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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Machista eu? Será?

Passeando no Ibirapuera, num domingo, com minha querida comentei que estranho superexposição das mulheres hoje.

Recebi, de pronto, que essa postura é machista.

Estranhei a afirmação dela, pois me penso longe do machismo.

Estou há dias pensando nessa atitude, a minha e a das superexposições femininas ou não.
Escrever é uma das formas que tenho de pensar no assunto então estou aqui, postando algo para passar minha inquietação para frente.

Tem pontos que são óbvios nas atitudes das pessoas:
  • Elas gostam de se sentir o mais bonitas possível, salvo exceções que não fazem parte do que quero discutir;
  • Se sentir bonita é para expor-se para:
    • outras pessoas do mesmo gênero e se sentir incluída em um ou mais grupos,
    • para atrair alguém para compartilhar momentos de afeto ou simplesmente sexo pelo sexo,
    • melhorar sua autoestima, simples assim,
    • todas as anteriores que é o que na maior das vezes acontece;
  • A beleza da pessoa é vista de forma particular, independente do que essa beleza seja na realidade. Trocando em miúdos, a beleza de uma pessoa sem muitos predicados estéticos ainda é beleza para ela, mesmo que os outros não a vejam assim.
A partir desses pontos vemos que as pessoas podem se sentir bonitas ao se apresentar de várias formas dependendo de sua subjetividade sobre a beleza.
Exposição ou não do corpo faz parte dessa subjetividade.

Por superexposição entendo quando partes do corpo como mamas, bundas, relevos da genitália, e outras partes do corpo são mostradas total ou parcialmente, tanto por homens  como por mulheres, explicitamente ou por transparências excessivas.

Aqui cabe lembrar que todos os sexos e gêneros podem se superexpor, as minas e suas bundas, e garotões com seus tríceps, gays realçando suas bundinhas são exemplos.

Resultado de imagem para cara malhado
Fica a pergunta, o que isso representa?
Acho que é a exposição como expressão do ter e não do ser.Acho que é isso o que me faz desgostar da superexposição, o que ela representa a canalização dos valores da pessoa para sua aparência, e aí se englobam tantas outras condutas da atualidade.

sábado, 28 de julho de 2018

Estrutura do Ser

Tendo estudado muita matemática e física não consigo raciocinar sem montar modelos.
Penso no ser humano departamentalizando-o para simplificar, já que sou um mero observador da vida e do comportamento e não um analista da área como filósofos, psicólogos, sociólogos e outras humanidades.

O esquema que imagino é bastante sintético.
Temos uma base terrena definida por 3 pontos:
  • Instintos
  • Emoções 
  • Razão
E em um vértice superior onde temos a Espiritualidade.

Nossa evolução está sempre trabalhando esses 4 polos e estamos sempre aprendendo com algum deles.
Nosso estado de espírito, a cada momento, se define como um ponto dentro dessa pirâmide.



domingo, 13 de maio de 2018

Ode às mães

Não há como esquecer, hoje a cidade é das mães, dia delas.
A minha já partiu para outros planos há alguns anos, perco a contagem fica só a saudade.

O mesmo aconteceu com a mãe de meu filho, a Sandra.
Hoje comemoraria 2 datas o dia das mães e seu aniversário de nascimento.
Mas nos deixou muito cedo, muito antes do combinado como diz sempre o Rolando Boldrin.
Partiu antes de toda a tecnologia que temos hoje e poucos são os registros dela.
Deixou muitos amigos, ninguém conseguia deixar de gostar dela.
Sempre alegre, encarou firme a doença que a levou de nós.

Mas quero comemorar o dia duplamente.
Ser mãe é ato único e só uma delas entende, nós homens podemos até sentir o peso da responsabilidade de ter um filho, mas não gestamos, não parimos, não construímos um cordão umbilical afetivo como só elas podem fazer. 

A Sandra fez isso primorosamente, quem conheceu sua história sabe disso.


Mas hoje ouvi uma história triste sobre o fato de que nem todas as mães conseguem ser assim, criar um vínculo amoroso com um ou todos os seus filhos.
Fico triste pois ao fazer esse distanciamento faz sofrer os filhos e com certeza sofre, de forma recalcada, mas sofre e é esse sofrimento que bloqueia as tão ricas possibilidades do amor maternal.
Deveria ser proibido mães não terem amor, mas não é. E isso acontece.
Mas a história não é tão triste porque quem me relatou deu a volta por cima, chacoalhou a poeira como diz o samba, e é uma mãe das mais amorosas que conheço, e olhe que conheço muitas mães amorosas que o demonstraram vida afora.
Não cabe citá-las aqui, mas são todas amigas de longa data, algumas mais recentes.

