Meu bisavô, Victor Salcedo Garcia, foi testemunha da criação da USP na década de 1930.
Nós, seus herdeiros, nos orgulhamos desse fato.
Diretores das faculdades de Direito, Medicina e Engenharia foram pedir ao Dr. Vital Brasil um pedacinho da Fazenda Butantã para fazerem uma universidade.
Por espírito nobre, Dr. Vital dividiu seus direitos à fazenda, doando a parte que é hoje o Campus Butantã da USP à nova universidade a ser criada.
A Faculdade de Medicina, à época não quis se transferir para o novo campus, havia uma simbiose entre a faculdade e os Hospitais das Clinicas, no espigão da cidade.
O mesmo se deu com as Arcadas, que precisavam estar próximas aos Fóruns onde militavam seus professores e alunos.
A Poli, que cursei na década de 1970, ficou sozinha para ocupar o Campus.
A USP para nossa família é, desde então, mais que uma instituição de ensino, é uma descendência de nossa família que começou toda morando e trabalhando no Butantã.
Hoje está acontecendo uma colação de grau na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde a filha de minha esposa está se formando nesse ano.
Ela não irá receber o diploma pois fizeram um circo comercial de algo que é muito mais importante que fotografias e sorrisos fúteis.
Colação de grau é um momento quase íntimo entre alunos e professores que se dedicaram para que novos profissionais se preparassem para a profissão ou à cátedra.
A audiência seria só expectante da homenagem à simbiose que aconteceu nos bancos dessa escola.
Gostaria de estar nesse momento, que talvez não seja exatamente esse que agora se apresenta.
Elis, que suas decisões sejam firmes, pois você é muito mais que aparenta.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Triste caminho da USP de agora
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