Definitivamente tem um monte de gente fazendo jogo de cena para analfabetos políticos verem.
Quem duvida que o sistema de arrecadação de fundos para o PT (talvez o mais ávido por recursos para chegar ao poder mas nem por isso o único partido a usar a fórmula) passou pela morte do Celso Daniel (que ao que tudo indica não era contra a arrecadação ilegal para o caixa 2 partidario, e sim contra aqueles mais cafagestes que ainda levavam para seus bolsos uma "taxa por cumplicidade")?
Quem duvida que a arrecadação ilegal para subsidiar o esquema do mensalão foi real e gerida por pessoas próximas (e da confiança) de Lula? Sistema aliás que não tem nada de novo, pois o Collor e o PC Farias já tinham usado - exacerbadamente e sem dividir com o resto da quadrilha brasiliense - fator esse sim que o derrubou).
Quem duvida realmente que os esquemas de compra de votos uns mais outros menos corruptos existiu tando na reeleição de FHC como na de Lula assim como na eleição da Dilma (porque o planalto se cala diante da promiscuidade escandalosa entre a Delta e os poderes executivos e legislativos e sua falsa venda para a F&S)?
Quem duvida dessa relação promíscua, entre o poder econômino e o estado em seus vários níveis e instâncias de poder existe desde a Corte (aquela do Imperador covarde que trouxe esse belo hábito no bojo de sua corte de inescrupulosos nobres).
A Delta foi aquele que interessava no momento aos interesses do Lula para tentar abafar o mensalão. Um grande articulador que está dando um passo bem arriscado pois para tentar queimar o Procurador Geral, pode acabar queimado com a própria tocha que acendeu chamada CPI do Cachoeira.
A temperatura sobe dia a dia em Brasilia.
Quando a pressão aumenta, as pontas mais fracas começam a se romper, alguns são emburrados como bois de piranha, mas nunca se sabe da voracidade delas não é?
São muitos os que podem se rebelar e aí a sujeira acaba aparecendo cada vez mais.
É minha esperança (fraca, muito fraca) de que se comece a purgar um pouco do cenário político a grande quadrilha que se instalou depois da volta da democracia.
Não tenho saudades da ditadura, mas pô não pensei que redemocratizar um país subdesenvolvido iria custar tanto dinheiro à nação, e que a imoralidade iria se avolumar como se todo o discurso das utopias tivessem sido em vão.
Acho mesmo que não haviam utopias, só mentiras disfarçadas!
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sábado, 12 de maio de 2012
sábado, 19 de novembro de 2011
Boa matéria do Merval do dia 19/11/2011 no Globo, vale ser lida.
Mas a raiz da questão me parece clara: a dependência indesejada e podemos dizer até inconstitucional dos poderes do estado brasileiro.
O legislador é um fisiológico nato desde a vinda do nosso indesejável D.João. Trabalha com olhar interesseiro para o executivo e não para o povo. Depois da República, com a possível alternância de poder passam a se dividir em dois grupos, polares, dos prós e dos contra. Hoje temos muitos partidos, mas ainda só os dois grupos. A paixão mediocrizante só enxerga polos, não tem a sutileza de ver os intervalos entre eles.
O Presidente da vez se comporta mais como um rei que como um funcionário público cuja delegação de poder fora conquistada com votos, infelizes na maioria das vezes. Não vê a coisa pública como seu objetivo maior, mas a sua sustentabilidade política ameaçada sempre pela mesma falta de interesse público que se instala nos outros dois poderes. É um tal de cada um pra si e ninguém para todos, pois nós, a maioria do tal "todos" somos abandonados por esses que se dizem líderes. Delegamos a eles poderes pelo nosso voto infeliz, e somos corresponsáveis pelas mazelas nacionais.
A Justiça então, ao ter seus mais altos escalões nomeados pelo Presidente-Rei, já tem em cada um de seus membros uma conduta de fiel-escudeiro, claro que não declarado, mas são todos tendenciosos pois tiveram sua boquinha no poder perpetrada por este ou aquele mandatário. É, perpetrada pelo forte interesse dos que deixaram o poder em ter alguém por lá que os defenda, que esconda suas falcatruas.
Nossos 3 poderes, mesmo que republicanos, estão na inconstitucionalidade pois mantem uma interdependência que os empurra ao fisiologismo, ao favorecimento pessoal e à corrupção quando se trata de atores externos (por vezes nem tanto externos assim) ao estado.
Isto se comprova em todas as esferas do estado brasileiro.
Não existe município ou estado que esteja livre desses males.
São cidades querendo aumentar o número de vereadores e em muitas delas o povo se reunindo para impedir esse aumento de seu número. Prefeitos, presidentes de Câmaras Municipais e Secretários de pequenas, médias e grandes cidades a sendo cassados, muitos sendo (claro que temporariamente) presos, mostrando muitas vezes cúmplices familiares. Quadrilha que se reúne cotidianamente ao jantar. Um descalabro. Quadrilhas às vezes permanentemente no poder como o clã dos Sarneys que deve o desplante de dizer que é normal um helicóptero do estado maranhense (o pior nível salarial do país segundo pesquisas publicadas ontem) leva-lo a sua ilha particular e deixar um moribundo à espera. É definitivamente o Rei do Maranhão, ou seria Acre?
