Nos 4 anos em que foi prefeito de sampa, eu assessor parlamentar, tivemos muitos bons momentos.
Homem honrado, ético, teimoso mas com flexibilidade inteligente.
Não segui carreira política a seu convite, pois não vi no meio a mesma dignidade que ele tinha, e nunca mais entrei em Câmaras Municipais ou Assembléias.
Sinto saudades… dele e de outros como Montoro e Ulisses, que não deixaram sucessores à altura.
Sinto saudades do tempo em que os melhores da sociedade queriam se tornar homens públicos por princípio. Hoje vejo, com raríssimas exceções, os piores a ocupar esse lugar.
Está na hora de fazermos um novo Brasil, já perdemos tempo demais com essa política corruptora que vem se fortalecendo dia a dia. Temos que nos livrar do mito fundador torpe que vem desde os tempos do descobrimento, com um forte impulso dado pelo maldita corte covarde de D.Joãoque nos torna eticamente fracos e da qual nunca nos livramos.
Há que existir um resto de gente descente neste país que possa repensá-lo.
Faltam-nos lideranças reais como Covas.
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domingo, 13 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
A mentira tem perna curta
Aos apaixonados de ambos os lados da política brasileira: paixão e política são coisas que não se deve misturar.
Não foi o PSDB que instigou os adversários como fez o Lula dizendo de que havia recebido uma herança maldita, e desfazendo sem o menor pudor as conquistas dos governos anteriores, como se não fosse algo favorável.
O PT havia cooptado com o neo-liberalismo (que continuo sendo contra) quando publicou aquela maldita carta em março de 2001, jogando por terra muito de seu ideário, para ter chances de chegar ao poder.
Foram muitos os erros na administração pública brasileira e o maior deles é a ação marqueteira da qual se utilizam os governos para balizar suas ações.
Usam estratagemas da publiciade para ludibriar o povo.
E isso é grave, é a mentira adoçada com propaganda para ser servida como verdade.
Aconteceu em todos os governos e, para nosso azar, se acentua ano a ano, governo a governo, e em todas as esferas da administração pública.
E a propaganda explora exatamente a paixão, a emoção das pessoas, não seu senso crítico, sua racionalidade.
Daí tantos comentários sem o menor sentido para uma matéria que visa esclarecer dados da gestão pública.
A matéria acima, fundamentada em um trabalho de um pesquisador da UFRJ, o que deve ser cobrado é a íntegra do estudo para que possamos analisá-lo à luz da razão.
Para quem conhece matemática financeira, concluir que o crescimento de 2009 e 2010 acumulados ficaram por volta de 3,2% na média dos dois anos não é difícil. É um número que não pode ser negado.
E é pífio, ninguém pode negar.
Se comparado com outros emergentes e mesmo países vizinhos, o que avançamos foi pouco.
Muito mais há de ser feito.
Se ficarmos justificando erros do passado, esquecemos das mazelas que nos caberão no futuro.
Para crescer 7,5% no ano passado, que foi um ano eleitoral e ningúem pode negar isso, o povo se endividou comprando bens duráveis com prazos de pagamento de 5, 6 ou mais anos.
Será que ainda há folego para mais endividamento das classes menos favorecidas, ou veremos nosso país estagnado, pagando altos lucros para os bancos, por terem comprado bens que deram altos lucros às indústrias e ao governo?
Essa é a questão real.
E a presidente Dilma sabe disso e deve estar preocupada, pois quando o cinto aperta não há marqueting ou repressão que impeça a opinião pública saltar de um lado para outro.
O mundo árabe está sentido isso na pele.
E aí pode entrar o Lula como pedra de salvação, mas com a economia comprometida, sem capacidade de investimento em infra estrutura, e perdendo a chance de crescimento ante as políticas mais eficazes da China, da Índia e outros países emergentes, talvez nem ele queira esta batata quente, apesar da sede pelo poder que o PT tem demonstrado nestes seus períodos lá assentados.
A dose de mentira deverá então ser aumentada ao extremo, e todos sabemos, mentira tem perna curta.
Vamos parar de puxar o saco deste ou daquele político e vamos começar a criticar duramente as besteiras que andam fazendo por aí para podermos sair do buraco.
Emergente é um estado transitório que pode levarnos à tona ou voltarmos a afundar.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Reforma ou Reestruturação Política?
Li hoje matéria do dep. Roberto Freire (PPS-SP) que traça linhas básicas para uma reforma política.
A primeira questão é o próprio termo reforma.
Reforma me lembra ajeitar o que se estragou ou melhorar coisas antes não pensadas.
E será que nossa política se resolve arrumando o que se estragou?
Será que a classe política atual tem a honradez necessária para se dizer nossos representantes, ou o processo todo desemboca em uma eleição de pessoas de baixa representatividade política e o que é pior, na grande maioria procurando atender demandas e interesses pessoais, nunca o público.
Como pensar em melhorar coisas não pensadas, implementar mecanismos em um sistema apodrecido.
É como tentar apoiar nova laje em fundação já comprometida, vai ruir, ou arruinar mais ainda a situação.
A verdade é que somos uma nação sem cidadania.
Ficamos reclamando daquilo que aqueles que elegemos fazem de errado mas não tomamos iniciativas cidadãs de ação organizada, que é a eficaz.
Não adianta uma imprensa que faz entrevista com uma vítima de inundação ou seca que seja, para vender notícia.
É a ação organizada destas vítimas em torno de organizações comunitárias que poderão começar a fazer diferença.
É essa a base da democracìa, muito propagandeada, mas não exercida de verdade.
Delegar nossa responsabilidade para outros não nos dá o direito de reclamar.
Os políticos não são nossos pais ou guardiões para tomarem decisões por nós.
Devem ser nossos representantes.
Mas os de hoje não representam ninguém, quem votou neles não sabe se votou realmente.
Ficam cuidando de interesses pessoais e eleitoreiros para lá se manterem.
Darcy Ribeiro declarou a vida toda sua fé no povo brasileiro.
Terá sido vã esperança ou ainda temos saída?
Reformas não adiantarão, o buraco é mais embaixo.
Devemos procurar princípios básicos de representação democrática para, a partir destes, reestruturar a política brasileira.
A primeira questão a ser abordada seria partido x representante.
Se imaginarmos uma organização comunitária apartidária (OCA), pois visa defender interesses objetivos, quando surge a necessidade de uma identificação partidária?
Um partido deve ter princípios ideológicos que o tornem únicos em relação aos demais, e deve apresentar para cada solicitação de uma OCA suas propostas de solução.
