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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Um ministério pra chamar de meu...


Um ministério pra chamar de meu... mesmo que seja só eu.

A classe artística, barulhenta por dever de ofício, fica alardeando:
a) Que foi Golpe o afastamento da Dilma e
b) Que é retrocesso na cultura a eliminação do MinC.

a) Processar difamações contra o Brasil

Ontem deu na imprensa um bando de atores, quase todos rindo (acho que é da nossa cara mesmo) e empunhando papeis reclamando de golpe no impeachment da Dilma.
Ao que me consta a Sônia Braga (a única que identifiquei ali) mora nos EUA há décadas e tem por lá uma carreira cinematográfica. Que sabe ela de nossa realidade? 
Não sei sobre os demais, mas se fosse meu papel cuidar da imagem do Brasil eu imporia processos acusando de difamação contra cada um desses personagens que querem aproveitar seu segundo de fama para falar mal do país, pois no fundo é isso o que fazem.
Não, não defendem o Brasil, esculacham nossa imagem lá fora. 
Por sorte sua significância é ínfima, e sobrevivem no tempo do cheiro de um peido.
Mas merecem processo, e quem mais o fizer.
Não ouvi sobre a manifestação das aprendizes de princesas vovós com o Requião que foram passear às nossas custas pra falar mal do Brasil. Se afirmarem que é golpe merecem um processo por difamação, ou sei lá mais o que os juristas podem usar.

a) Meu ministério

Se a tese dos artistas vociferantes é de que as ações culturais só acontecem se existir um ministério para elas, quero um ministério pra cuidar de mim também.
O ministério da atenção ao RVA (só as iniciais para esconder a bizarrice).
O ministro serei eu claro, e nomearei um monte de estafetas, e ninfetas para cuidarem de mim.
Com certeza serei um cara bem feliz, com carro, avião por conta da FAB, moradia e o escambau.
Você também não quer?
Tá, não só pro Aleixo, um ministério para quem programa computadores, abrange um monte de gente.
Se o ministro for eu e a camarilha minha, tô topando!
Concordam?
Não!
E se montar uma boa estrutura, e distribuir algumas centenas de empregos formando uma camarilha mais "abrangente'?
Não de novo!
Ô gente ingrata...

A lógica ministerial

Montar uma estrutura ministerial é um assunto que junta política e bom senso administrativo.
Não é o nosso caso que só temos utilizado da face política e deixamos o administrativo de lado, criando um estado que não cabe em nossa economia, como falava Simonsen.
"A economia é pouca quando eliminamos um ministério" argumentam alguns.
Não penso assim, pois as despesas administrativas, fora as mordomias de qualquer ministério devem levar muitos milhões por ano do nosso dindin.
Milhões que podem e devem ser alocados para projetos objeto da pasta.

Referencias do mundo civilizado

Li  matéria que em Londres todos os funcionários são obrigados a utilizar transporte público, salvo exceção que deve ser justificada e julgada para lançar mão de usar um táxi.
Ao que saiba há um ciclo escolar comum a todos e os políticos colocam seus filhos na mesma escola do pobre, projeto que me parece defendido pelo Sen. Cristóvam que não é Colombo mas descobre coisas boas como o bolsa escola.

O estado para si e para os seus

No Brasil a estrutura de estado parece funcionar para si mesma e para os seus, daí a chiadeira contra a extinção de ministérios.
É notório como o cidadão comum, que afinal é o empregador do funcionário público, é tratado como um inferior pelo seu empregado.

Acabam as tetas.
A chiadeira sobe o tom mas que sobreviva o bom senso.
Como já postei, ainda falta eliminar outros ministérios e muita chiadeira irá acontecer.
Esportes não se justifica fora da esfera da Educação e Cultura.
O mesmo se dá com Ciência e Tecnologia.


Um rearranjo organizacional

Estamos muito atrasados na gestão pública.
Não faltam no Brasil especialistas em organização operacional de instituições.
O que falta é vontade política de fazer as mudanças.
Não será com a corja que se instalou nos poderes que iremos adiante nesses temas.