Estados como o Distrito Federal, com um governo imundo, cujos governantes se mantem relativamente impunes com a ajuda das quadrilhas montadas no congresso que conseguem ter a cara de pau de inocentar a Sra. J.Roriz, argumentando que fora sim indecorosa e desonesta, mas antes de ser deputada. Céus é uma afronta à cidadania pensante, que acredito estar em franca extinção.
Resumindo, um povo muito mal acostumado com a ideia de Corte aceita tudo de forma pacífica. Corte que acredito resuma bem esse estado promíscuo e atrasado em que vivemos no Brasil.
Reverter esse quadro é missão para novas gerações, hoje os atores estão todos muito comprometidos.
Mas depois do resultados divulgados sobre nossas universidades fico na dúvida de quando teremos novas gerações com força e competência necessárias.
É definitivamente somos o país do futuro... longínquo futuro pelo andar da carruagem.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Roçando a Rocinha
A ocupação da Rocinha e do Vidigal teve um planejamento que não sei dizer se estratégico ou midiático apurado.
Na introdução a prisão do Nem e mais alguns chefões.
Prisão sem querer?
Por sorte.
O cara já havia fugido dezena de vezes, é safo e foi pego num portamalas, numa mera blitz?
A história do delegado que chega para redirecionar o destino do comboio também é para lá de estranha.
A morte da funcionária do afroregae (que frequentemente entra nas intermediações tráfico-sociedade) também pouco divulgada não terá algo a ver com todo esse show.
Achei um tanto midiática essa ocupação, não acham?
As casas dos chefões vazias (mudancinha rápida essa)!
Nenhuma resistência.
A mim parece que estava tudo combinado previamente entre os principais atores, ou seja a polícia e seus coadjuvantes, a imprensa, os traficantes e os políticos envolvidos.
Saiu todo mundo bonitinho na foto, salvo engano meu até o Nem esboçou um sorriso sarcástico numa daquelas tomadas maravilhosas de algum repórter cinematográfico.
Ah! sim, o resto da população, aqueles que realmente deveriam contar para o poder público, esses ficaram à mercê da própria sorte… será isso!
E enquanto a UPP não se instala eles, os favelados (ops desculpem o termo politicamente incorreto), ficam subjulgados aos homens truculentos que fazem a segurança e a limpeza da área.
Algo muito temeroso.
Em tempo, o que está sendo feito não tem nada de excepcional, só corrige um erro de atuação do poder público que se inicia, décadas atras, com a tolerância à ocupação destas áreas de risco da cidade antes Maravilhosa, por favelas que não permitem um vida digna para seus ocupantes, um poder público que, apesar de tolerar a ocupação irregular, não as reconhece como espaço urbano sujeito a muitos dos serviços obrigatórios que este deve ofertar. Algumas excessões audaciosas me permitiram ver um prédio do tempo dos CIEP´s lá instalado. Mas é pouco.
Está bem, melhor não ter tido que usar a força.
Melhor um acordo que uma boa demanda.
A mídia agradece, e com ela a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016.
Mas e depois?
Será como na África do Sul?
Quem viver verá...
Na introdução a prisão do Nem e mais alguns chefões.
Prisão sem querer?
Por sorte.
O cara já havia fugido dezena de vezes, é safo e foi pego num portamalas, numa mera blitz?
A história do delegado que chega para redirecionar o destino do comboio também é para lá de estranha.
A morte da funcionária do afroregae (que frequentemente entra nas intermediações tráfico-sociedade) também pouco divulgada não terá algo a ver com todo esse show.
Achei um tanto midiática essa ocupação, não acham?
As casas dos chefões vazias (mudancinha rápida essa)!
Nenhuma resistência.
A mim parece que estava tudo combinado previamente entre os principais atores, ou seja a polícia e seus coadjuvantes, a imprensa, os traficantes e os políticos envolvidos.
Saiu todo mundo bonitinho na foto, salvo engano meu até o Nem esboçou um sorriso sarcástico numa daquelas tomadas maravilhosas de algum repórter cinematográfico.
Ah! sim, o resto da população, aqueles que realmente deveriam contar para o poder público, esses ficaram à mercê da própria sorte… será isso!
E enquanto a UPP não se instala eles, os favelados (ops desculpem o termo politicamente incorreto), ficam subjulgados aos homens truculentos que fazem a segurança e a limpeza da área.
Algo muito temeroso.
Em tempo, o que está sendo feito não tem nada de excepcional, só corrige um erro de atuação do poder público que se inicia, décadas atras, com a tolerância à ocupação destas áreas de risco da cidade antes Maravilhosa, por favelas que não permitem um vida digna para seus ocupantes, um poder público que, apesar de tolerar a ocupação irregular, não as reconhece como espaço urbano sujeito a muitos dos serviços obrigatórios que este deve ofertar. Algumas excessões audaciosas me permitiram ver um prédio do tempo dos CIEP´s lá instalado. Mas é pouco.