Nasce aí a ação partidária real, não uma coisa nebulosa, mas uma proposta objetiva para solucionar os problemas comuns de cada grupo.
Essas OCAs podem consultar vários partidos e julgar, para cada caso, qual a melhor solução apresentada.
Passam a ter então melhor discernimento sobre as propostas de cada partido e se esclarecer sobre quais são mais ou menos próximas de suas posturas, mas ainda assim devem se manter apardidárias.
Na prática muitas organizações atualmente viram puxa-saco do partido que está no poder para conquistar algum benefício. Daria quase no mesmo não fosse a falta de carater do puxa-saquismo, que humilha e não fortalece a dignidade.
Começam a se delinear 2 instâncias de representação pública: uma que é de representantes de OCAs e suas hierarquias, e outra que é representante de partidos políticos e suas idéias (desde que as tenha, pois por estas terras brasuquinhas a grande maioria nunca ouviu Cazuza implorar por ideologia).
Um tipo de eleito tem que representar porções iguais de cidadãos nas várias instâncias do poder, municipal, estadual e federal.
Porções iguais quer dizer ter a mesma representatividade, ou densidade eleitoral, tenha vindo de onde vier, o que hoje não ocorre. Somos campeões em ter a maior diferença entre o menor e o maior salário, mas também a temos entre a menor e maior votação de um deputado federal, só para exemplificar.
Os representantes diretos, personificados, devem ir galgando postos cada vez mais elevados para ir aumentando sua área de visão, representatividade e abrangência. Não deve se reeleger para um mesmo cargo (parlamentar ou executivo) e deve sempre se propor a cargo hierarquicamente imediatamente superior ao último exercício, ou seja deve obrigatoriamente ir subindo a escada política.
Uma aberração como a eleição do Tiririca não se daria antes dele mostrar para seu bairro, cidade e estado que ele é um bom agente para representar os interesses deles.
Não cairia de paraquedas numa posição que não conseguirá produzir algo muito substancial.
Imagino o coitado na Comissao de Educação e Cultura. É de dar pena, dele e de nós. O que passa na cabeça dele quando falam de ensino técnico, ou profissionalizante, ou pós-doutoramento?
É um desperdício de dinheiro e esforço para servir de chacota aos jornalistas e comediantes.
Acho mesmo que ele de manhã, ao se ver no espelho, cai na gargalhada com a comédia que ele está representando e só para para tomar café.
Bom voltando ao assunto que interessa.
Voto distrital proporcional pode eleger representantes setoriais (regiões, classes profissionais, organizações, etc.).
Voto de legenda pode eleger representantes de ideologias, que juntamente com os eleitos acima, poderão ter deliberações mais bem discutidas.
Qual a proporção entre esses dois tipos de representante é algo que deve ser muito discutido.
A mim me parece que aqueles que representam legendas partidárias devem ser em menor número que os outros.
Devem abranger votos de toda a região que representa, um município inteiro, ou estado ou país.
Serão escolhidos por meio de eleições obrigatórias dentro de seus partidos, de forma transparente e controladas pelos tribunais eleitorais, para que se garanta a vontade de todo um partido e não a de meia dúzia de mentores como acontece na maioria das escolhas atualmente.
Dilma não era a candidata do PT, será que numa eleição nacional, entre os filiados do PT, ela seria escolhida candidata a presidente? Eu duvido muito. O que valeu foi a unção caudilhesca do Lula sobre uma pessoa pouco conhecida, limitada em oratória, e com pouca força dentro do partido que a elegeu. Seria uma anti-candidata.
Mas aqui começamos a ver outra distinção de papeis.
Os candidatos que chamei de personificados são mais ligados às ações práticas para a solução de problemas.
Já os que representam os ideais partidários, tem dose maior de abstração, de visão programática, de ideal.
Ambos os papeis são importantes, mas qual deles deve preponderar para o executivo.
Aí a coisa deve mudar radicalmente.
Se as demandas exigem ações práticas, administrativo financeiras os primeiros são os ideais para executá-las.
Mas se, ao contrário, o que nos falta conjunturalmente é a falta de rumo, de perspectiva nacional, precisamos dos segundos para executar essas implementações.
E a conjuntura pode mudar de ano para ano.
Nisso vem o segundo tópico básico de mudança da reestruturação pretendida:
Regime Parlamentar nos 3 níveis de poder.
E para que esse possa ser adotado sem desestabilizar todos os programas e projetos em andamento, é necessário que se diminua em muito a ingerência política nos ministérios e orgãos públicos em geral.
Os políticos é que mais atrapalham a ação do executivo. Entram com o poder de mandar e desmandar, e normalmente com um desconhecimento absoluto do que estão falando. E como colocar o bobo da corte para comandar o reino - todos rindo e o reino em ruinas. É o que fazemos.
Serviço público é carreira séria, que deve ser fundamentada em méritos reais e comprovados dos funcionários.
Políticas públicas devem ser determinadas por propostas do legislativo e simplesmente implementadas pelo executivo.
Mas com um legislativo que anda de quatro como o nosso, com o pires na mão para implorar beneces do executivo, invertemos os papéis. Estamos de ponta cabeça.
O parlamentarismo tem muitos méritos.
O primeiro é que se pode mudar cabeças sem interromper a continuidade executiva e sua governabilidade.
Depois deixa de existir o caudilho, o pai de todos, o capo di capi.
Passa a ser escolhido o Primeiro Ministro que representa a vontade do parlamento, e que a ele se apresentou como o melhor executor das políticas alí definidas.
Não se fala mais em coligação, isso deixa de existir.
Campanha política marketeada, candidato falando o que o ponto eletrônico lhe manda falar deve acabar.
Bom candidado fala num estúdio, com fundo preto, e conta seus objetivos, sem beijar criancinhas, mendigos, negros, amarelos ou bichinhos de estimação. Candidato a cargo público tem que ter idéias, não lavar mais branco ou ter o sorrizo mais brilhante.
O marketing político é um engodo. É anti-democracia. É pré e não pós modernidade.
Se o extinguirmos, o que sobra para gastar tanto em uma campanha?
Sola de sapato, gasolina, e muita saliva dos candidatos e seus correligionários, que talvez o venham a ser mais por idealismo e cidadania do que pela busca de um cargo público, já que esses são esclusivos de uma carreira pública.
Servidor público passará a ser respeitado, o que hoje não é.
Basta ver o que o povo diz nas filas das repartições sobre eles, não sou eu que digo.