Penso que só uma constituinte exclusiva, que entre tantos temas defina as estruturas organizacionais do executivo, legislativo e judiciário poderá realmente mudar as coisas.
Uma constituinte que deve apresentar um projeto de nação e onde, findos os trabalhos, terão seus promulgadores impedidos de atuar no estado em qualquer de suas esferas.

Será mero sonho de um velho delirante?

sábado, 14 de maio de 2016

Pura recatada e DO MINISTÉRIO PORRA!!!

Claro que é significativo, vem de signo.
É o que parece, expressa uma visão.
E dar significância a algo.

E Temer não teve habilidade para tanto.
Claro que mulheres e negros podem fazer cagadas.
Mas podem não fazer, e podem até ser meio neutros no que tange ao mal cheiro.
Mas sua presença teria grande significado.

Será que também os índios, os gays, os deficientes...
Ôpa, talvez aí não caibam tantos, ainda mais num ministério sonhado por mim com no máximo 14 cadeiras.

Sei que haverão mulheres e muitas, nas últimas semanas tenho telefonado para muitas empresas, mais de cem com certeza, e os homens que me respondem são ampla minoria, elas, as lindinhas, se sobressaem.
(E não reclamem do "lindinhas", não é menosprezo, se não entendem danem-se mocréias)

Seria justo uma maior pluralidade no ministério, mas assim em como nosso congresso há uma maioria gritante de homens, brancos e de meia idade.

Mas há algo pior, bem pior a considerar que é a inclusão de um sem número de indiciados na justiça a ocupar pastas.
Também vale aqui o argumento fisiológico de "como encontrar representantes em um congresso onde 60% tem problemas com a justiça?".

Aí o buraco é mais embaixo, não se resolve com fisiologismo, não se resolve mantendo essas regras de composição de maioria fadada ao insucesso. 
Temer talvez morra por ela, e com ele a maioria dos nossos congressistas.
Precisamos procurar outros.
Precisamos de uma reforma política onde a manifestação de voto nulo volte a significar a insatisfação com todos os candidatos.



Mudamos para ficar no mesmo!

Talvez até dê para entender a pouca margem de manobra do Temer.
Herdou uma lógica fisiológica sedimentada há décadas.

Como já disse, o toma-lá-dá-cá se institucionalizou com o FHC para se reeleger.
Com os petistas virou forma de governo de um sindicalista acostumado a ter várias caras, ser falso amigo dos operários e cúmplice dos empresários em seu arrocho.

Não está fazendo nada de diferente, a não ser reduzindo 10 ministérios por força de uma imposição das ruas.
Na verdade, não se vê nessa solução um "projeto de salvação nacional" nem ponte nenhuma que leve a bom futuro.
Começa mal, fazendo o mesmo do mesmo, sim, com menor escala, mas o mesmo.

À corja que habita o congresso, salvo exceções a fazer regra,  se lhes der folga, se agarra nas tetas do estado mais que carrapato em saco ariano, aquele bem branquinho e macio.
Congressistas dessa baixa qualidade só funcionarão na base da imposição, forçada pela população nas ruas, que ao pressionar o executivo irá mudando aos poucos o país.
Isso está provado.

Não foram anos e anos da mídia a dizer o que estava errado, chamando especialistas a depor o porque da acusação de erro e até de como, talvez, acertar.
Foi o povo na rua que provocou mudanças.
Há 3 anos fizemos os primeiros movimentos.
Este ano 6 milhões de brasileiros gritaram contra a situação, não foram só gritos de "fora Dilma", foram execrações a muitos outros políticos (que não representam ninguém), e também ao modelo político instituído no país.

Os políticos dizem nos ouvir, mas no máximo usam um só dos ouvidos, com o outro continuam a trabalhar com a velha e hipócrita política brasileira.
Temos mais de 30 partidos e ao mesmo tempo nenhum a representar o interesse da nação.

Penso que a representação partidária esteja anacrônica, e não é só aqui não, acontece mundo afora.
Para exemplificar as manifestações na França - declaradamente apartidárias - contra a reforma previdenciária que um governo dito de esquerda promove para poder equilibrar um sistema com tendências a falir. Coisa impensável a poucas décadas.