Está bem, melhor não ter tido que usar a força.
Melhor um acordo que uma boa demanda.
A mídia agradece, e com ela a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016.
Mas e depois?
Será como na África do Sul?
Quem viver verá...
domingo, 16 de outubro de 2011
Protestos lá e cá, a causa é comum?
O homem é um péssimo observador de seu cotidiano.
Enxergasse um pouco mais veria que estamos afundados em um caos em que as pretensas lideranças estão se mostrando incapazes de resolver.
Com essa tendência direitista que ocorreu nos países líderes da Europa e sua cumplicidade com o estelionato que o poder econômico (principalmente os bancos mas não só estes), se acirraram as contradições de um modelo econômico que menospreza o ser humano no seu equacionamento.
Nós, os cidadãos normais, somos designados como consumidor, força de trabalho, capital humano e tantas outras denominações técnicas que camuflam nossa característica básica: ser a força motriz que faz as coisas acontecerem.
Sem nós, idiotizados por esse modelo, não haveria economia esse é o fato.
Ontem, dia 15/10/2011 nós os cidadão "idiotas" começamos a colocar a boca no trombone para reclamar. Na maioria dos países contra a associação entre os governos (inclua-se aí toda a classe política) e os bancos, numa ação no mínimo criminosa.
Para supostamente superar a crise começada com o estelionato dos bancos americanos no financiamento dos títulos podres de lá, todos os governos do primeiro mundo ofereceram dinheiro para salvar seus bancos da falência.
Mas com que dinheiro, se os governos estão todos endividados com esses mesmos bancos que agora quixotescamente se dizem salvadores?
Não tinham dinheiro para fazer essa nobre ação.
O tal dinheiro é na verdade uma promessa de arrecadação de impostos que nós os cidadãos iremos pagar para financiar a quadrilha toda.
Quer dizer que o sistema político-econômico-financeiro estava e está mentindo sobre suas decisões.
Enxergasse um pouco mais veria que estamos afundados em um caos em que as pretensas lideranças estão se mostrando incapazes de resolver.
Com essa tendência direitista que ocorreu nos países líderes da Europa e sua cumplicidade com o estelionato que o poder econômico (principalmente os bancos mas não só estes), se acirraram as contradições de um modelo econômico que menospreza o ser humano no seu equacionamento.
Nós, os cidadãos normais, somos designados como consumidor, força de trabalho, capital humano e tantas outras denominações técnicas que camuflam nossa característica básica: ser a força motriz que faz as coisas acontecerem.
Sem nós, idiotizados por esse modelo, não haveria economia esse é o fato.
Ontem, dia 15/10/2011 nós os cidadão "idiotas" começamos a colocar a boca no trombone para reclamar. Na maioria dos países contra a associação entre os governos (inclua-se aí toda a classe política) e os bancos, numa ação no mínimo criminosa.
Para supostamente superar a crise começada com o estelionato dos bancos americanos no financiamento dos títulos podres de lá, todos os governos do primeiro mundo ofereceram dinheiro para salvar seus bancos da falência.
Mas com que dinheiro, se os governos estão todos endividados com esses mesmos bancos que agora quixotescamente se dizem salvadores?
Não tinham dinheiro para fazer essa nobre ação.
O tal dinheiro é na verdade uma promessa de arrecadação de impostos que nós os cidadãos iremos pagar para financiar a quadrilha toda.
Quer dizer que o sistema político-econômico-financeiro estava e está mentindo sobre suas decisões.
Estão se dizendo responsáveis e heróis para os idiotas aqui, mas na verdade estão se locupletando de cada nova chance de engordar seus próprios bolsos e nada mais.
Todos leram que os diretores dos tais bancos ajudados nos EUA retiraram polpudos bônus justamente deste dinheiro que no final é só nossa promessa de pagar impostos.
Roubaram um dinheiro que na verdade nem existia ainda.
E agora, temos o desmembramento da mesma crise, pois o tal dinheiro de mentirinha não existindo, faz com que os governos comecem a falir.
Esse é o termo que no mundo real se deve usar.
Os mais fracos e desorganizados vão antes, mas no final todos acabarão por se mostrar derrotados.
Os governantes sabem disso e daí sua incapacidade de agir. Devem se perguntar: para que?
Mas a grande virada está no povo começando a ocupar as ruas, inspirados em modelos vitoriosos de populações se rebelando contra poderes totalitários e violentos que vimos na primavera árabe, parece que todos, do mundo todo, estão acordando e começando a gritar contra essa sujeira em que se tornou a governança do mundo atual.
E nisso, nossa gritaria contra a corrupção tem as mesmas bases que a gritaria do resto do mundo contra a associação governo-capital.
No final, trata-se, nos dois casos, de denunciar a promiscuidade entre os atores políticos e econômicos que vivem de se aproveitar da fé dos cidadãos que delegam a eles o que não deveriam delegar: seu destino.
Ouvi na rádio hoje um argumento de alguém que defende o sistema atual argumentando que se os governos não ajudassem os bancos e esses não pudessem pagar suas contas, o sistema todo ruiria, os financiamentos acabariam, e o povo iria promover uma corrida aos mesmos para sacar seu dinheiro e por fim os bancos faliriam.