Se não se tem um grande orçamento para fazer campanha, não há necessidade de financiamento público além daquele de fornecer horário político e espaço para a manifestação dos candidatos. Fico pensando que tem muitos que desistirão de se candidatar só por essa limitação: ter que mostrar suas idéias e pretensões.
As legendas e candidatos poderão sim ter financiamentos feitos por pessoas físicas, e só por estas.
A independência também do Judiciário é outra necessidade urgente, pois até este, na sua instância máxima, tem ingerência expúria do executivo. É uma aberração.
É um poder que tinha que manter a independência, e ter uma carreira absolutamente transparente, e a ascensão de seus membros deve ser por mérito e no máximo por eleições internas entre seus pares para escolher o que de melhor poderemos contar em cada posto.
Outro poder que deveria ser absolutamente independente dos outros 3 é a Polícia.
Com uma independência que lhe garanta investigar e indiciar com isenção, apoiada por um judiciário independente iriam fazer uma grande diferença.
Caixa 2 seria considerado crime e não "sobra de campanha" como apelidaram a deslavada corrupção que se inicia na eleição e desemboca em superfaturamento de obras e serviços prestados para a união, ou no benefício de dinheiro público a custos subsidiados pelo povo que tem um salário mínimo ridículo.
Caixa 2 ao ser denunciado provovaria a suspensão imediata do mandato até o julgamento do mérito. Ao invés de demorar décadas sem ser resolvido como o mensalão do José Dirceu, teriam sua decisão abreviada pela pressão dos sem-mandatos, ou estaríamos livres deles.
Mas espere, falando em reestruturação política, acabei abrindo as asas para outros poderes do estado, mas suas funções não são políticas também?
Então mudar é preciso, mas quem tem coragem de levantar bandeiras tão transformadoras.
É como dar um tiro no pé para a maioria, e para uns poucos seria a esperança de um ideal que os dirigiu quando jovens para o cenário político.
Aí começaria nova nação, aquela que o Darcy Ribeiro sonhou.
Deixariamos de lado nosso horrível mito fundador representado por D.João VI que quando aqui chegou trouxe junto uma corte de vagabundos, um regime perdulário, uma atitude covarde diante do mundo, e uma corrupção que, se já existente, se oficializou.
A primeira questão é o próprio termo reforma.
Reforma me lembra ajeitar o que se estragou ou melhorar coisas antes não pensadas.
E será que nossa política se resolve arrumando o que se estragou?
Será que a classe política atual tem a honradez necessária para se dizer nossos representantes, ou o processo todo desemboca em uma eleição de pessoas de baixa representatividade política e o que é pior, na grande maioria procurando atender demandas e interesses pessoais, nunca o público.
Como pensar em melhorar coisas não pensadas, implementar mecanismos em um sistema apodrecido.
É como tentar apoiar nova laje em fundação já comprometida, vai ruir, ou arruinar mais ainda a situação.
A verdade é que somos uma nação sem cidadania.
Ficamos reclamando daquilo que aqueles que elegemos fazem de errado mas não tomamos iniciativas cidadãs de ação organizada, que é a eficaz.
Não adianta uma imprensa que faz entrevista com uma vítima de inundação ou seca que seja, para vender notícia.
É a ação organizada destas vítimas em torno de organizações comunitárias que poderão começar a fazer diferença.
É essa a base da democracìa, muito propagandeada, mas não exercida de verdade.
Delegar nossa responsabilidade para outros não nos dá o direito de reclamar.
Os políticos não são nossos pais ou guardiões para tomarem decisões por nós.
Devem ser nossos representantes.
Mas os de hoje não representam ninguém, quem votou neles não sabe se votou realmente.
Ficam cuidando de interesses pessoais e eleitoreiros para lá se manterem.
Darcy Ribeiro declarou a vida toda sua fé no povo brasileiro.
Terá sido vã esperança ou ainda temos saída?
Reformas não adiantarão, o buraco é mais embaixo.
Devemos procurar princípios básicos de representação democrática para, a partir destes, reestruturar a política brasileira.
A primeira questão a ser abordada seria partido x representante.
Se imaginarmos uma organização comunitária apartidária (OCA), pois visa defender interesses objetivos, quando surge a necessidade de uma identificação partidária?
Um partido deve ter princípios ideológicos que o tornem únicos em relação aos demais, e deve apresentar para cada solicitação de uma OCA suas propostas de solução.
Nasce aí a ação partidária real, não uma coisa nebulosa, mas uma proposta objetiva para solucionar os problemas comuns de cada grupo.
Essas OCAs podem consultar vários partidos e julgar, para cada caso, qual a melhor solução apresentada.
Passam a ter então melhor discernimento sobre as propostas de cada partido e se esclarecer sobre quais são mais ou menos próximas de suas posturas, mas ainda assim devem se manter apardidárias.
Na prática muitas organizações atualmente viram puxa-saco do partido que está no poder para conquistar algum benefício. Daria quase no mesmo não fosse a falta de carater do puxa-saquismo, que humilha e não fortalece a dignidade.
Começam a se delinear 2 instâncias de representação pública: uma que é de representantes de OCAs e suas hierarquias, e outra que é representante de partidos políticos e suas idéias (desde que as tenha, pois por estas terras brasuquinhas a grande maioria nunca ouviu Cazuza implorar por ideologia).
Um tipo de eleito tem que representar porções iguais de cidadãos nas várias instâncias do poder, municipal, estadual e federal.
Porções iguais quer dizer ter a mesma representatividade, ou densidade eleitoral, tenha vindo de onde vier, o que hoje não ocorre. Somos campeões em ter a maior diferença entre o menor e o maior salário, mas também a temos entre a menor e maior votação de um deputado federal, só para exemplificar.
Os representantes diretos, personificados, devem ir galgando postos cada vez mais elevados para ir aumentando sua área de visão, representatividade e abrangência. Não deve se reeleger para um mesmo cargo (parlamentar ou executivo) e deve sempre se propor a cargo hierarquicamente imediatamente superior ao último exercício, ou seja deve obrigatoriamente ir subindo a escada política.
Uma aberração como a eleição do Tiririca não se daria antes dele mostrar para seu bairro, cidade e estado que ele é um bom agente para representar os interesses deles.
Não cairia de paraquedas numa posição que não conseguirá produzir algo muito substancial.
Imagino o coitado na Comissao de Educação e Cultura. É de dar pena, dele e de nós. O que passa na cabeça dele quando falam de ensino técnico, ou profissionalizante, ou pós-doutoramento?
É um desperdício de dinheiro e esforço para servir de chacota aos jornalistas e comediantes.
