Hoje na Folha de São Paulo Clovis Rossi publica coluna onde mostra que vê com bons olhos o que o Uruguai está tentando fazer liberando a maconha. Já o Ferreira Goular, nesta mesma FSP se mostra contrário à essa liberação das drogas, e defende uma forte ação de conscientização da juventude quanto ao malefício das drogas.
Recorri novamente ao Admirável Mundo Novo de Huxley, onde a sociedade havia desenvolvido uma droga lícita e distribuída/controlada pelo estado.
Lendo um pouco sobre esse último autor, soube que o mesmo tem forte formação acadêmica em ciências humanas e fiquei até pensando que ele talvez tenha escrito esse livro como uma tese insustentável no meio acadêmico e só possível no universo da ficção.
De qualquer modo acho que o livro é mais que uma ficção, é uma premonição do que iria ocorrer num futuro do qual hoje somos contemporâneos.
Balmann fala do mundo líquido, onde as relações são frágeis e efêmeras. Isso já estava descrito no livro citado.
Mas voltando à questão das drogas, a tal do livro o Soma, era um reconhecimento social da necessidade de ter nas drogas uma válvula de escape. Para que os usuários não se "viciassem" ela era elaborada de modo a não promover dependência química. Mas o uso continuado era permitido, desde que controlado pelo estado para ficar dentro dos parâmetros "normais".
Mas uma pária daquela sociedade se recusava à se ater aos níveis normais, assim como não aceitava muitas das regras impostas por aquele modelo de estado. Marginalizada, mostra talvez esse lado lúgubre do ser humano, lúgubre porém numa atitude libertária e aí entra a questão.
Porque o ser humano se droga?
Fiquei me perguntando porque nós humanos precisamos sair do plano da normalidade e usando drogas flutuar num universo mais leve, menos restritivo, mais libertino, mais livre?
Essa é a questão central.
O que, na nossa vida a torna tão maçante que precisamos vez ou outra, ou sempre, deixá-la de lado e perder o senso de realidade.
Programas eficazes de conscientização da juventude, promovidos por igrejas por exemplo, trazem o "rebanho" controlado com rédeas curtas, mas será que se houvesse mais liberdade de pensamento para esses jovens religiosos, se fosse a cultura e não o dogma religioso que o guiasse ele continuaria se sentindo feliz?
Condenação Social
É visível pelo noticiário que as classes de renda mais baixa geram maior número de vítimas das drogas. Há toda uma conjuntura muito mais propícia para cooptar esses jovens ao vício, que passa pelo abandono nem sempre voluntário dos pais que precisam sustentar a casa, por um sistema de educação que foi largado às traças e está levando o país a uma situação de regressão social pois não conseguimos nem formar mão de obra especializada para os desafios do novo mundo, por um sistema de segurança que nos põe inseguro quando vemos que policiais acabam por ser cooptado ao mundo do crime para com este serem permissíveis, e por um estado politicamente formado não pelo melhor da sociedade mas, salvo exceções, pela pior escoria dela.
Vivemos numa sociedade que condena à morte jovens pobres estudantes de escolas públicas e moradores em regiões controladas pelo tráfico e não pelo estado. Matamos mais que as guerras e revoluções em andamento no planeta. E viramos a cara para poder dizer que "não vemos nem ouvimos nada".
Classes mais abastadas podem ser melhor informadas e/ou sustentadas para que o vício das drogas não ponha cidadãos na mira de um revolver. Sabemos que também consomem drogas mas trafegam na sociedade incólumes.
Tem saída para nós?
Tem razão então Ferreira Goulart quando fala que só a conscientização dos jovens quando aos malefícios das drogas pode diminuir a clientela e assim o consumo.
Mas acho que também tem razão os políticos uruguaios que estão tentando uma mudança de paradigma. Talvez haja um meio termo, onde não se jogue o jovem viciado em escolas de crime que são nossas instituições penais e que se pense em gastar com sua recuperação e não com sua manutenção apartado.
Talvez a descriminalização permitisse esse meio termo aliado, sempre, e de volta, com o tema educação seria a saída para mudar esse estado de coisas.
A questão seria resolvida?
Mas mesmo supondo que pudéssemos mudar esse quadro, ainda ficaria a questão central, do porque o ser humano busca a droga.
Essa questão é muito mais profunda, diz respeito talvez à nossa própria incapacidade de ter uma vida sociocultural que realize nossa índole gregária e estimule valores positivos e não como hoje, onde o individualismo nos torna cidadão solitários num mundo abarrotado de gente.
As igrejas como já disse acabam fazendo isso com certo êxito, mas pecam por deixar seus seguidores, inebriados de outra forma, acreditando num mundo baseado em dogmas que na pratica do dia a dia acabam não explicando nossas ações. É, por assim dizer, outro tipo de droga usado.
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domingo, 4 de agosto de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Passe Livre Sonho Possível?
Eu estava com esse negócio na garganta, faz mais de 40 anos que estudei a matéria e não conseguia me conformar com a dicotomia entre esse meu estudo e a realidade observada.
Olhando essa planilha de composição de custos da tarifa de transporte de Londrina (como mero exemplo) http://bit.ly/17CTplO analiso o que segue:
=> Vemos bem no fim que a parcela correspondente à mão de obra é de 46%. Aqui em Curitiba foi instituído sistema que na engenharia de tráfego denominávamos pré-metro. São ônibus bi ou tri articulados, que carregam 2 ou 3 vezes mais que os normais em calhas exclusivas, isto quer dizer que estes 46% ficariam divididos pela metade ou terça parte do original. Se calcularmos só a metade, representa que 23% do custo foi eliminado.