É um argumento de quem não consegue enxergar além do paradigma atual que define o papel dos bancos.
Ao que consta, os bancos se prestam a guardar nosso dinheiro e poderiam investi-lo de modo a nos pagar juros por esses depósitos e com isso financiar o desenvolvimento do sistema econômico público e privado.
Aqui no Brasil nenhum banco paga dividendos pelos saldos alocados em nossas contas, cobram sim juros astronômicos se ficam negativas.
Emprestam nosso dinheiro a juros altíssimos, garantindo uma lucratividade que fica toda como propriedade dos próprios bancos, nada desses lucros é dividido com os possuidores do dinheiro, a menos que se invista em algo proposto pelos bancos que normalmente renderá uma pequena fração da remuneração conseguida por eles.
Ora, os bancos deixaram de ser agentes do desenvolvimento para se tornarem agentes do enriquecimento de uma casta de inescrupulosos agiotas. Essa é a verdade.
O pior de tudo é que aqui no Brasil os bancos públicos seguem o mesmo paradigma dos privados. Pouco muda no seu modelo de negócios.
Quer dizer, se os bancos falissem, claro que seria um caos, mas se um plano decente, que visasse a melhoria da qualidade de vida de todos, fosse colocado em prática para substituir essas operações praticamente criminosas, haveria um renascimento no processo de crescimento econômico que tivesse um olhar voltado para a melhoria da qualidade de vida de todos, não só de uma casta de larápios que se instalaram nas instituições financeiras e nos governos.
Mas voltando aos movimentos contra o sistema que estamos vendo ao redor do mundo, vemos que tentam, e devem conseguir, mobilizar o ser humano que está por trás do cidadão essa figura meio abstrata passível de ser misturada num liquidificador e ser denominada massa, consumidor, eleitor etc..
Ouvi na rádio hoje um argumento de alguém que defende o sistema atual argumentando que se os governos não ajudassem os bancos e esses não pudessem pagar suas contas, o sistema todo ruiria, os financiamentos acabariam, e o povo iria promover uma corrida aos mesmos para sacar seu dinheiro e por fim os bancos faliriam.
É um argumento de quem não consegue enxergar além do paradigma atual que define o papel dos bancos.
Ao que consta, os bancos se prestam a guardar nosso dinheiro e poderiam investi-lo de modo a nos pagar juros por esses depósitos e com isso financiar o desenvolvimento do sistema econômico público e privado.
Aqui no Brasil nenhum banco paga dividendos pelos saldos alocados em nossas contas, cobram sim juros astronômicos se ficam negativas.
Emprestam nosso dinheiro a juros altíssimos, garantindo uma lucratividade que fica toda como propriedade dos próprios bancos, nada desses lucros é dividido com os possuidores do dinheiro, a menos que se invista em algo proposto pelos bancos que normalmente renderá uma pequena fração da remuneração conseguida por eles.
Ora, os bancos deixaram de ser agentes do desenvolvimento para se tornarem agentes do enriquecimento de uma casta de inescrupulosos agiotas. Essa é a verdade.
O pior de tudo é que aqui no Brasil os bancos públicos seguem o mesmo paradigma dos privados. Pouco muda no seu modelo de negócios.
Quer dizer, se os bancos falissem, claro que seria um caos, mas se um plano decente, que visasse a melhoria da qualidade de vida de todos, fosse colocado em prática para substituir essas operações praticamente criminosas, haveria um renascimento no processo de crescimento econômico que tivesse um olhar voltado para a melhoria da qualidade de vida de todos, não só de uma casta de larápios que se instalaram nas instituições financeiras e nos governos.
Mas voltando aos movimentos contra o sistema que estamos vendo ao redor do mundo, vemos que tentam, e devem conseguir, mobilizar o ser humano que está por trás do cidadão essa figura meio abstrata passível de ser misturada num liquidificador e ser denominada massa, consumidor, eleitor etc..
E é o ser humano que está realmente mostrando seu sofrimento, seja por carências básicas, seja por indignação ao ver a ação desta grande quadrilha internacional que hoje comanda as instituições do sistema capitalista.
Sim, o processo tal como está instituído agora é aleatório e pode não levar a nada.
Mas dependendo da sua continuidade, poderá atingir seus objetivos.
Mas dependendo da sua continuidade, poderá atingir seus objetivos.
Este movimento poderia criar uma nova visão talvez meio anarquista, pois há um processo rápido de comunicação que permitirá que tomemos também decisões rápidas e baseadas na real vontade dos envolvidos, e não em processos eleitorais que fraudam a realidade para nos fazer votar em figuras de marketing, e não nos políticos reais que irão, na sua grande maioria, defender seus interesses próprios e não a coisa pública.
domingo, 4 de setembro de 2011
Oba! Economia sem economistas...
Gostei do Tombini ter tombado os juros nos tais 0,5%. Sei não foi ele, foi o COPOM, mas dá no mesmo.