Nesses novos tempos de comunicação ágil, rápida, pública e coletiva, ponto a ponto, o significado de representatividade política deve ser repensado.
O indivíduo é assim, plural, ao menos os que entendem sua complexidade se assumem assim, não falo dos tolos ou desequilibrados, esses negam tudo por negar.

Mas sendo pragmático e partindo dessa nossa realidade nefasta, talvez o limite possível para o novo presidente seja esse.

O que precisamos?

O país precisa de um projeto, com um objetivo claro do que quer ser.
Sabemos de nossa forte vocação para ser o grande celeiro do mundo, mas não assumimos na prática esse nosso papel.
Não temos infra-estrutura para atender essa vocação, faltam portos e aeroportos para a saída de nossas possíveis safras.
Falta formação escolar e técnica, para formar mão de obra e cidadão mais esclarecidos (temor dos políticos mundo afora).
Não agregamos valor aos nossos produtos, vendemos soja e não óleo, rações e outros derivados que agregariam valor e dariam empregos por aqui. Vendemos minério e fechamos metalúrgicas.
Não fazemos a reforma agrária séria, que promova uma verdadeira interiorização do desenvolvimento esvaziando significativamente nossas cidades combalidas pela verdadeira guerra civil que se instalou nelas apelidada de violência urbana.
Falta saúde, que se pública e gratuita, é na prática prá lá de insuficiente, em muitos casos inexistentes.
Falta ética, moral, dignidade e cidadania.

Sobra estado inflado e incompetente,
Sobra funcionalismo tão mal caráter como nossos representantes políticos,
Sobra corrupção em todos os níveis e poderes do país.

Precisamos criar um novo estado.
Do jeito que a população pretende, onde os serviços sejam voltados para os cidadãos e não para os funcionários como hoje parecem ser.
Somos destratados por aqueles que são realmente nossos funcionários. Devem-nos respeito e bons serviços.

Precisamos de um estado com um planejamento técnico, com um organograma claro e fixo, sem alterações sazonais ao gosto do político de plantão.
Os ministérios e secretarias de estado e municipais devem ser discutidos tecnicamente mediante temática e capacidade de coordenar e se fixar em algo do tipo:
  1. Economia, Fazenda e Previdência Social
  2. Planejamento
  3. Casa Civil e Secretaria de Governo
  4. Indústria, Minas e Energia
  5. Agricultura
  6. Transportes
  7. Comércio e Turismo
  8. Comunicações
  9. Saúde e Assistência Social
  10. Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia
  11. Relações Exteriores
  12. Defesa Nacional, Justiça e Cidadania
Temer para tentar acomodar os homens no poder e mantém:

  • Advocacia Geral da União como ministério, assunto afeto ao da Justiça;
  • Cidades assunto do Planejamento;
  • Ciência, Tecnologia e Comunicações onde os dois assuntos iniciais são afetos à Educação, não existem sem ela;
  • Fiscalização, Transparência e Controle querendo parecer moderno, mas já existem orgãos no ministério público e controladorias para cuidar desses assuntos, transparência não é assunto de um ministério, é para a Casa Civil cobrar de todos;
  • Desenvolvimento Social e Agrário, isso é tema da agricultura;
  • Esporte, que começa na escola ou não existe como o nosso vexaminoso desempenho;
  • Integração Nacional, se faz com um bom Planejamento;
  • Meio Ambiente é um tema transdisciplinar, e deve permear a ação de todos os ministérios, o Ibama bem cabe no Planejamento;
  • Minas e Energia, talvez seja sim o caso de ser mantido aumentando minha conta para 13, que seria um número cabalístico de azar acho eu;
  • Talvez o Trabalho seja outro possível acréscimo para desfazer o azar do 13;
  • Secretaria de Segurança Institucional, como diz o nome não deve ser ministério mas organicamente ligada à Casa Civil;
  • Turismo como ministério é uma besteira, são ações afetas aos municípios, principalmente ao comércio deles.