Acho mesmo que ele de manhã, ao se ver no espelho, cai na gargalhada com a comédia que ele está representando e só para para tomar café.
Bom voltando ao assunto que interessa.
Voto distrital proporcional pode eleger representantes setoriais (regiões, classes profissionais, organizações, etc.).
Voto de legenda pode eleger representantes de ideologias, que juntamente com os eleitos acima, poderão ter deliberações mais bem discutidas.
Qual a proporção entre esses dois tipos de representante é algo que deve ser muito discutido.
A mim me parece que aqueles que representam legendas partidárias devem ser em menor número que os outros.
Devem abranger votos de toda a região que representa, um município inteiro, ou estado ou país.
Serão escolhidos por meio de eleições obrigatórias dentro de seus partidos, de forma transparente e controladas pelos tribunais eleitorais, para que se garanta a vontade de todo um partido e não a de meia dúzia de mentores como acontece na maioria das escolhas atualmente.
Dilma não era a candidata do PT, será que numa eleição nacional, entre os filiados do PT, ela seria escolhida candidata a presidente? Eu duvido muito. O que valeu foi a unção caudilhesca do Lula sobre uma pessoa pouco conhecida, limitada em oratória, e com pouca força dentro do partido que a elegeu. Seria uma anti-candidata.
Mas aqui começamos a ver outra distinção de papeis.
Os candidatos que chamei de personificados são mais ligados às ações práticas para a solução de problemas.
Já os que representam os ideais partidários, tem dose maior de abstração, de visão programática, de ideal.
Ambos os papeis são importantes, mas qual deles deve preponderar para o executivo.
Aí a coisa deve mudar radicalmente.
Se as demandas exigem ações práticas, administrativo financeiras os primeiros são os ideais para executá-las.
Mas se, ao contrário, o que nos falta conjunturalmente é a falta de rumo, de perspectiva nacional, precisamos dos segundos para executar essas implementações.
E a conjuntura pode mudar de ano para ano.
Nisso vem o segundo tópico básico de mudança da reestruturação pretendida:
Regime Parlamentar nos 3 níveis de poder.
E para que esse possa ser adotado sem desestabilizar todos os programas e projetos em andamento, é necessário que se diminua em muito a ingerência política nos ministérios e orgãos públicos em geral.
Os políticos é que mais atrapalham a ação do executivo. Entram com o poder de mandar e desmandar, e normalmente com um desconhecimento absoluto do que estão falando. E como colocar o bobo da corte para comandar o reino - todos rindo e o reino em ruinas. É o que fazemos.
Serviço público é carreira séria, que deve ser fundamentada em méritos reais e comprovados dos funcionários.
Políticas públicas devem ser determinadas por propostas do legislativo e simplesmente implementadas pelo executivo.
Mas com um legislativo que anda de quatro como o nosso, com o pires na mão para implorar beneces do executivo, invertemos os papéis. Estamos de ponta cabeça.
O parlamentarismo tem muitos méritos.
O primeiro é que se pode mudar cabeças sem interromper a continuidade executiva e sua governabilidade.
Depois deixa de existir o caudilho, o pai de todos, o capo di capi.
Passa a ser escolhido o Primeiro Ministro que representa a vontade do parlamento, e que a ele se apresentou como o melhor executor das políticas alí definidas.
Não se fala mais em coligação, isso deixa de existir.
Campanha política marketeada, candidato falando o que o ponto eletrônico lhe manda falar deve acabar.
Bom candidado fala num estúdio, com fundo preto, e conta seus objetivos, sem beijar criancinhas, mendigos, negros, amarelos ou bichinhos de estimação. Candidato a cargo público tem que ter idéias, não lavar mais branco ou ter o sorrizo mais brilhante.
O marketing político é um engodo. É anti-democracia. É pré e não pós modernidade.
Se o extinguirmos, o que sobra para gastar tanto em uma campanha?
Sola de sapato, gasolina, e muita saliva dos candidatos e seus correligionários, que talvez o venham a ser mais por idealismo e cidadania do que pela busca de um cargo público, já que esses são esclusivos de uma carreira pública.
Servidor público passará a ser respeitado, o que hoje não é.
Basta ver o que o povo diz nas filas das repartições sobre eles, não sou eu que digo.
Se não se tem um grande orçamento para fazer campanha, não há necessidade de financiamento público além daquele de fornecer horário político e espaço para a manifestação dos candidatos. Fico pensando que tem muitos que desistirão de se candidatar só por essa limitação: ter que mostrar suas idéias e pretensões.
As legendas e candidatos poderão sim ter financiamentos feitos por pessoas físicas, e só por estas.
A independência também do Judiciário é outra necessidade urgente, pois até este, na sua instância máxima, tem ingerência expúria do executivo. É uma aberração.
É um poder que tinha que manter a independência, e ter uma carreira absolutamente transparente, e a ascensão de seus membros deve ser por mérito e no máximo por eleições internas entre seus pares para escolher o que de melhor poderemos contar em cada posto.
Outro poder que deveria ser absolutamente independente dos outros 3 é a Polícia.
Com uma independência que lhe garanta investigar e indiciar com isenção, apoiada por um judiciário independente iriam fazer uma grande diferença.
Caixa 2 seria considerado crime e não "sobra de campanha" como apelidaram a deslavada corrupção que se inicia na eleição e desemboca em superfaturamento de obras e serviços prestados para a união, ou no benefício de dinheiro público a custos subsidiados pelo povo que tem um salário mínimo ridículo.
Caixa 2 ao ser denunciado provovaria a suspensão imediata do mandato até o julgamento do mérito. Ao invés de demorar décadas sem ser resolvido como o mensalão do José Dirceu, teriam sua decisão abreviada pela pressão dos sem-mandatos, ou estaríamos livres deles.
Mas espere, falando em reestruturação política, acabei abrindo as asas para outros poderes do estado, mas suas funções não são políticas também?
Então mudar é preciso, mas quem tem coragem de levantar bandeiras tão transformadoras.
É como dar um tiro no pé para a maioria, e para uns poucos seria a esperança de um ideal que os dirigiu quando jovens para o cenário político.
Aí começaria nova nação, aquela que o Darcy Ribeiro sonhou.
Deixariamos de lado nosso horrível mito fundador representado por D.João VI que quando aqui chegou trouxe junto uma corte de vagabundos, um regime perdulário, uma atitude covarde diante do mundo, e uma corrupção que, se já existente, se oficializou.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Progressão continuada na Educação
Metodologias requerem pessoas competentes para implanta-las e vontade política para efetiva-las.