Tudo bem, ainda somos os juros mais altos do mundo, mas algo mudou.
Eu não tenho competência para julgar se a atitude é certa ou errada.
Sei que é certa porque olho para quem está reclamando, e o porque da reclamação.
Diz a imprensa que é o mercado que reclama.
Mas quem é o mercado?
Mercado não é uma figura abstrata como gostam de se mostrar.
O Sardenberg bem o resumiu outro dia na CBN dizendo que é composto basicamente por instituições financeiras, corretoras e seus investidores, somam-se as empresas de capital aberto com ações na Bovespa, e um monte de consultorias que vivem de dar palpites bem pagos (às vezes mais que palpites como podem atestar o Zé Dirceu ou o Palocci), o resto é resto, inclusive nós que somos a parte do mercado encarregada de consumir e mover a roda da economia e uma pequena minoria de nós que investe deste ou daquele modo conforme recomendação de um dos agentes acima, enfim, nós não contamos.
As reclamações dos tais agentes do mercado, por sinal muito reais senão não reclamariam, basicamente é a seguinte: "TODOS nós acreditávamos que o BC iria manter a taxa de juros porque bla, bla, blá. Não está certo fazer coisas contra nossa expectativa. O que iremos falar para nossos clientes (isso eles não dizem em alto e bom tom)".
Analisemos um pouco os tais reclamantes:
1. Instituições financeiras
Basicamente bancos múltiplos, de crédito ou de investimentos.
No Brasil, os bancos trabalham exatamente como qualquer agiota trabalha no resto do mundo (e aqui também).
Colocam uma sobretaxa exorbitante nos juros pagos pelos clientes alegando o problema da inadimplência. Isso é exatamente o que dizem os agiotas, só que esses não têm regulamentação e visam somente os seus interesses particulares.
Não são instituições públicas ou privadas legalmente constituídas e regulamentadas pela lei e pela ética, claro que visando lucro. Mas o que acontece aqui é que esse lucro dessas instituições um escândalo, abafam o consumo, o investimento e deixam-nos de pires na mão.
E o PT do Lula (e acho que da Dilma não será diferente), que tanto reclamava disso antes de chegar ao poder age beneficiando essas instituições como “nunca antes neste país”.
O discurso era puramente eleitoreiro, estando no poder o PT se comportou igualzinho a tudo o que houve antes.
E essa história de distribuição de renda, de investimentos sociais não passa de balela. Todos sabem.
Voltando ao tema: se os agiotas, perdão, os bancos, reclamam. Julgo ser um ponto a favor do Tombini.
Quando o sistema bancário brasileiro estava ruindo, o governo FHC foi socorrê-los com dinheiro público do PROER (dizendo defender os “interesses deste pobre povo sofrido”), quem pagou fomos nós.
Ninguém me perguntou se eu queria ajudar bancos e banqueiros.
Eles nunca me ajudaram porque teríamos que ajudá-los com dinheiro público?.
Quando pessoas inescrupulosas do lado das instituições e do governo, jogaram fora quase 5bilhões de reais para socorrer uma financeira, ninguém é punido. Ah! Sim a presidente da CEF Maria Fernanda pediu as contas, e ficou tudo por isso mesmo.
Dinheiro grosso jogado nas mãos de um empresário que domina a segunda grande mídia televisiva brasileira e que pode ter um “olhar mais benevolente” para as ações de governo e mesmo eleitorais.
Ou seja, as reclamações das instituições financeiras são definitivamente aqueles que devem ser tidas como elogios à uma determinada decisão que as afete.
Ah! Ainda devemos lembrar que elas, mesmo quando o tal mercado vai mal e nós, os bestas consumidores, consumimos menos, ganham muito num porto seguro que é o título público. Portanto, quanto mais alta a SELIC, mais lucro eles tem.
E agora vem o COPOM e mostra que não agirá mais de acordo com o hábito instituído? Assim não dá né Sr. banqueiro?
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que são os bancos públicos que podemos considerar responsabilidade da nação não precisaram da ajuda do PROER, ao menos na escala dos demais.
São esses dois bancos que devem ser representar a mão forte do governo na implementação de suas políticas públicas.
Isso foi usado acertadamente pelo governo Lula quando os colocou a financiar o consumo. O erro foi o tipo de bem a ser financiado, mas isso é outra história.
2. Corretoras e Consultorias:
Na seqüência dos reclamantes, as corretoras e consultorias, formadas na sua maioria por economistas, reclamam principalmente que o que se esperava não foi o que ocorreu, e com isso seus pareceres falharam.
Mas vamos ser honestos, quando elas acertam de verdade?
Os economistas dizem que esta, a economia, é uma ciência com forte viés humano em relação à técnica, e por isso justificam sua imprevisibilidade. Bom se tudo pode ser, que ciência é essa?
Os economistas falharam quando o FMI e agencias reguladoras americanas não previram falência (quase anunciada) dos bancos americanos.
Estes financiavam bens olhando somente para a possibilidade (teórica) do credor pagar. Quando isso não aconteceu, os bens não cobriram os saldos devedores e o sistema financeiro ruiu.