Vá lá então, que fossem no máximo 14, não 24.
Com nomeações políticas somente de 1o.  e 2o escalões (ministros e secretários e correlatos estaduais e municipais) para poderem definir coerência entre os projetos e demandas naturais e a linha política esperada no poder central.
Estruturas meritocráticas, com possibilidade se se livrar de lixos funcionais que existem no organismo público.
Romper com uma estabilidade pessoal do funcionalismo público em prol da estabilidade da nação. Velho vício que veio desde o império.
Acabar com as mordomias de nossos poderes, que até assusta pela falta de ética, e em todas as instâncias.
Se não se pode demitir, põe pra trabalhar nos hospitais, escolas, atendimentos ao público essa camarilha.
Isso sim seria enxugar a máquina.
Se o executivo desse o bom exemplo, a nação o apoiaria, iria às ruas para aprovar as mudanças estruturais e principalmente de apoio, sem fisiologismo.
Mas Temer fez o que sabe fazer, não irá adiante nisso.

Se fosse poderia promover as demais reformas importantes que estão a gritar por mudança.
O resto de nosso estado é inflado até não poder mais, incompetente, cheio de maus caráteres, dispendioso e só atende a quem nele trabalha.
O povo, "que se exploda" como dizia o Justo Veríssimo.

Pois está na hora de explodirmos, não está?
Ou será essa a herança que iremos perpetrar para as novas gerações?




domingo, 8 de maio de 2016

Tudo Como Dantes no Quartel de Abrantes

"Oi tolinhos de plantão! Mudamos para ficar na mesma."
Esse é o mote da atual  política brasileira.

Parece que tirar Dilma, Cunha e quem mais vier não vai resolver muita coisa.
A fila de maus-caracteres em Brasília é enorme.
Uma verdadeira Sodoma, ou puteiro como dizia Cazuza.

O vice-próximo-presidente parece não ter caráter forte o suficiente para  criar ponte alguma para o futuro.
Sabe que só um choque de austeridade mudaria as expectativas e econômicas e políticas.

Mas herdou um presidencialismo fisiológico, que vem se arraigando desde o segundo mandato de FHC, que será difícil destruir.
Mas se FHC foi pai desse toma-la-da-cá, o Lula foi o filho pródigo que o institucionalizou e tornou modo de governar.

Em toda essa história, o PMDB sempre foi o mais fisiológico de todos os partidos.
Até hoje não se sabe realmente a que veio o PMDB, é uma sigla herdada, sem programa definido qua não seja o de carrapato do poder.

Nossas esperanças cairão por terra rapidamente.
Nossa mobilização contra o modo de fazer política e desfazer a pátria deve continuar.
É ministério demais, cupincha demais, safadeza demais a assolar o país.

O discurso do "no máximo 20 ministérios" pode acabar em um leve aumento destes digamos para 40?, pois não se trata de montar um conjunto orgânico e operacional de órgãos para administrar a nação, mas de espaços para que os políticos continuem roubando, para se elegerem e claro continuarem roubando.
São os arranjos de sempre.

Nada vai mudar se não continuarmos a reclamar, agora não aleatoriamente, mas sobre temas específicos como o que queremos como estrutura de governo, reforma política, administrativa, fim das mordomias inclusive do judiciário, e tantos outros que são o principal ralo de nosso tão suado imposto.


Enquanto formos os bundões que somos ficaremos  no  "Tudo Como Dantes no Quartel de Abrantes".
Triste fim para as maiores mobilizações que o Brasil já viu.
Frustrante mesmo.

