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domingo, 13 de dezembro de 2020

Ginásio do Ibirapuera é do povo do desporto!

 Fico impressionado com a postura do nosso governador pulover, passou a vida fazendo lobby daí viu que dava pra fazer política com a mesma técnica promíscua.

Virou prefeito-salto-sem-vara e chegou a governador de SP.

Vendeu a alma por toda vida e não o faria diferente agora. 

Quer vender (os termos politicamente corretos são para enganar o povo) o Ibirapuera para a especulação imobiliária, esse é o fato.

Vejamos o em torno do conjunto Constâncio Vaz Guimarães abaixo.


Está cercado por um batalhão de edifícios que tem o metro quadrado mais caro de Sampa, com vista única para o Parque e seu conjunto.

São como zumbis de olho no espaço que o Doriana está tentando vender para eles, por preço de banana e desprezando toda história do conjunto do Ibirapuera.

Vamos sugerir ao nosso governador para olhar para outros próprios públicos no entorno para tal projeto, visto que no conjunto em questão não há como construir algo novo sem derrubar algo existente como podemos ver na imagem abaixo.

 

A menos que o plano seja eliminar áreas verdes não há como realizar grandes mudanças, além de investir em uma edificação de maior porte no edifício embaixo à direita que poderia ser utilizado para alojamento de atletas em treinamento, não em hotel classe AAA como pretende o governo.

Acho que esse capacho do dinheiro que nos governa poderia pensar em alternativas mais viáveis que podemos ver abaixo.


São muitas as opções para ele desapropriar vejamos:

1) o Circulo Militar é um comodato que provavelmente poderia ser rescindido alegando as necessidades que o governo usa para o conjunto do Ginásio. Vejam que a área é muito maior (quase o dobro da do Ginásio). É só pedir para os milicos que eles prontamente entregarão seu clubezinho!

2) Oferecer à PE uma área na Barra Funda e ocupar toda área a nordeste do Ginásio para as mesmas necessidades, é só convencer os mesmos militares que ocupam área nobre da cidade.

3) Talvez a melhor hipótese seria requisitar o espaço destinado ao Comando Militar do Sudeste, alegando que a área é muito visível e suscetível a ataques terroristas com poucas chances de defesa, melhor estariam escondidos no meio do estado, ou no meio da região sudeste, como por exemplo em Caçador - Santa Catarina, muito mais seguro olhem a seguir.


Com tantas alternativas acho que o governador está focando a opção errada não acham?

Bom, não vou falar da Assembleia, arguindo sua efetividade, pois seria um ato antidemocrático de minha parte. Mas eles também poderiam ser deslocados para o centro do estado não é? Uma localização mais democrática.

Governar com oportunismo eleitoral como Doria faz com a vacina não o torna muito melhor que o boçal que está no planalto, sem dúvida que ganha na esperteza contra o boçal-mor, mas é tão perigoso à gestão pública voltada aos mais necessitados quando o capitão demitido.




terça-feira, 16 de junho de 2020

Estátuas X História

A história se baseia em fatos.
Alguns gloriosos, outros sombrios.
Fazer o que?
Assim caminha a humanidade, e temos que aceitar isso como legado.
É baseado nos erros e acertos do passado que tentamos melhorar.

Sim muitos erraram ao longo da história.
E deixaram suas marcas, algumas como homenagens a pessoas de caráter muito duvidoso, para dizer o mínimo.
Mas uma estátua, mesmo de um crápula, é um mote para que recordemos a história e analisando-a reconhecermos os erros cometidos.
Derruba-las é como rejeitar a história que a ergueu. Não tem lógica, não concordar com o personagem é ótimo, e explicar essa discórdia é o grande ensinamento que a história nos pode dar.

Um ótimo jornalista, que pesquisa história e a torna palatável aos leigos, defende essa tese de que as estátuas e esculturas são manifestações históricas a serem preservadas. Assim como penso.