A solução passa então por uma melhor formação profissional dos professores, assunto trabalhado seriamente em pouquíssimos estados brasileiros.
Passa também por uma remuneração justa para a categoria o que, num país perdulário como o nosso, nunca se fará somente com a vontade dos políticos.
Com quase 200 milhões de habitantes, podemos pensar que necessitamos alguns milhões de professores em todos os níveis de governo.
Cada real aumentado no salário deles representa esses milhões de reais mensais a serem custeados.
Como pensar em um aumento substancial de não menos que 50% dos salários?
Acredito que se fizermos uma enquete sobre quais as intensões profissionais que pais professores incutem em seus filhos, poucos irão querer que os mesmos sigam suas profissões. Isso não se vê na maioria das outras atividades.
Se a vontade política não for a de educar, mas sim a de eleger, a progressão continuada formará analfabetos funcionais pois o investimento necessário no aluno que necessita ações complementares não é feito pois tem pouco apelo propagandístico na política eleitoral atual. E isso é o que acontece onde hoje é adotada.
Essa vontade não acontecerá enquanto os objetivos políticos forem esses mesquinhos e imediatistas da classe política brasileira. Me desculpem as poucas exceções.
Assisti a ditadura militar destruindo o ensino público, propositadamente, pois povo inculto é mais fácil de manobrar.
O acordo MEC-Usaid visava apagar os resquicios de uma formação humanista que vinha crescendo nas nossas escolas, tornando-a mais tecnicista, alienante como o fazem nos EUA.
Depois da ditadura, não vi renascer um projeto educacìonal brasileiro, a não ser pelas inteligentes e coerentes ações do Brizola com Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro com os CIEPS, que logo logo os seus sucessores conseguiram desvirtuar.
A verdade é que a classe política brasileira não almeja um povo esclarecido.
Mantidos na ignorância, fica fácil aumentar aviltantemente seus próprios salários sem esperar a menor reação popular contra esse assalto aos cofres públicos.
Estamos ainda nos tempos da corte, nada mudou.
À corte tudo, ao povo pague-se.
E mesmo aqueles que foram contra não cogitam devolver o que seja um possível excedente do tal aumento.
Todos acabam se levando pela lei de Gerson.
Só com um povo ignorante e desmobilizado isso é possível, então porque pensar em melhorar a educação?
Se melhorar estraga é o ditado dos gananciosos.
Tem saída?
Se o projeto de ensino era tecnizante, e hoje não temos profissionais habilitados para sustentar nosso potencial de crescimento, algo está pior do que se imagina.
Emergente é um termo para ser usado com prudência, não significa sucesso imediato, ao contrário, acostumados com a submersão, poderemos continuar nela por pura incompetência.
Essa vontade política não surgirá da dita classe política.
É uma vontade que deverá nascer do próprio povo, na definição de um país que queremos, e não de um país que podemos como praticamente decretou D.João quando veio nos fundar como tal.
Somos uma nação sem vontade, que delega decisões importantes para uma classe de pessoas do mais baixo calão, que só pensam em fazer da política um trampolim para enriquecer sem esforço.
Não haverá mudanças com eles.
Não haverá mudanças na educação, sem que hajam mudanças nas nossas estruturas políticas, que induzem à corrupção hábito que existe desde sempre por aqui.
Não há independência dos poderes quando o Executivo nomeia ministros do mais alto escalão da justiça nacional. Automaticamente essa se põe de joelhos ante aquele.
O legislativo, só tem atores que se esforçam para continuar no poder, olhando seus interesses pessoais e desprezando a coisa pública. Para isso ficam de pires na mão, nas antesalas do Executivo, implorando cargos e verbas para viabilizar sua próxima eleição.
Quer dizer, temos mesmo é um só poder, o Executivo, que tem um presidente que está mais para rei (ou rainha já que essa denominação tem o feminino).
Que distribui os cargos e verbas para uma corte não muito mais evoluída que aquelas que chegaram nos navios vindos de Portugal em 1808. A semelhança entre as cortes de então e de agora é gritantante.
São o mesmo tipo de gente, sem educação!
E como poderemos querer que justamente esses, sem educação suficiente, priorizem um projeto educacional nacional de longo prazo para formar uma nação de brasileiros à altura do século XXI?
Desenvolvendo competências.
Se os educadores não entenderem realmente o objetivo da progressão continuada, acabam deixando de lado os alunos com mais dificuldades, o que faz com que esses fiquem cada vez mais defasados.A solução passa então por uma melhor formação profissional dos professores, assunto trabalhado seriamente em pouquíssimos estados brasileiros.
Passa também por uma remuneração justa para a categoria o que, num país perdulário como o nosso, nunca se fará somente com a vontade dos políticos.
Com quase 200 milhões de habitantes, podemos pensar que necessitamos alguns milhões de professores em todos os níveis de governo.
Cada real aumentado no salário deles representa esses milhões de reais mensais a serem custeados.
Como pensar em um aumento substancial de não menos que 50% dos salários?
Acredito que se fizermos uma enquete sobre quais as intensões profissionais que pais professores incutem em seus filhos, poucos irão querer que os mesmos sigam suas profissões. Isso não se vê na maioria das outras atividades.
Vontade Política
Se a vontade política não for a de educar, mas sim a de eleger, a progressão continuada formará analfabetos funcionais pois o investimento necessário no aluno que necessita ações complementares não é feito pois tem pouco apelo propagandístico na política eleitoral atual. E isso é o que acontece onde hoje é adotada.
Essa vontade não acontecerá enquanto os objetivos políticos forem esses mesquinhos e imediatistas da classe política brasileira. Me desculpem as poucas exceções.
Assisti a ditadura militar destruindo o ensino público, propositadamente, pois povo inculto é mais fácil de manobrar.
O acordo MEC-Usaid visava apagar os resquicios de uma formação humanista que vinha crescendo nas nossas escolas, tornando-a mais tecnicista, alienante como o fazem nos EUA.
Depois da ditadura, não vi renascer um projeto educacìonal brasileiro, a não ser pelas inteligentes e coerentes ações do Brizola com Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro com os CIEPS, que logo logo os seus sucessores conseguiram desvirtuar.
A verdade é que a classe política brasileira não almeja um povo esclarecido.
Mantidos na ignorância, fica fácil aumentar aviltantemente seus próprios salários sem esperar a menor reação popular contra esse assalto aos cofres públicos.
Estamos ainda nos tempos da corte, nada mudou.
À corte tudo, ao povo pague-se.
E mesmo aqueles que foram contra não cogitam devolver o que seja um possível excedente do tal aumento.