É isso povo bundão.

sábado, 16 de abril de 2016

Os Cíceros e Catinilas modernos

Me intriga realmente os mecanismos de nossos pensamentos.
Postei uma vez  um assunto que me intriga que é o como o cérebro pode produzir o que chamo de bem pensar e seu oposto o mal pensar.
Volto ao assunto, diante vasta proliferação dos que se manifestam com o mal pensar citado no outro post.
Sabemos que temos setores bem distintos em nossos cérebros.
A Razão é de departamento diferente daquele que trata das emoções.
Penso que o "bem pensar" reside no equilíbrio, uso adequado, da atividade desses dois lados.
Se em equilíbrio a mente nos faz entender melhor as coisas, assimilar as frustrações, assumir os erros, nossas fraquezas e até qualidades.
Sem ele se perde a noção da realidade.
Erramos se nossa visão for excessivamente lógica, que despreza que somos humanos, com sentimentos e emoções que nos fazem mais complexos que meras máquinas pensantes.
Erramos também quando desprezamos nossa razão e agimos por mera emoção. Ficamos à mercê dos sugestionamentos mais nefastos que a sociedade pode nos oferecer, tais como a fixação excessiva em uma religião, em um time esportivo, em um partido político, e por aí vai.
Pior é que nesse desequilíbrio a pessoa se enfraquece diante espertos que vendo sua fraqueza doutrinam-na de acordo com sua conveniência.
Isso não é novo, vem desde sempre.
O invento das religiões sempre se baseou nisso, doutrinações sociais como o fascismo seriam impossíveis em uma população equilibrada, mas Hitler pegou o povo alemão em um momento propício para doutriná-los e deu no que deu.
Totalitaristas são peritos em utilizar esse desequilíbrio preponderante nas massas humanas.
Não faltam exemplos, ao contrário, parece que a história foi feita basicamente com esse processo.

Castração pelo desequilíbrio..

Sou ignorante sobre psicologia, não falo de castração no sentido que os psicos falam.
Uso esse termo por representar a impossibilidade de se procriar, mais objetivamente ainda impossibilidade de criar.
O desequilíbrio entre razão e emoção nos castra, pendendo para qualquer que seja o lado.
A incompreensão dos fatores emocionais criam modelos lógicos que falham quando aplicáveis a humanos, é simples.
Não há razão que consiga fazer uma criança desemburrar, quem não sabe disso passa vexame em shoppings, mercados etc.
Liberar nossas emoções sem a autocensura da razão nos impede ver fatos reais, construímos uma meta-realidade falsa claro.
Casos extremos levam à loucura em seus vários estágios.
Sem conseguir ver os fatos como são, não poderemos nos confrontar com nossos erros, frustrações e tantos outros aspectos da realidade que nos provocam sofrimento.
Mas sem assumir o erro não se chega ao acerto.
Sem assumir nossa frustração com alguém ou uma causa, não se tem referência crítica dela e continuamos a defendê-la como um doidivanas.
É assim que vejo torcedores fanáticos, militantes políticos, crentes religiosos, fãs doentios de qualquer objeto que seja.
Gente que não consegue esse equilíbrio, preponderando seu emocional para mim são muito estranhas.
Convivi bastante com gente simples, operários da construção civil e vi, mesmo nos mais incultos, que há essa diferença de comportamento.
Os equilibrados, mesmo que ignorantes, se dispõe ao aprendizado e vão em frente, já outros talvez por limitados cognitivamente mesmo, agindo com predominância emocional, ficam estacionados.
Não entendo o que faz o desequilíbrio.
Seriam frios e sem sentimentos os que querem viver no plano racional?
Seriam deficientes cognitivos, burros na rasa palavra, os que agem emocionalmente?
Absolutamente não sei, sei que esses castrados existem.
Todos nós, em certos momentos, nos desequilibramos, faz parte da vida, mas ao voltar o equilíbrio sabemos fazer uma autocrítica e sair desse lugar nefasto.
Mas alguns, doentiamente, persistem nessa atitude de castração.
Talvez haja um outro departamento no cérebro que seria o "fiel da balança" e que em certos humanos não funciona adequadamente.

Fazer o que?
Sempre existirão Cíceros e Catilinas na humanidade.
Parece que a distorção é antiga.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Nós contra eles!