Laurentino Gomes (acima) defende a manutenção da estátua do Borba Gato, escultura de gosto muito duvidoso (eu a acho tosca) homenageando um personagem que foi canhestra em seus princípios e o contrário disso em suas ações práticas escravizando seres humanos ao seu bel prazer e claro lucro.
Não há porque homenageá-lo penso eu, mas sua estátua será sempre um mote para lembrarmos de como nosso país foi feito por personagens de péssimo caráter.

Ao reconhecer isso podemos repensar nosso futuro, ou continuar a sendo essa nação de gente generosa e de caráter duvidoso.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

800 Mil Infectados é fichinha. Dobraremos até o fim do mês!

Pacientemente levanto os dados o contágio e mortes do Coronavirus.
Os gráficos abaixo mostram e evolução logarítmica de infectados e mortos respectivamente.

Minhas projeções têm acertado com mínima margem de erro, pego o crescimento dos 7 dias anteriores como média e o projeto para o futuro, com isso quando anoto os dados reais noto um acerto na equação.

Acertar é legal, mas o resultado não é nada bom.

A continuar como estamos, no final deste mês, no Brasil teremos cerca de 1,660 milhões de infectados e 70 mil mortos.

Mais que o dobro de hoje!
Então não se espante com os números de hoje pois dia 30 teremos mais que o dobro que temos hoje.

Enquanto as curvas abaixo não se horizontalizarem é sinal que estamos em um crescimento desordenado, esse é o fato.
Qualquer relaxamento é fatal, se não pra vc, para muitos.

Se puder fique em casa, saia só o necessário proteja-se quando na rua e quando voltar, se não por você ao menos por mim, quero continuar vivo!

terça-feira, 9 de junho de 2020

O generalato do governo federal é inepto?

É estupefaciente a ignorância dos militares de pijama que cercam o presidente.
Nosso interino sinistro da morte em entrevista colocou o norte e nordeste no hemisfério norte.

Depois dele descobrir isso irá nevar em Natal e Manaus!
Para um governo que determina que não morrerão mais que mil pessoas de Covid-19 por dia e, para isso, para de divulgar as estatísticas nada mais espanta.
Há uma reunião Orwelliana no executivo brasileiro.
É ridícula a ignorância, inconcebível mesmo.

Eu acompanhava a evolução de contágio e mortes do Covid-19 baixando uma planilha que era publicada pelo ministério da saúde. Com a conversão do ministério em sinistério e da saúde por morte, a planilha não mais está sendo divulgada.
Qua bom né?
Não morre mais ninguém sem a autorização do sinistro e seu chefe.

Estou envergonhado de ter nascido aqui, em Banânia.
Era ruim, ficou pior, e temo que pode piorar mais.

Definitivamente Deus não é brasileiro ou se for não é Deus, é uma mentira a mais.

Orwelliana


terça-feira, 2 de junho de 2020

Óbito oscambáu é Morte mesmo!

Não, não foram 30 mil óbitos.



Foi uma fila de 30 mil vidas, uma atrás da outra, suas alegrias e tristezas, seus relacionamentos, ódios e amores, que morreram.
Foi uma família, um grupo de amigos que perdeu alguém.

Não podemos ficar na frieza das estatísticas.
Mesmo que os gestores devam se balizar nelas, é importante chamar o fato como deve: Morte.
Óbito não me parece sinônimo, é impessoal.
Morte sim diz sobre o fim de um caminho, nesse caso do Covid-19 um fim brusco.
Fim triste, desamparado, solitário.
Sem permitir que seus parentes e amigos lhe deem o apoio e carinho suficiente na despedida.

Gestores deveriam perder alguém próximo, isso lhes ajudaria a parar de cuidar de frias estatísticas, em politizações e pensar nas pessoas.

Já somos meio milhão de infectados, provavelmente seremos 1 milhão em 15 dias se nada mudar.É isso o que a curva de crescimento e suas tendências informam.

Fico aqui dia após dia anotando os dados coletados, e ainda não vejo abatimento nas curvas das estatísticas.