Todos acabam se levando pela lei de Gerson.
Só com um povo ignorante e desmobilizado isso é possível, então porque pensar em melhorar a educação?
Se melhorar estraga é o ditado dos gananciosos.
Tem saída?
Se o projeto de ensino era tecnizante, e hoje não temos profissionais habilitados para sustentar nosso potencial de crescimento, algo está pior do que se imagina.
Emergente é um termo para ser usado com prudência, não significa sucesso imediato, ao contrário, acostumados com a submersão, poderemos continuar nela por pura incompetência.
Essa vontade política não surgirá da dita classe política.
É uma vontade que deverá nascer do próprio povo, na definição de um país que queremos, e não de um país que podemos como praticamente decretou D.João quando veio nos fundar como tal.
Somos uma nação sem vontade, que delega decisões importantes para uma classe de pessoas do mais baixo calão, que só pensam em fazer da política um trampolim para enriquecer sem esforço.
Não haverá mudanças com eles.
Não haverá mudanças na educação, sem que hajam mudanças nas nossas estruturas políticas, que induzem à corrupção hábito que existe desde sempre por aqui.
Não há independência dos poderes quando o Executivo nomeia ministros do mais alto escalão da justiça nacional. Automaticamente essa se põe de joelhos ante aquele.
O legislativo, só tem atores que se esforçam para continuar no poder, olhando seus interesses pessoais e desprezando a coisa pública. Para isso ficam de pires na mão, nas antesalas do Executivo, implorando cargos e verbas para viabilizar sua próxima eleição.
Quer dizer, temos mesmo é um só poder, o Executivo, que tem um presidente que está mais para rei (ou rainha já que essa denominação tem o feminino).
Que distribui os cargos e verbas para uma corte não muito mais evoluída que aquelas que chegaram nos navios vindos de Portugal em 1808. A semelhança entre as cortes de então e de agora é gritantante.
São o mesmo tipo de gente, sem educação!
E como poderemos querer que justamente esses, sem educação suficiente, priorizem um projeto educacional nacional de longo prazo para formar uma nação de brasileiros à altura do século XXI?
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Lula lá, quer dizer cá?
A verdade acaba saindo, devagar mais vai aparecendo.
Lula coloca Dilma e diz que ela manda, mas faz o ministério que quer, por "pura coincidência" entre o gosto dele e o dela.
Fica claro que, ao menos até agora a mulher é fantoche do profissional do palanque.
Ele não quer cargo internacional nenhum, nem o de Secretário da ONU (como se isso fosse possível).
Quer mesmo é se manter no palanque, abafando a visibilidade da presidente leita por ele, de modo a poder se reeleger depois dela.
Se ela não for bem, ele diz que "até pode se candidatar", isso hoje, depois do dia 01/01/2011 ele se lançará candidato rapidinho.
Pode demorar um pouco mais, mas que vai vai.
Será que a nova presidente, mais culta, e talvez com um currículo bem superior ao do Lula, não conseguirá se impor?
A continuar como está, teremos mais 4 anos de desgoverno.
Os aeroportos estão um caos, 3 anos depois do primeiro apagão, e vão nos envergonhar na copa.
As estradas entupidas, interditadas, esburacadas, ou cheias de pedágios estorcivos.
A corrupção não investigada e muito menos punida dá margem a um dos piores momentos da República, aqui se rouba e fica impune com a ajuda de um Judiciário não muito menos corrupto.
As alternativas são poucas.
Espero que a Dona Dilma, como a cita o Lula, tenha brios para impor sua opinião e competência mudando os rumos do país.
Mas é uma fraca, muito fraca esperança.
Por enquanto só um sonho besta de brasileiro que teima em ser otimista mas só leva ferro.
Me desculpem os petistas históricos, mas sua paixão acaba estragando o país. Sua falta de auto-crítica afunda-nos cada vez mais, com a conivência com todo esse teatro mambembe que se firmou nos últimos 6 anos.
Lula coloca Dilma e diz que ela manda, mas faz o ministério que quer, por "pura coincidência" entre o gosto dele e o dela.
Fica claro que, ao menos até agora a mulher é fantoche do profissional do palanque.
Ele não quer cargo internacional nenhum, nem o de Secretário da ONU (como se isso fosse possível).
Quer mesmo é se manter no palanque, abafando a visibilidade da presidente leita por ele, de modo a poder se reeleger depois dela.
Se ela não for bem, ele diz que "até pode se candidatar", isso hoje, depois do dia 01/01/2011 ele se lançará candidato rapidinho.
Pode demorar um pouco mais, mas que vai vai.
Será que a nova presidente, mais culta, e talvez com um currículo bem superior ao do Lula, não conseguirá se impor?
A continuar como está, teremos mais 4 anos de desgoverno.
Os aeroportos estão um caos, 3 anos depois do primeiro apagão, e vão nos envergonhar na copa.
As estradas entupidas, interditadas, esburacadas, ou cheias de pedágios estorcivos.
A corrupção não investigada e muito menos punida dá margem a um dos piores momentos da República, aqui se rouba e fica impune com a ajuda de um Judiciário não muito menos corrupto.
As alternativas são poucas.
Espero que a Dona Dilma, como a cita o Lula, tenha brios para impor sua opinião e competência mudando os rumos do país.
Mas é uma fraca, muito fraca esperança.
Por enquanto só um sonho besta de brasileiro que teima em ser otimista mas só leva ferro.
Me desculpem os petistas históricos, mas sua paixão acaba estragando o país. Sua falta de auto-crítica afunda-nos cada vez mais, com a conivência com todo esse teatro mambembe que se firmou nos últimos 6 anos.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Não dá para comparar!
Não há como comprar a prática sindical de acordos normalmente expúrios, que ludibriavam os próprios trabalhadores praticada por sindicalistas como o Lula, com a carreira política de FHC.
Não vou à ingenuidade de considerar esse último um santo.
A política tal como se desenrola nas democracias atuais tem pouco de ideologia e muito de marketing, pouco de interesse público e muito de interesse próprio.
Só sobrevive nela quem deixa de lado muito de seu idealismo, escrúpulo, relativisando a ética - o que é descabido, mas é assim.
Meio nojenta mesmo.
Não consegui acreditar muito no governo petista pois convivi, na universidade, com os sofismas que a esquerda (dita festiva à época) se utilizava para atingir seus objetivos.
Não havia bom senso, lógica que sustentasse suas ações.
Pregavam o ideal comunista russo, mas tão logo esse sonho acabou, poucos assumiram os erros (sinal que passaram a pensar novamente) e a grande maioria se calou ou disse que "não sabia".