Daí me recordei de como a minha mãe foi boa e amorosa conosco.
Penso que somos pessoas razoavelmente equilibradas (de perto também não somos normais como todo mundo) por conta de seu amor, que poderia não ter sido devido a certa crueza que a vida lhe ofereceu na infância e juventude.
Mas ela também superou tudo isso, teve um casamento cheio de companheirismo com meu pai e isso faz diferença na hora de cuidar de filhos.

Lembrei-me também de minhas avós, mães de mães que tudo fizeram para poder dar a seus filhos.
Da bisavó de meu pai que explodia amor atendendo doentes que iam procurar o "médico do Butantã" no começo do século passado.
Enfim nesse rebobinar lembranças da hierarquia de minhas mães descubro cada vez mais a real importância desse papel que a criação deu às mulheres.

A maternidade, hoje, corre o risco de se extingir.
Huxley  fala disso no "Admirável Mundo Novo", Balmann liquefaz as relações e projeta um futuro que para o anterior era "mera ficção".

 Mas se a Mãe Terra perder a possibilidade da maternidade humana não estaríamos fadados ao fim, já que a primeira, maior e mais permanente expressão de amor vem desse fato, da maternidade?
Sem amor haverá humanidade ou nos tornaremos uma espécie desenvolvida tecnologicamente e tosca em sua emocionalidade, um tipo de robô orgânico?

Mães não nos abandonem, dependemos de vocês.
Só isso.




terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Andiroba e a Febre Amarela

Ref.: Suplemento Agrícola do Estado de São Paulo de 21/03/2001
A máteria diz:

"A FIOCRUZ desenvolveu e comprovou a eficácia da vela de semente de andiroba como repelente para mosquitos da dengue e da febre amarela"

Ao ser queimada a vela exala um agente ativo que inibe a fome do mosquito Aedes Aegypti, reduzindo a necessidade do mosquito d e picar as pessoas para sugar seu sangue.

A vela é atóxica, não produz fumaça e nem perfume.

A empresa Naturalscience (*) produz as velas por meio de licenciamento da FIOCRUZ.

(*) fone (41) 4101-7053

sábado, 28 de outubro de 2017

Multas a pedestres e ciclistas

Sobre a tal regulamentação do Denatran

para multar pedestres e ciclistas


Brincadeiras à parte, penso que os ciclistas e pedestres tem sim que obedecer certas regras.
Mas isso não se faz com uma regulamentação que pode punir um ou outro caso e deixar todos os demais sem punição.
Isso já acontece com todos os tipos de multa que o estado nos impõe, e o faz para arrecadar e não para ensinar ou educar.


A educação progressiva

Passo com frequência pelas ciclovias da Berrini-Funchal-Faria Lima e noto uma evolução no comportamento de cada tipo de modal.
Os pedestres já se acostumaram com as linhas das bicicletas deixando-as livres enquanto esperam na faixa para atravessar.
Os ciclistas respeitam os pedestres que cruzam no seu tempo pelas faixas. É raro ver um ou outro pedestre atravessando fora das faixas, e quando o fazem é com segurança. O bom senso ajuda a harmonização dos envolvidos.
Mesmo os coletivos (salvo um ou outro mal humorado) são atenciosos com pedestres e ciclistas.

Portanto temos a melhor solução na educação aliada ao bom senso dos envolvidos na mobilidade urbana.

Educação Social nas Escolas

Com multas não educamos reprimimos.
A boa educação no trânsito se faz nas escolas, desde cedo.
Muito mais importante que colocar ensino religioso é educar comportamentos sociais que não têm sido dados por famílias carentes de informação, cultura, moral e ética.
Quando andando, um carro me dá passagem em um cruzamento, eu acelero o passo em que estava. Claro que isso não faz a menor diferença no tempo do motorista, mas junto com um agradecimento estimula os motoristas a agirem assim.
Assim fui educado desde cedo.
Sei que nem todos, talvez nem a maioria, agem assim.
Isso pode ser ensinado para as crianças nas escolas, tanto quanto não jogar lixo nas ruas e calçadas ou preservar o meio ambiente de forma mais geral.
Se a educação não está sendo feita em casa, façamos como na Coreia do Sul em que o estado se obrigou a suprir a educação social necessária para aqueles que não vieram com ela do lar.

Bikers são sinal de evolução

As cidades e seus cidadãos deveriam se sentir orgulhosas quando vêm um enorme grupo de ciclistas passeando pelas suas ruas à noite, é um ótimo sinal de civilidade.
Quem pedala num grupo, não pedala só nesse momento, vive pedalando no dia a dia.
Os ciclistas cuidam de sua saúde e diminuem o volume de tráfego nas ruas.
Isso resulta em um menor investimento público na saúde para tratar dos males do sedentarismo.
O tempo das viagens de carro ou coletivos deverá diminuir quanto maior o número de ciclistas.