Infectados no Brasil
Mortos no Brasil

Seremos talvez 50 mil mortos ou mais até daqui a quinze dias.
50 mil histórias interrompidas.

Colaboraremos com o mundo com 16,7% dos infectados e 12,5% das mortes sendo somente 2,7% da população do planeta.
Algo está muito errado no Brasil!

Mais empatia,mais alteridade.
Menos partidarização.
Mas amor e menos ódio.

Esse ódio impetrado na nação tem que acabar, e não há muitos remédios disponíveis:

#Basta! #Somos70Porcento #EstamosJunto

Nós não podemos ficar calados.

Engaje-se, grite, vá às ruas (protegido) se necessário, 

mas não deixe a voz do bom senso se calar. 





sexta-feira, 15 de maio de 2020

Moro, a faca de dois gumes.

O Ex-Juiz-Ministro Sérgio Moro é um personagem meio-a-meio.
Não dá para dizer que seja de todo bom, nem de todo mal.

É inegável o resultado de suas ações, orquestradas sim com os integrantes da Lava-Jato, tanto do Ministério Público como da Polícia Federal.
Colocou à mostra a corrupção sistêmica que sempre houve, e sabemos que não terminará tão cedo, por aqui.
Prendeu gente que antes ninguém imaginaria que iria pro xilindró.
Deixou a classe média brasileira extasiada.
Ganhamos um herói.

Desde o começo da Lava-Jato fiquei mais observando do que simplesmente apoiando o que acontecia.
Me parecia que todo o movimento da operação era um tanto seletivo nos seus alvos.
Estranhava o fato de alguns políticos conhecidamente de caráter duvidoso (para dizer o mínimo) não fazerem parte de suas investigações.

Mas até então o conjunto da obra era satisfatório, muito dinheiro foi reavido para os cofres da nação, muitos séculos de prisão foram decretados.
Muitos foram e estão presos, outros entretanto já foram beneficiado pela nossa (in)Justiça Brasileira que sempre trabalha em prol dos abastados que podem subsidiá-la de forma direta ou digamos "indireta" para não dizer pior.

A gota d´água

Enquanto se manteve distante publicamente da política, suas tendências direitistas ficaram na sua privacidade.
Ao aceitar o Super-Ministério (só que não) de um governo encabeçado por um déspota que tinha um histórico medíocre no Parlamento, pertencente ao baixo-clero da Câmara Federal não tendo realizado nada significativo por quase 30 anos, mamando nas tetas de nossa política fedorenta, e encaminhando sua prole ao mesmo caminho, ficou clara sua tendência política.

Diga-me com quem andas... diz o ditado.
A decisão dele não poderia ser mais reveladora.
A população que ainda o apoia é composta de gente que gosta e precisa de heróis, gente que não pensa muito bem, que transfere suas responsabilidades para outros por inépcia, preguiça ou sei lá qual defeito.

Ficou claro então que a Lava-Jato tinha sim, aliado ao combate da corrupção, um componente político que poderia desviar seu roteiro sujeitando-a ao descrédito.
Sua bola baixou, esse é o fato, visto os despautérios presidenciais roubam qualquer notícia no Brasil, até as do Covid-19.

A Volta? Nem Tanto

A demissão do Moro do Ministério mostrou a ruptura, não com seu ideário de direita pois isso não se muda tão facilmente, mas com o presidente que claramente o enganou desde o início.
Promessas ao STF ou super ministério eram vãs, quem conhece um pouco de política, principalmente de um membro do baixo clero (ou seria baixo meretrício) que sempre se pautou pela mentira.
Acabou a tolerância, ultrapassado o limite da tolerância, a saída dele e suas acusações enfiaram o espinho no calcanhar de Aquiles do nosso psicopata maior.
Talvez, com muita sorte para a nação, o processo que ele iniciou desemboque num impeachment do doidivanas que ocupa o Alvorada.

Mas daí a achar Sergio Moro um herói, vai muita distância. Sua ingenuidade política não o torna um presidenciável à altura do cargo.