Não gosto de provocações, estamos de ânimos muito acirrados.
Não importa o lado que cada um esteja as provocações que se postam por ai não ajudam muito.
Elas trabalham o nível das emoções e não da razão.
São mais destrutivas que construtivas.
É uma pena, eu sempre digo que somos insuficientes, nos acomodamos em ser o necessário e esquecemos que podemos mais, no caminho do suficiente, afinal penso que esse seria o objetivo da vida.
Recebi uma resposta que penso tola de um antigo amigo, que reagiu de forma emocional a uma questão factual objeto de uma resposta que dei a um post seu.
Me fez pensar, como as pessoas são toscas.
Enquanto acreditarmos em religiões, partidos, e principalmente mitificarmos pessoas, nos curvarmos aos interesses pessoais, estaremos no mesmo estágio do Carneiro de Ouro, que salvo engano meu ocorreu milênios atrás.
Eu tento não defender nem atacar ninguém, prefiro me ater aos fatos.
É mais simples e é objetivo.
E não me venham que não há verdades, só pontos de vista diferentes.
Balelas filosóficas, pois a fome, o desemprego, e a falta de perspectiva e tantas outras mazelas da vida são reais.
Queria ver um filósofo perdendo sua boquinha na academia e tendo que defender o pão de cada dia para seu sustento.

É o caos?

Enfiamo-nos em um balaio de gatos que não trará bem algum ao país
Não temos políticos à altura, não há estadistas na política, houveram agora não mais.
Talvez isso seja bom, que tal começarmos a pensar em propostas?
Pensarmos no que pretendemos que aconteça daqui para frente.
Quais nossas prioridades.
Qual é o projeto de nação que o Brasil precisará adotar para um dia ser um país que não se sujeita ao escárnio internacional.
Sim, o mundo ri de nós, e claro sem entender patavina do que está acontecendo, mas nós também não entendemos, não é verdade?

Provocações Inúteis

Por mais que eu concorde com certas posições pois os fatos nos levam a conclusões, de que adianta postar que quer o Lula na cadeia e a Dilma fora? De que adianta postar que assinou um documento em prol da DE-MO-CRA-CIA, com figuras que apoiam o governo e rejeitam o impedimento da presidente alegando que o mesmo é golpe.
São provocações inúteis.
Estamos em um estado de direito, muitos que viveram a ditadura militar como eu sabem o que representa não poder se manifestar.
Quem grita não vai ter golpe sabe que não é golpe, criam um discurso para provocar só isso.
Quem grita Lula na cadeia sabe que não adianta nada batermos nessa tecla cotidianamente como provocação.
Temos instâncias competentes para cada caso desses, ao menos para isso nossa Constituição de 1988 serve, baliza nossos caminhos institucionais.

Pra Rua Sim!

Isso não quer dizer que não devamos nos manifestar, ao contrário, o que falta no Brasil é a manifestação popular.
Só minorias organizadas (e financiadas) se mobilizam, e olhe lá só quando muito incitadas pelos poderosos.
Mas mesmo essas tem o direito, desde que dentro da ordem pública de o fazerem.
Mas a grande massa da população tem que aprender que sua voz só será ouvida pelo poder quando seus gritos na rua forem altos o suficiente para acordar a canalhada que se infiltrou nos poderes, em todos os níveis e instâncias.
Temos que gritar aos nossos representantes o que queremos, força-los a cumprir a vontade do povo e não seus interesses pessoais.
Foi um processo longo o de "canalhização"  da coisa pública, aos poucos os piores foram se infiltrando na política.
Será mais longo ainda desconstruir esse estado verdadeiro inimigo da nação, o que nem ainda começamos, para gradativamente construir um novo, que caiba na economia brasileira para alegrar um pouco o brilhante Mario Henrique Simonsen.
Trocando em miúdos:
TODOS ÀS MANIFESTAÇÕES SEM PROVOCAÇÕES E SEM VIOLÊNCIAS!!!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Day After