No mundo civilizado isso já está acontecendo, mas aqui nesse nosso brazuka subdesenvolvido, administrado por corruptos estamos mesmo andando pra trás.
Novas tecnologias de transmissão, novos materiais, bicicletas com assistência elétrica são a ordem do dia.
Os carros privados tendem a desaparecer, é uma burrice urbanisticamente falando.
Não valerá a pena ter um com possibilidades como o Uber e os carros elétricos de aluguel que já estão chegando a algumas cidades europeias.
E nós aqui discutindo se os cavalos da carroça podem ou não defecar na rua.
Tá dando vergonha de ser brasileiro, precisamos de mudanças profundas por aqui.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

De Falácias e Falências

Hoje sabemos que com o aumento do imposto nos combustíveis carimba as promessas do governo (se é que há governo) na economia eram mentirosas.
Temos um Ministro da Fazenda representante do pior que a economia brasileira tem a oferecer, o sistema financeiro, ou seria a agiotagem nacional.
Faz falsas promessas e não entrega nada de bom.

Claro, ele não sabe o que fazer, quer dizer saber todo mundo sabe.
Ou reduzimos drasticamente os gastos públicos ou como disse no texto anterior  o Brasil vai à bancarrota.
Mas quem quer reduzir o tamanho das tetas do estado?Os procuradores que se propuseram um aumento de mais de 16% num tempo de forte recessão?
No Estado Brasileiro, temos infiltrados gente da pior espécie da nação, e olhe que somos mesmo o tal "povinho de merda" que deus prometeu colocar aqui, ou seja estão lá o pior do pior.
Os fatos comprovam.
Não há um pingo de vergonha na cara, não há uma ínfima lembrança de se fazer algo pelo país.

A economia de mercado, fundamentalista como cita Gaspari na sua coluna de hoje na FSP, não dá conta.
Também não foram as propostas de um estado propulsor da economia como as do ministro que derreteu que nos levaram à estabilidade, ao contrário afundamos mais.

Quando um presidente passa o tempo todo negociando para ficar no cargo, incriminado de atos da mais baixa moral, e esquece de governar o que podemos esperar?
- O Brasil que se foda!
Esse é o real pensamento daqueles que estão sentados nas tetas do Estado.
- É estamos fodidos mesmo...
Desculpem a malapalavra mas apareceu na leitura dos pensamentos de nossos homens e mulheres públicos.

domingo, 23 de julho de 2017

O Estado que sufoca a nação irá falir?

Lembro-me até hoje da afirmação do então ministro Mário Henrique Simonsen:

 "O Estado Brasileiro não cabe na Economia do Brasil!"

É simples a frase, mas muito mais profunda e verdadeira do que se imagina.
Ele disse isso há mais de 3 décadas.
Hoje provavelmente seus dizeres seriam:

"O Estado Brasileiro SUFOCOU a Economia do Brasil!"

Claro depois de um "eu disse não disse?".
A frase sintetiza o estado de coisas que assistimos hoje.
Não adiantará mudar o presidente, colocar ministros paus-mandados do poder instituído no país a cuidar de nossas finanças, ou qualquer outra tentativa vã de acertar as contas como o primeiro aumento de imposto negado de pés junto pelo ministro Meireles.
As mentiras óbvias começam a aparecer.
E muitas mais virão.
Pela lógica simples anunciada pelo Simonsen.
Ele enchia a cara, tomava todas, mas era mais lúcido que a maioria dos economistas de nosso brazukinha.
O elefante branco em que se tornaram cada uma das casas dos nossos poderes nacionais, estaduais e municipais está acabando com a possibilidade de termos uma economia saudável.
O Rio de Janeiro está somente inaugurando a falência do Estado.
Muitos outros virão.
Municípios em todo o país que tentem se aguentar com a arrecadação dos impostos locais pois o que virá do estado e da união vai minguar cada vez mais.

Penso que assim é melhor, quando estivermos na bancarrota, onde o Estado não tenha mais caixa para honrar seus mais básicos compromissos como salários, não será mais interessante ser funcionário público para ter segurança de que? de que não irá receber o salário? 
Não será mais interessante ser político sem seus poupudos salários além de infinitas e exorbitantes mordomias.
Não será mais interessante ser um juiz que numa canetada decide causas milionárias e que pode muito bem pender para um lado que mais lhe interessar, ou ao seu bolso.
Se tiverem todos que andar com carro próprio, pagar a luz de seus gabinetes de trabalho e suas próprias refeições, enfim fazerem o que a maioria dos trabalhadores da nação faz não será mais interessante ser empregado da nação.
Com o maucaratismo  que assola o  Brasil esse é o caminho inevitável.

Aí, na bancarrota total, a canalha que habita o Estado brasileiro se desinteressará dele, e talvez como Fênix nasça um outro país, ou Venezuelaremos de vez!