E junot com ele perderam velhinhos aposentados (para exemplificar os “investidores”) de todo o primeiro mundo.
Todos os economistas "foram pegos de surpresa", ficaram catatônicos!
Céus o que está acontecendo? Diziam eles.
Quer dizer, é uma categoria profissional que não passa de palpiteiros engravatados, com muito medo de perder a boquinha de dar palpites caros e entrevistas vazias para a mídia.
De novo, a reclamação de corretoras, consultorias e afins, agentes que agem somente no interesse corporativista em que estão inseridos, representa ponto positivo para o Tombini... eu sei COPOM, mas gosto de pensar numa pessoa e não num colegiado meio despersonalizado.
3. Consumidores e investidores diluídos
Nós os consumidores não temos a menor noção para julgar o fato em si, e cabe-nos o perdão da omissão sobre o tal rebaixamento da SELIC.
Se investimos, o fazemos através dos agentes acima e sob sua orientação, para não dizer responsabilidade.
Resumo
Em resumo, eu que sou sempre muito crítico em relação às posturas práticas do PT, acho que a direção que a presidente está dando pode ser interessante.
O erro foi colocar o Mântega se derretendo mais uma vez tentando dizer que nada tinha sido mudado e que o Tombini e seu COPOM não sofreram influência nenhuma do Planalto.
Que bobagem, ele fica parecendo o garotinho mentiroso da turma que é escolhido para ir falar com o dono da vidraça quebrada.
Seria da maior importância que a presidente (o termo é dela) ao invés de ficar falando quase que lateralmente na questão da crise que vem do primeiro mundo, definisse com mais clareza e profundidade uma postura nacional a ser adotada para enfrentá-la.
Não é ela que quer passar a imagem de durona?
Pois o momento é grave, muito mais do que se comenta, e não temos tempo para perder em firulas.
Não precisa ser nenhum gênio para saber que o mercado americano e o europeu, que sustentam o consumo mundial não irão crescer nada na melhor das hipóteses. O que pode realmente acontecer é uma recessão.
A conseqüência imediata deste processo é um fechamento das economias tentando primeiro assegurarem seus empregos e renda (hoje fortemente baseada na exploração de seus negócios em terras terceiro-mundistas).
Sem compradores nossas exportações para esses mercados irão sofrer mais ainda do que sofre hoje com a “supervalorização” do real (outra grande falácia espalhada ao vento por todos os agentes que circulam no tema econômico).
Sem seus compradores, a China “nosso maior parceiro comercial” deixará de ter para quem exportar (a menos para nós idiotas que consumimos produtos deles de má qualidade e produzidos com mão de obra quase que escrava). Sem suas exportações não importarão nossas “comodities” (eita termo besta para designar bens primários), e sem renda lá se vai o brilhantismo da Vale e dos plantadores de soja.
Ou seja, em tempos de crise, temos que olhar para nossos umbigos e vermos quais nossas alternativas dentro de um universo mais restrito que é nosso país.
É o que todos fazem.
A xenofobia que vemos se alastrar nos EUA e na Europa, é típica desse tipo de crise, que ao restringir a empregabilidade, quer reservar até as vagas antes desprezadas por serem “trabalhos subalternos” para seus cidadãos mais “legítimos”.
Isto prova que estamos num tempo do salve-se quem puder, tenho muita dúvida se a EU irá se sustentar com a derrocada de economias mais fortes como a espanhola ou mesmo a italiana.
Conclusão
Falta aos governos petistas um projeto para a nação.
Tanto queriam o poder, que o povo os elegeu, mas fora as condutas populistas e pouco sustentáveis, nada está sendo feito para se construir uma nação melhor.
Concordo com a presidente que diz que a questão da honestidade no trato da coisa pública não pode ser objeto de uma simples faxina, mas uma ação contínua definindo uma boa norma de gestão.
Mas não foi isso o que vimos na gestão do Lula, e as demissões dos ministros e seus comparsas não são suficientes para que o povo passe a acreditar nesse discurso.
É fundamental que se veja os meliantes de colarinho branco condenados e presos, assim como os corruptores (que ninguém menciona quem são) que fazem parte da mesma quadrilha, e o dinheiro público devolvido aos cofres de uma nação que carece dele para manter vivos boa parte de sua população, declarada miserável pela própria presidente.
Mas voltando ao tema.
Acordado que o COPOM agiu bem, fiquei sonhando com uma realidade onde essa conduta se acentuasse.
Diz a ortodoxia econômica que os juros altos seguram a inflação.
Isso é uma falácia, pois temos os juros mais altos do mundo, e uma inflação que na AL só deverá perder para a Argentina e Venezuela que são países com gestão econômica digamos "pouco séria".
Portanto deve haver outros modos de segurar a inflação sem que seja somente pela taxa SELIC.
Uma reforma administrativa precisa urgentemente ser feita no estado brasileiro.
Isso sim poderá segurar a inflação.
