado anteriormente por eles.

Agora a realidade nua e crua é de que há uma disparidade enorme nas conjunturas do Norte e do Sul do planeta.
Alguns como eu, talvez muitos, não conseguem se sentir à vontade com a baixa qualidade de vida, sócio-cultural e econômica que acabou se instaurando no Terceiro Mundo.
Não gosto de estar em um país onde as pessoas sejam tão rasas na razão que só consigam ver o zero ou o um, não entendem frações, não entendem o que são os números reais, não falo só na ignorância literal da matemática, mas da metafórica que mostra que há sempre muitas alternativas entre dois extremos.

Estamos em período de eleição, colocamos dois extremistas da pior qualidade a disputar o segundo turno.
Um que não inspira confiança na nação por terem um projeto de poder custe o que custar, inclusive lançando mão do maior caso de corrupção da história do planeta.
O outro que não tem preparo nem para ser síndico de edifício, que defende um retrocesso civilizatório e que surfa na onda de ser o único opositor ao projeto do outro.
Dois totalitaristas, mais ou menos enrustidos o que não me faz diferença.

Não querer viver em um país onde a maioria de sua população não consegue pensar em alternativas moderadas, em avanços reais, em honestidade sem lei do Gerson, em ética, respeito humano (e não só às minorias) não é irresponsabilidade com ele, é simplesmente atestar que esse país não está dando certo e não dará por muito tempo, se é que um dia vai sair dessa condição.
Qualquer um dos projetos que entrar no poder irá atrasar o Brasil por mais 20 anos, perderemos o trem da história, só isso.
Ninguém aqui conseguirá redesenhar um estado brasileiro que caiba em nossa economia antes da bancarrota, do day-after quando não haverá dinheiro para pagar as mordomias dos políticos, salários do funcionalismo, altas pensões dos protegidos.

Caminhamos para a bancarrota, e eu não quero estar aqui para assistir.
Serei prazerosamente um imigrante na Europa, e passarei a colaborar com a contra-invasão, que é a busca de uma vida melhor criada pelos nossos invasores.

Que os céus me permitam ir embora antes do prejuízo final.


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Segundo Round, ops! Turno...

Bateu o gongo, iniciou a segunda parte da luta insana entre dois lados e seus representantes ridículos.
De cada lado da arquibancada uma horda de fanáticos a defender o indefensável nos seus ungidos.
Charge da FSP 08/10/2018

A verdadeira luta não se dá no ringue, mas pouco importa para a platéia, o que interessa é a luta.
Nos bastidores os reais articuladores de cada lado estudam minuciosamente o que fazer para manter os fanáticos cada vez mais idiotizados.

O que cada um defende, qual seu programa de governo, quem seriam seus ministros, nada disso importa para os fanáticos, os articuladores sabem disso muito bem.
Ninguém quer pensar, estudar. O que interessa são as emoções.
Votar contra o outro, não a favor do seu lado é isso o que importa.

A democracia neste momento está sendo enterrada com muitas pás de cal para não mais reaparecer.
Esse processo de morte da democracia já é antigo.
Ela pressupõe cidadãos conscientes, participativos e abertos ao diálogo para encontrar caminhos que atendam a maior parte dos interesses da sociedade.
Uma prática que poderia até dar certo em uma Grécia absolutamente seletiva, onde vigiam o machismo, a escravidão e a estratificação de castas. Ambiente nada democrático não é?
Essa idealização de democracia já não se realiza na prática há muito tempo, se é que um dia se realizou.

O controle da mídia pelo interesse do poder econômico constrói uma cultura coletiva doutrinada.

A população é manipulada por ela (lembram de um tal de Collor?) e age muito mais pelos sentimentos desenvolvidos do que por razão, afinal é mais fácil emocionar alguém do que fazê-lo pensar.

Não é à toa que todos os totalitaristas querem controlá-la.
É o desejo expresso pelos nossos dois lutadores agora no ringue.
Mas a platéia nem se deu conta disso, não interessa, afinal o inimigo tem que ser vencido e de preferência com muito sangue escorrendo pela lona.

E assim, caminhamos cada vez mais para trás, e não é só no brazuka ferrado não, parece que a humanidade anda tentando colocar o rabo novamente para voltar para as árvores.
Tá difícil viver assim nénão?

domingo, 7 de outubro de 2018

O tempo e a involução

Voltei agora a pouco de minha obrigação de votar.
Houve tempo em que votar era bom, sentimento de colaborar, participar.
Hoje não foi assim.

Voltei caminhando com fazia há 55 anos atrás, nos idos de 1963.
Minha amiga Tecris não veio, que pena.
Conversávamos sobre tudo e nada, foi minha primeira amiga, assim simples.
O muro da então casa dela já não deixa mais ninguém sentar nele.
Subiu às alturas, provavelmente para uma suposta segurança dos moradores atuais.

Caminho outrora feliz hoje se fez desolador, triste mesmo.

Em 63 ainda não tínhamos passado tudo que hoje faz minha história, de tantas esperanças e tantas ou mais desilusões.

Depois de votar fui dar uma volta em minha antiga escola.
Ela que era nova naquele tempo, tanto na obra como nas intensões pedagógicas, hoje é um tipo de cortiço, tando na obra como na educação ali prestada.

As salas de artes industriais, duas grandes, foram divididas para dar espaço para carteiras de alunos para um ensino mais atrasado que os que existiam a 55 anos atrás, nem conto aí que naquele prédio havia um dos 5 Ginásios Vocacionais.

Essas escolas eram um projeto na época para mudar o ensino no estado de São Paulo e quiça de todo Brasil.
Acabou, a ditadura hoje tão negada por ilustres alienados se encarregou de fechar as portas do projeto, prender muitos professores e exterminar com aquele antro de gente que queria formar cidadãos, não massas de manobra.

Hoje estamos votando e há a real possibilidade de termos mais um presidente ignorante, este pior que o outro pois absolutamente manipulado pelas forças mais retrógradas da nação, que eu pensei terem se tornado desprezíveis.
Como vice teremos um militar de alta patente que poderá, para meu desespero, se tornar presidente na vacância do capitão-de-bravatas eleito.

Acabaram-se as salas temáticas, artes plásticas, educação musical, práticas comerciais, economia doméstica, ciências sociais, teatro e outras.
O pátio, antes local de recreação aberto agora se faz fechado, trancado. A quadra lá dentro foi a coisa mais bem conservada que vi na escola, mas inacessível.

Não, não tem mais o clima que havia, não parece-me uma escola, mas um depósito de alunos que devem receber um ensino de baixa qualidade para complementar a educação de baixa qualidade que recebem em seus lares, na maioria deles.

Votei pensando que provavelmente meu candidato principal não vá para o segundo turno, mas espero que todos os outros em que votei, tão importantes quanto, tenham chances efetivas.
Fiz por obrigação, sem prazer, me sentindo deslocado em meu país natal que tanto me frustrou e que, dia a dia, mais me decepciona.

Preciso fazer amizade com o Rei de Passargada, talvez lá tenha uma chance de encontrar a esperança e com ela a felicidade possível.

Hoje só amanhã, e de preferência em outro lugar.