Ajudaram a ditadura a destrir bons sonhos que tinhamos para o país, davam argumentos baratos para a repressão, esse é o fato que a história documenta.
Eu os vivi.
Éramos manipulados de um lado pela esquerda bolchevique (e maoistas) e de outro pela CIA e pelo interesse norteamericano.
Jogamos fora na década de 70 a possibilidade de desenvolver um socialismo tupiniquim, baseado na nossa cultura, nas cooperativas do campo, de uma certa puresa do movimento sindical, na vontade dos estudantes.
Por isso não podia acreditar no Lula, mas mesmo assim dei-lhe voto de confiança para que se procedesse a quase obrigatória alternância do poder que é um dos pilares fundamentais da democracia.
Os erros dos governos FHC também foram irritantes, privatizar sim, mas com o dinheiro do BNDES fica fácil para multinacionais comprarem.
Não conseguia concordar com a forma, mas a idéia de um estado enxuto essa sim deve ser perseguida. Um estado que aplica-se no desenvolvimento de seus cidadãos e de toda a infraestrutura que isso possa decorrer.
Na educação, a gestão do Paulo Renato colocou todos os brasileiros na escola, mas que escola? uma onde o professor é quase analfabeto funcional?
Bom era um projeto de longo prazo, mas não era um projeto nacional, fixado em leis, que obrigariam os futuros governantes a investir maciçamente em educação e na saúde preventiva que as escolas podem oferecer.
Regredimos com a política do Lula,meio hipócrita, de fomentar o nível superior como se esse não dependesse da boa formação anterior.
Estamos quase no fim da fila na avaliação da nossa educação relativa a outras nações.
Somos o maior estado sulamericano e o pior em educação.
É vergonhoso quase paradoxal.
Já não dá mais para acreditar nos infindáveis discursos do Lula, dizer que hoje aparece mais corrupção porque se investiga mais, não me parece muito lógico. Mesmo que seja um dos fatores, não se pode negar que em seu governo os casos se multiplicam numa velocidade que não conseguimos acompanhar.
Se a investigação fosse levada a cabo (alguém se lembra duma tal Erenisse?) os culpados punidos, a pratica da malversação deveria diminuir, não explodir como agora.
O pobre Francenildo ficou para a história como uma "pobre vítima necessária", já Palocci vira ministro da linha de choque do novo governo. Seu processo acabou?
O fato é que muitos fundadores do PT, com certa formação cultural, correram para atras das cortinas quando as sujeiras tipo mensalão, Celso Daniel, Toninho do PT começaram a aparecer. Alguns abandonaram o barco.
Talvez fossem pessoas bem intencionadas, equivocadas, mas com boas intenções.
Mas não deixaram de apoiar Lula, só que cada vez mais enrolados nos trapos de uma cortina que não conseguia mais encobrir o mal cheiro que exalava das praticas políticas destes últimos mandatos.
Muitos não mais fizeram campanha aberta a favor de Dilma, mas a campanha velada continuou.
Para completar, com a máxima deselegância, o ainda presidente Lula dá ordens à sua sucessora (nem gostaria de ouvir os termos utilizados nas conversas dos dois), manda e desmanda, monta ministérios, desmente propostas de governo.
Enfim, está mostrando a falta de decoro - falta de educação mesmo - que norteia suas ações.
Aí acabo com saudades da transição civilizada que FHC promoveu para o Lula, a ponto deste último agradecer o empenho.
Fosse Lula mais educado perceberia o quando poderia se calar e deixar agora as palavras para a presidente eleita.
Boas ou más serão as palavras dela que governarão.
Mas acho que falta de educação é algo que não se consegue suprir com ternos Armani e uísque de primeira.
Até porque a injestão desmesurada do segundo pode provocar avarias no primeiro.
Talvez o Brasil ainda tenha que aturar muita bobagem do ex-presidente-quase-futuro Lula.
Enquanto isso as forças de oposição precisam se organizar.
Creio que somos maioria, meio perdida neste jogo onde o poder do dinheiro comprou o que poderia ser a chance de uma reviravolta no país, levando-nos para um estágio sócio-cultural mais elevado.
Juntaram-se todos os interesses expúrios em torno de um governo falastrão e corrupto.
Péssima herança para Dilma.
Terá que começar mentindo, fazendo tudo o que falou que não faria. Agindo ao contrário do que pregou na campanha.
Será que transferir essas más falas para os seus prepostos a isentará da mentira?
Em breve o povo começará a julga-la, e espero, nos livremos da verborragia do Lula.
Conto os dias...
Não vou à ingenuidade de considerar esse último um santo.
A política tal como se desenrola nas democracias atuais tem pouco de ideologia e muito de marketing, pouco de interesse público e muito de interesse próprio.
Só sobrevive nela quem deixa de lado muito de seu idealismo, escrúpulo, relativisando a ética - o que é descabido, mas é assim.
Meio nojenta mesmo.
Não consegui acreditar muito no governo petista pois convivi, na universidade, com os sofismas que a esquerda (dita festiva à época) se utilizava para atingir seus objetivos.
Não havia bom senso, lógica que sustentasse suas ações.
Pregavam o ideal comunista russo, mas tão logo esse sonho acabou, poucos assumiram os erros (sinal que passaram a pensar novamente) e a grande maioria se calou ou disse que "não sabia".
Ajudaram a ditadura a destrir bons sonhos que tinhamos para o país, davam argumentos baratos para a repressão, esse é o fato que a história documenta.
Eu os vivi.
Éramos manipulados de um lado pela esquerda bolchevique (e maoistas) e de outro pela CIA e pelo interesse norteamericano.
Jogamos fora na década de 70 a possibilidade de desenvolver um socialismo tupiniquim, baseado na nossa cultura, nas cooperativas do campo, de uma certa puresa do movimento sindical, na vontade dos estudantes.
Por isso não podia acreditar no Lula, mas mesmo assim dei-lhe voto de confiança para que se procedesse a quase obrigatória alternância do poder que é um dos pilares fundamentais da democracia.
Os erros dos governos FHC também foram irritantes, privatizar sim, mas com o dinheiro do BNDES fica fácil para multinacionais comprarem.
Não conseguia concordar com a forma, mas a idéia de um estado enxuto essa sim deve ser perseguida. Um estado que aplica-se no desenvolvimento de seus cidadãos e de toda a infraestrutura que isso possa decorrer.
Na educação, a gestão do Paulo Renato colocou todos os brasileiros na escola, mas que escola? uma onde o professor é quase analfabeto funcional?