Fiquei quieto por algumas semanas a espectar  meio atônito as baboseiras que se escreve e fala no Brasil de hoje.
Não bastasse o PT ter arruinado décadas  de oportunidades frustra até aqueles que receberam esmolas em sua gestão pois essas também estão a minguar.
Sem correção, as doações dos programas assistenciais começarão a se tornar desinteressantes, e aqueles que se fiaram nelas e não aproveitaram a oportunidade vão cair novamente na vala da miséria.
Na verdade não havia plano de governo na pauta petista, só um plano de poder.
E agora Luiz?
A festa acabou , a luz apagou e o que será Luiz?
Pra muitos o xilindró, justo e necessário embora tardio.
Para outros a velha cantilena de cabeças limitadas ao horizonte de seus narizes.
Intelectuais que não pensam,
Artistas vendidos por incentivos milionários,
Meia dúzia de juristas que temo ter pouca credibilidade no próprio meio,
Uma presidente desenganada, se não pelo impedimento, ou pela cassação da chapa, pelo próprio descrédito que a nação deposita nela.
Não conseguirá mais nem fazer as encenações de lançamentos de falsos programas, obras e afins, pois sua palavra não vale vintém.
Mentiu, não cumpriu com o que prometeu.
Quem mente não é crível.
Seu criador sabe que a casa caiu.
Pode ser preso a qualquer momento.
Foi pego com a boca na botija, com os roubos que praticou, surrupiando bens da presidência num ato indecoroso que nunca antes na história desse pais...
Coisa meio indescritível que nos envergonha perante o mundo, faqueiro de ouro, telas valiosíssimas, containers e containers surrupiados à luz do dia.
Outro que mentiu, e mente deslavadamente dia após dia, nunca sabe de nada, nada é dele ele é só usufrutuário como o canalha do Cunha também se denomina.
As investigações levaram a lavagem à porta de uma história sem fim: a do assassinato de Celso Daniel, o cúmplice da roubalheira que mantinha um fio de ética e que acreditava em roubar a bem do partido, não para o enriquecimento ilícito de alguns.
A polícia tem preceitos simples quem não foram cumpridos naquele caso, o primeiro deles é: procurar saber a quem interessava a morte do prefeito. Será que não chegaram a conclusão nenhuma? Não creio, há muita gente comprada para calar a boca como o recém enquadrado pela Lava-Jato, dono de um jornal que comprou com o "cala-boca" recebido.
Chafurdando mais ainda chegarão ao Luizinho do PT em Campinas, quem viver verá.
O que se pode concluir desse caos instaurado, isso é o que importa.
Vamos listar fatos consumados.
1. A presidente não tem mais condições de governar, afastada ou não é uma pessoa sem credibilidade alguma;
2. O Luiz Inácio, alvo atual da Lava-Jato sabe que está no fio da navalha, sabe de sua culpa e faz um jogo de tentar insuflar as velhas bases de apoio petistas, ditas organizações sociais, incitando-as à violência como começa a ocorrer nesta semana com invasões e destruições do MST,
3. O Lula da Silva, sabe que o ministério é uma proteção provisória à sua pessoa, e talvez nem o seja. Sabe principalmente que sua família também está no foco das investigações e poderia se tornar o único protegido de uma família prisioneira,
4. Temos um congresso acuado pelas investigações da Lava-Jato, entre a cruz e a espada a canalha congressual anda assustadíssima,
5. Os presidentes das duas casas do legislativo estão às portas de serem enquadrados na lei e sofrerem suas punições cabíveis nos deixando livre dessas figuras nefastas, o que só ainda não aconteceu por termos no STJ uma corja absolutamente incompetente operacionalmente, que anda usando passos de um século atrás,
6. O Temer é uma figura muito introvertida, de poucas falas públicas, e que não passa confiança à nação, mas é a bola da vez caso nos libertemos da Dilma via impeachment,
7. Se o caminho for a rejeição das contas da chapa Dilma-Temer nos livrarmos dos dois juntos de mãos dadas ela e Temer nos poupariam de sua presença pela cassação da chapa pelo STE,
8. Mas para isso precisamos defenestrar Cunha da presidência pois é pessoa que já se mostrou nada, NADA repito, confiável. Não pode passar nem perto do Palácio do Planalto,
As conclusões
A. A primeira a que se chega é que os dois presidentes do Legislativo e a da República precisam urgentemente ser afastados a bem da vida nacional, a bem do país retomar sua vida normal,
