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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Triste caminho da USP de agora

 Meu bisavô, Victor Salcedo Garcia, foi testemunha da criação da USP na década de 1930.

Nós, seus herdeiros, nos orgulhamos desse fato.

Diretores das faculdades de Direito, Medicina e Engenharia foram pedir ao Dr. Vital Brasil um pedacinho da Fazenda Butantã para fazerem uma universidade.

Por espírito nobre, Dr. Vital dividiu seus direitos à fazenda, doando a parte que é hoje o Campus Butantã da USP à nova universidade a ser criada.

A Faculdade de Medicina, à época não quis se transferir para o novo campus, havia uma simbiose entre a faculdade e os Hospitais das Clinicas, no espigão da cidade.

O mesmo se deu com as Arcadas, que precisavam estar próximas aos Fóruns onde militavam seus professores e alunos.

A Poli, que cursei na década de 1970, ficou sozinha para ocupar o Campus. 

A USP para nossa família é, desde então, mais que uma instituição de ensino, é uma descendência de nossa família que começou toda morando e trabalhando no Butantã.

Hoje está acontecendo uma colação de grau na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde a filha de minha esposa está se formando nesse ano.

Ela não irá receber o diploma pois fizeram um circo comercial de algo que é muito mais importante que fotografias e sorrisos fúteis.

Colação de grau é um momento quase íntimo entre alunos e professores que se dedicaram para que novos profissionais se preparassem para a profissão ou à cátedra.

A audiência seria só expectante da homenagem à simbiose que aconteceu nos bancos dessa escola.

Gostaria de estar nesse momento, que talvez não seja exatamente esse que agora se apresenta.

Elis, que suas decisões sejam firmes, pois você é muito mais que aparenta.