Bom era um projeto de longo prazo, mas não era um projeto nacional, fixado em leis, que obrigariam os futuros governantes a investir maciçamente em educação e na saúde preventiva que as escolas podem oferecer.
Regredimos com a política do Lula,meio hipócrita, de fomentar o nível superior como se esse não dependesse da boa formação anterior.
Estamos quase no fim da fila na avaliação da nossa educação relativa a outras nações.
Somos o maior estado sulamericano e o pior em educação.
É vergonhoso quase paradoxal.
Já não dá mais para acreditar nos infindáveis discursos do Lula, dizer que hoje aparece mais corrupção porque se investiga mais, não me parece muito lógico. Mesmo que seja um dos fatores, não se pode negar que em seu governo os casos se multiplicam numa velocidade que não conseguimos acompanhar.
Se a investigação fosse levada a cabo (alguém se lembra duma tal Erenisse?) os culpados punidos, a pratica da malversação deveria diminuir, não explodir como agora.
O pobre Francenildo ficou para a história como uma "pobre vítima necessária", já Palocci vira ministro da linha de choque do novo governo. Seu processo acabou?
O fato é que muitos fundadores do PT, com certa formação cultural, correram para atras das cortinas quando as sujeiras tipo mensalão, Celso Daniel, Toninho do PT começaram a aparecer. Alguns abandonaram o barco.
Talvez fossem pessoas bem intencionadas, equivocadas, mas com boas intenções.
Mas não deixaram de apoiar Lula, só que cada vez mais enrolados nos trapos de uma cortina que não conseguia mais encobrir o mal cheiro que exalava das praticas políticas destes últimos mandatos.
Muitos não mais fizeram campanha aberta a favor de Dilma, mas a campanha velada continuou.
Para completar, com a máxima deselegância, o ainda presidente Lula dá ordens à sua sucessora (nem gostaria de ouvir os termos utilizados nas conversas dos dois), manda e desmanda, monta ministérios, desmente propostas de governo.
Enfim, está mostrando a falta de decoro - falta de educação mesmo - que norteia suas ações.
Aí acabo com saudades da transição civilizada que FHC promoveu para o Lula, a ponto deste último agradecer o empenho.
Fosse Lula mais educado perceberia o quando poderia se calar e deixar agora as palavras para a presidente eleita.
Boas ou más serão as palavras dela que governarão.
Mas acho que falta de educação é algo que não se consegue suprir com ternos Armani e uísque de primeira.
Até porque a injestão desmesurada do segundo pode provocar avarias no primeiro.
Talvez o Brasil ainda tenha que aturar muita bobagem do ex-presidente-quase-futuro Lula.
Enquanto isso as forças de oposição precisam se organizar.
Creio que somos maioria, meio perdida neste jogo onde o poder do dinheiro comprou o que poderia ser a chance de uma reviravolta no país, levando-nos para um estágio sócio-cultural mais elevado.
Juntaram-se todos os interesses expúrios em torno de um governo falastrão e corrupto.
Péssima herança para Dilma.
Terá que começar mentindo, fazendo tudo o que falou que não faria. Agindo ao contrário do que pregou na campanha.
Será que transferir essas más falas para os seus prepostos a isentará da mentira?
Em breve o povo começará a julga-la, e espero, nos livremos da verborragia do Lula.
Conto os dias...
sábado, 30 de outubro de 2010
Eleições
Amanhã é dia de votar no segundo turno.
Que pena que estejamos em uma campanha eleitoral tão pouco esclarecedora do programa de governo dos candidatos.
Aliás programas que foram colocados de lado pelos dois candidatos à presidência.
Não falam com a clareza necessária a um postulante de cargo público.
Falam o que os marqueteiros querem que falem, pois acredito que assim terão mais voto.
Não estamos em uma democracia ideológica, mas numa mercadológica.
Foram-se os ideais, ficou a estratégia para ganhar.
Como sou meio velho fico pensansando: ganhar para que se não tem utopias a defender.
Fica claro que querem ganhar pelo poder, poder que embriaga, que os distancia da vida real e ficam vivendo como se fossem as pessoas mais importantes do universo.
Querer tanto o poder é não ter o menor senso da própria pequenez, é esquecer que nossos sonhos juvenis preconizavam o despojamento, a alegria em fazer junto trabalhar em equipe com cada um sendo respeitado. Sem grandes caciques.
Mas como o único regime sobrevivente da real proposta socialista foi o de Fidel (por enquanto), parece que todas as propostas socialistas se espelham nele.
Principalmente na pretenção caudilhesca do Kirshener, do Chaves, do Morales, e muitos outros, e claro a do nosso presidente o Lula.
Mas estado que se baseia em uma personalidade é um estado fraco, de gente que pensa pouco ou nada sobre a coisa pública.
Fica a mercê de um totalitarismo que, em última instância, é o que acabamos vendo ocorrer na América Latina.
Esse filme já vimos e sabemos que não acaba bem.
Tentemos votar com a razão, e não com a emoção.
Que pena que estejamos em uma campanha eleitoral tão pouco esclarecedora do programa de governo dos candidatos.
Aliás programas que foram colocados de lado pelos dois candidatos à presidência.
Não falam com a clareza necessária a um postulante de cargo público.
Falam o que os marqueteiros querem que falem, pois acredito que assim terão mais voto.
Não estamos em uma democracia ideológica, mas numa mercadológica.
Foram-se os ideais, ficou a estratégia para ganhar.
Como sou meio velho fico pensansando: ganhar para que se não tem utopias a defender.
Fica claro que querem ganhar pelo poder, poder que embriaga, que os distancia da vida real e ficam vivendo como se fossem as pessoas mais importantes do universo.
Querer tanto o poder é não ter o menor senso da própria pequenez, é esquecer que nossos sonhos juvenis preconizavam o despojamento, a alegria em fazer junto trabalhar em equipe com cada um sendo respeitado. Sem grandes caciques.
Mas como o único regime sobrevivente da real proposta socialista foi o de Fidel (por enquanto), parece que todas as propostas socialistas se espelham nele.
Principalmente na pretenção caudilhesca do Kirshener, do Chaves, do Morales, e muitos outros, e claro a do nosso presidente o Lula.
Mas estado que se baseia em uma personalidade é um estado fraco, de gente que pensa pouco ou nada sobre a coisa pública.
Fica a mercê de um totalitarismo que, em última instância, é o que acabamos vendo ocorrer na América Latina.
Esse filme já vimos e sabemos que não acaba bem.
Tentemos votar com a razão, e não com a emoção.
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