Vemos nosso PIB crescer ano a ano, a arrecadação de impostos bater recordes nunca imagináveis, mas o nosso estado consome tudo na incompetência e ineficiência, na corrupção, num legislativo e judiciário que prima pelos interesses de seus próprios, num empresariado que se relaciona com o governo num processo promíscuo que chega a ser nojento. Financiamos os maiores disparates pelo BNDEs (é assim mesmo o s está sumindo da sigla) favorecendo o capital já instituído sem termos contrapartida de nada.
O Lula tinha razão sobre o mensalão não foi o primeiro, e como estamos vendo, nem o último. Aliás, ultimamente a cada semana temos um novo escândalo de malversação do nosso dinheiro. e não é só na esfera federal não, a pouca vergonha escorreu em todas as esferas de governo.
Aqui em Curitiba assistimos denúncias na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal, sendo atacadas com uma desfaçatez que é de assustar.
Uma regra simples de gestão que é não gastar mais do que se arrecada romperia com esse círculo vicioso de pagar altas taxas para financiamento de um governo cuja gestão está apodrecida já de muitas gestões atrás. Não é culpa só do PT, mas ele, que sempre gritou e esbravejou contra a corrupção na prática está se mostrando mais leniente com ela que qualquer outro governo anterior.
Continuando com sonho, se os bancos não tivessem mais esse porto seguro que é a SELIC, começariam a fazer sua função que é financiar o consumo e o investimento produtivo, a juros que permitissem um crescimento sustentável, e uma mudança radical de paradigma.
Claro que de boa vontade não farão isso, mas ha de chegar o momento em que um governo os convoque para uma postura mais voltada ao bem comum e à construção de uma nação próspera, ao invés de ficar sempre como um explorador desesperado com medo que a boquinha acabe.
Mas contra a má vontade dos bancos privados, temos os estatais para implementar saudáveis políticas de redirecionamento econômico.
Usá-los é medida que já se mostrou eficaz e pode-se acreditar que os bancos privados virão atrás como estão fazendo, para exemplificar, com os financiamentos de casa própria para populações de mais baixa renda.
Mas qual o que, o sonho acaba e amanhã o novo escândalo que for publicado nos colocará novamente a discutir o novo golpista do governo e esquecer que temos uma nação a construir.
domingo, 26 de junho de 2011
Intelectualidade petista.
A dita intelectualidade petista tem sim uma posição coerente, antiquada mas coerente.
Defendem um regime totalitário, baseado em um estado forte, como provam suas ausentes críticas a regimes deste tipo como o Cubano, Chinês, Iraniano e Venezuelano, entre outros.
O Sr. Marco Aurélio Garcia é um dos principais maestros destas, por assim dizer, bobagens se me permitem.
Definido o objetivo, quaisquer meios passam a ser aceitos para lá se chegar.
Adesão ao neoliberalismo de FHC para se eleger, aliança com o capitalismo nacional de forma aberrante (nunca neste país nossos bancos lucraram tanto como no governo petista), a promiscuidade entre governo e empresas, tudo isso faz parte das "concessões necessárias" para se chegar ao objetivo final.
O problema é que o dinheiro vicia, Zé Dirceus, Delúbios e Paloccis se multiplicaram no PT, enriqueceram e acabam por esquecer aquele objetivo final... - qual era mesmo? se perguntam com a maior cara de pau.
Defendem um regime totalitário, baseado em um estado forte, como provam suas ausentes críticas a regimes deste tipo como o Cubano, Chinês, Iraniano e Venezuelano, entre outros.
O Sr. Marco Aurélio Garcia é um dos principais maestros destas, por assim dizer, bobagens se me permitem.
Definido o objetivo, quaisquer meios passam a ser aceitos para lá se chegar.
Adesão ao neoliberalismo de FHC para se eleger, aliança com o capitalismo nacional de forma aberrante (nunca neste país nossos bancos lucraram tanto como no governo petista), a promiscuidade entre governo e empresas, tudo isso faz parte das "concessões necessárias" para se chegar ao objetivo final.
O problema é que o dinheiro vicia, Zé Dirceus, Delúbios e Paloccis se multiplicaram no PT, enriqueceram e acabam por esquecer aquele objetivo final... - qual era mesmo? se perguntam com a maior cara de pau.
A gestão petista virou um salve-se quem puder.
Quem pode mais leva mais, é isso o que assistimos nas várias esferas de governo em que o PT se instalou.
É uma vergonha, e se alguém que se intitula intelectual e aceita esse tipo de coisa, sinto muito, mas não pode ser considerado como tal.
Quem pode mais leva mais, é isso o que assistimos nas várias esferas de governo em que o PT se instalou.
É uma vergonha, e se alguém que se intitula intelectual e aceita esse tipo de coisa, sinto muito, mas não pode ser considerado como tal.
Não existe lógica sem ética. Nasceram juntas, são indissociáveis.
Quando a ética se vai, junto vai a lógica.
Um intelectual não pode prescindir desta última, base de qualquer sistema cognitivo.
Por decorrência, não pode prescindir também da ética.
Não pode aceitar mentiras como as que vemos os petistas ditar e desditar de forma contumaz.
Não, não consigo acreditar numa intelectualidade petista.
Ou uma coisa ou outra.