B. A Lava-Jato precisa ser defendida com unhas e dentes pelo povo, saindo sim à rua caso haja tentativa de cerceamento da única coisa boa que acontece na atualidade para o país,
C. A incitação à violência tem que ser denunciada, e as violências praticadas pelos "vândalos sociais" tem que ser combatida pelo exército pois esse é seu papel constitucional,
D. Caso assuma Temer, devemos pressionar por um governo de coalizão que ser comprometa com alguns princípios já estabelecidos como desejo popular e que tento listar a seguir mas pode ser ampliado:
  1. o menos fisiológico possível, com ministros mais técnicos do que políticos e estruturas burocráticas baseadas em carreira e mérito, com a menor ingerência política possível, 
  2. que monte e publique e de preferência aprove junto ao congresso um Plano de Recuperação Nacional para nos tirar dessa crise. Que muitos participem dele, além dos políticos membros da sociedade civil devem ser incluídos.
  3. que se comprometa com uma reforma política que:
    1. restrinja mordomias e enquadre nossa classe política à nossa realidade, com um mínimo de custo para a nação,
    2. acabe com eleições marqueteiras limitando as ações à debates e gravações de políticos dizendo a que vieram,
    3. redefinam quanto ao voto sua obrigatoriedade, distrital simples ou composto,
    4. reveja duração e repetições de mandatos, termine com a reeleição de cargos executivos,
    5. termine com as emendas "compra-votos", instrumento de chantagem do executivo contra o legislativo. Projetos devem ser parte de um orçamento e esse executado conforme aprovado no PDO;
  4. se comprometa com uma reforma administrativa para:
    1. reduzir ao máximo cargos comissionados ou antigamente ditos "de confiança" (confiança de quem oras bolas?),
    2. otimizar a produtividade, cobrar eficiência dos funcionários, criar sistema eficaz de denúncias de improbidade e inépcia dos servidores, tratando as ações corretivas com transparência,
    3. restringir as ações do estado àquelas de interesse público, fechando empresas-cabide-de-emprego,
    4. simplificar o processo tributário nacional, quase com certeza o mais caro para ser executado em todo o mundo, fora a exorbitância dos valores arrecadados para nenhum retorno,
    5. definir claras prioridades, projetos e metas, e dotações orçamentárias para (nessa ordem):
      1. Educação,
      2. Saúde,
      3. Cultura e Tecnologia,
      4. Infra-estrutura,
      5. outros
  5. se comprometa com reforma da previdência:
    1. redefinindo critérios de idade mínima para aposentadoria, fora o tempo de contribuição,
    2. redefinir  a correlação valor contribuído x valor estimado a receber,
    3. eliminar pensões inconcebíveis e insuportáveis, como as de filhas de aposentados desde que não casadas,
    4. alinhar todos os tipos de previdência em um único plano equitativo a todos os cidadãos, sem vantagens para classes, categorias ou tipo de funcionalismo público ou privado.
  6. busque um novo acordo com o poder judiciário de modo que este promova uma profunda reforma, construída dentro de seu bojo pois eles com certeza sabem de seus problemas, de modo que se passe a realmente fazer justiça o que hoje, fora as recentes iniciativas do "baixo escalão", não se faz.
Ou seja Temer assumir não é o fim das manifestações, mas a mudança de seu foco do fora corrupção para um conjunto de reivindicações objetivas como as acima citadas por exemplo.
Talvez devêssemos mesmo pensar em um plebiscito que viria junto com as eleições de outubro sobre os temas mais relevantes a serem alterados em nosso projeto de nação.
Porque não pensar até em uma Constituinte, com constituintes eleitos especificamente para ela e com proibição de candidatura futura, que trabalharia em paralelo ao congresso nacional, com vida limitada à publicação de nova carta que de 1988 para cá se tornou pra lá de obsoleta.
Não ponho ponto final no post pois penso que deverá ficar aberto a novas sugestões, vamos parar de pensar nas mazelas atuais, sem esquecer de continuar forçando a eliminação dessa corja mais bandida do poder, mas começar a pensar no day-after, pois ele virá com toda certeza