O pragmatismo Lulista deve te-los expulsados, ao menos os reais intelectuais, aos falsos cabem-lhes as honras da farsa instituida.
Quando a ética se vai, junto vai a lógica.
Um intelectual não pode prescindir desta última, base de qualquer sistema cognitivo.
Por decorrência, não pode prescindir também da ética.
Não pode aceitar mentiras como as que vemos os petistas ditar e desditar de forma contumaz.
Não, não consigo acreditar numa intelectualidade petista.
Ou uma coisa ou outra.
O pragmatismo Lulista deve te-los expulsados, ao menos os reais intelectuais, aos falsos cabem-lhes as honras da farsa instituida.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Brasil e sua Corte pós-moderna
Deve-se ao covarde D. João VI a fundação efetiva de nosso país.
E desgraçadamente, carregamos até agora todas as mazelas deste mito fundador lastimável.
Nossa independência foi absolutamente dependente dos acordos pai-filho, que entrelaçaram interesses brasileiros e portugueses.
Hoje vivemos na mesma corte fundada por esses personagens da história.
Não chegamos nem à república, haja vista que é o Executivo que determina as altas hierarquias do judiciário, e através da distribuição de cargos e verbas públicas comanda um legislativo que deixa muito a desejar, muito não, tudo a desejar.
E essa corte tem estrutura feudal como as de outrora, sendo estes baseados não mais na terra nas nos nichos econômicos em que a sociedade moderna se estruturou. Feudos hereditários.
Concessões midiáticas, banqueiros exploradores, economia rural totalmente segmentada por produto sem projeto, empreiteiras desonestas, classe política corrupta e permanente, e por aí vai, não é necessário ficar listando nossas sujeiras, são públicas.
Acho que está na hora de uma reforma política de verdade.
Primeiro: precisamos fazer uma escolha clara pela república baseada na independência dos poderes e com isso mudar tudo o que de promíscuo vemos nas ações que ocorrem entre eles.
Segundo: temos que ter claro qual o papel de cada poder no estado, e de como podem funcionar melhor cada um deles, exemplifico:
- O executivo deve somente executar a gestão da coisa pública de acordo com os ditames definidos pelo legislativo, levando-se em conta que até a estrutura do estado que a nação deve ter deve ser decidia por este, e não por um presidente que para abrir espaço para acomodar os fisiológicos multiplica essa estrutura a ponto de termos um Ministério da Pesca (a continuar assim teremos um Ministério do Anzol). Deve ser montado em uma estrutura hierárquica, com cargos preenchidos por concursos tanto para acesso como para promoções, chegando no caso das mais altas escalas a decisões por votos e gestões de curtos ciclos de permanência.
- Ao legislativo cabe definir o arcabouço legal que estrutura de nosso estado, suas funções, métodos e orçamentos. Deve também definir um projeto de nação que desejamos, contemplando todos os subprojetos que nunca saíram de papeis mal lidos. Como será nossa educação, nossa saúde, a infra-estrutura necessária e sua governança, as atribuições claras de cada esfera de governo eliminando sobreposições ridículas como ter duas forças policiais em nossas grandes cidades, fora a separação não menos ridícula entre civis e militares. Um legislativo não profissionalizado, onde um político só pode exercer um tipo de cargo uma só vez, e com uma estrutura muitíssimo menor que a que hoje dispomos para vereadores, deputados e senadores. Servir à nação deve ser uma proposta mais diletante que um modo de se “arrumar na vida” como hoje se pratica. Esses políticos precisam ser eleitos por modo direto ou indireto, desde que respeitada a vontade dos eleitores que imprimiram os escalões mais baixos da hierarquia. O voto não pode ser obrigatório, todos sabemos disso, inclusive os políticos atuais que o mantém assim por puro interesse pessoal.
- O judiciário, livre de ingerências dos demais poderes, deveria ter uma hierarquia meritocrática definida em lei, e com metas e estrutura definidas pelo legislativo como parte da estrutura da nação que queremos. Temos instâncias demais a recorrer fazendo da própria justiça uma arma a ridicularizar a si mesma. Quando se pode recorrer a várias instâncias para revisar sentenças dadas nas inferiores, ao se constatar o acerto destas últimas, o réu bem que poderia ter sua pena fortemente agravada, para coibir casos como o de réu confesso que fica 13 anos recorrendo judicialmente de seu julgamento.
Mas não será a classe política atual que fará essas reformas necessárias pois é, salvo poucas e honrosas exceções, desonesta.
Desonesta porque mente para seus eleitores.
Desonesta porque muitas vezes é corrupta e trabalha para seu favor pessoal com um tráfego de influência como se expressa bem a ação do ex-ministro da C.Civil (que não era diferente de tantos outros), e a briga por nomeações nos cargos de confiança do executivo.
Desonesta porque usa dos partidos para fins eleitorais, desprezando-os no decorrer de seus mandatos. Não há ideologia nem proposta objetiva para a nação nestes partidos.
Se não podemos contar com os políticos, fica a questão de onde poderá vir a mudança fundamental que o país precisa promover para fugir desse desgraçado mito fundador que atrasa-nos sempre e sempre?
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