=> Acrescente-se a isso o fato de termos estações tubo onde ficam os cobradores da linha ao invés de um em cada ônibus, não sei calcular quanto reduziria mas acredito que mais da metade dos cobradores. No raso considerando que dos 46% gastos com pessoal, uns 10% seja correspondente aos cobradores, uns outros 5% poderiam ser eliminados.
=> A parte dos tributos representa mais 11% que poderiam ser eliminados pois trata-se de um serviço público.
=> O item remuneração (que quer dizer lucro das companhias) representam outros 6%. Porque o sistema tem que ser privado?
Sabem quanto somam esses valores? 45%.
Quer dizer que a tarifa real para Londrina poderia custar algo em torno de 55% a 60% do que custa, caindo de R$2,54 para R$1,50.
Esta análise é bem superficial e poderia ser mais aprofundada com auditoria real nas contas, preços e taxas, mas não quero aqui ser técnico.
Quero sim mandar um recado político: nosso transporte público é mais caro que o das grandes capitais americanas e europeias porque nos somos incompetentes na governança e mansos como usuários... ou éramos...
Se houver vontade política o preço dos transportes urbanos poderia cair pela metade.
Muitos passageiros de automóveis migrariam para o sistema. Para cada 7 carros que saem de circulação podemos substituir por 1 ônibus com 50 passageiros sentados, grosso modo 1 ônibus elimina praticamente 50 carros no trânsito. Os congestionamentos diminuiriam muito, o tempo de viagem e o custo operacional do próprio sistema de ônibus também.
Ufa, pronto falei.
'Bora pra rua. Reclamar por metade da tarifa é possível!
Olhando essa planilha de composição de custos da tarifa de transporte de Londrina (como mero exemplo) http://bit.ly/17CTplO analiso o que segue:
=> Vemos bem no fim que a parcela correspondente à mão de obra é de 46%. Aqui em Curitiba foi instituído sistema que na engenharia de tráfego denominávamos pré-metro. São ônibus bi ou tri articulados, que carregam 2 ou 3 vezes mais que os normais em calhas exclusivas, isto quer dizer que estes 46% ficariam divididos pela metade ou terça parte do original. Se calcularmos só a metade, representa que 23% do custo foi eliminado.
=> Acrescente-se a isso o fato de termos estações tubo onde ficam os cobradores da linha ao invés de um em cada ônibus, não sei calcular quanto reduziria mas acredito que mais da metade dos cobradores. No raso considerando que dos 46% gastos com pessoal, uns 10% seja correspondente aos cobradores, uns outros 5% poderiam ser eliminados.
=> A parte dos tributos representa mais 11% que poderiam ser eliminados pois trata-se de um serviço público.
=> O item remuneração (que quer dizer lucro das companhias) representam outros 6%. Porque o sistema tem que ser privado?
Sabem quanto somam esses valores? 45%.
Quer dizer que a tarifa real para Londrina poderia custar algo em torno de 55% a 60% do que custa, caindo de R$2,54 para R$1,50.
Esta análise é bem superficial e poderia ser mais aprofundada com auditoria real nas contas, preços e taxas, mas não quero aqui ser técnico.
Quero sim mandar um recado político: nosso transporte público é mais caro que o das grandes capitais americanas e europeias porque nos somos incompetentes na governança e mansos como usuários... ou éramos...
Se houver vontade política o preço dos transportes urbanos poderia cair pela metade.
Muitos passageiros de automóveis migrariam para o sistema. Para cada 7 carros que saem de circulação podemos substituir por 1 ônibus com 50 passageiros sentados, grosso modo 1 ônibus elimina praticamente 50 carros no trânsito. Os congestionamentos diminuiriam muito, o tempo de viagem e o custo operacional do próprio sistema de ônibus também.
Ufa, pronto falei.
'Bora pra rua. Reclamar por metade da tarifa é possível!
sábado, 1 de junho de 2013
Estado ora Estado!
Li uma notícia muito interessante nesta semana. Na Catalunha (Espanhola) estão desenvolvendo um sistema econômico à margem do Estado Espanhol.
Como sabemos a coisa anda brava por lá com 50% da população jovem e 25% do total da população sem emprego.
Algo teria que acontecer depois da sensação de impotência, da desconstrução da dignidade de uma nação que vinha vindo muito bem e agora tem boa parte de seu povo tendo que mendigar até para comer.
Com o sofrimento, acabamos por procurar saídas possíveis.
É o que o mundo está fazendo com a chamada economia solidária, defendida aqui no Brasil entre outras pessoas, pela deputada Luiza Erundina.
Estado calamidade anunciada
Me vejo à mercê de um Estado incompetente como esses que temos na contemporaneidade, numa relação mais que promíscua com o poder econômico.
Um Estado prepotente, agigantado, perdulário neste universo econômico deixou de ser um moderador para ser um arrecadador voraz de impostos que sufoca suas populações, e um péssimo distribuidor destes recursos às pessoas que com ele realmente colaboraram.
Um Estado que pratica uma falsa democracia, fazendo das eleições um espetáculo de marketing para ludibriar eleitores. Não votamos em programas de governo, em pessoas éticas e nobres, votamos nos que fazem melhor jogo de cena, votamos pela emoção e não pela razão. Eita povo idiota que a atualidade está criando.
O mesmo marketing que nos ludibria fazendo-nos envenenar com refrigerantes, é o que hoje é usado pelos políticos para fazer passar por melhor voto os piores da sociedade.
As exceções que me perdoem pois sei que elas ainda existem, apesar de estar se rareando.
Isso não é democracia, a canalha que nos representa, e governa no mundo todo, usa o termo de forma também enganosa, para novamente nos ludibriar.
Mídia Vendida
A Mídia que se diz livre vive também às custas e a serviço deste Estado falacioso e do Poder Econômico representado pelos seus anunciantes. A força da verdade raramente prepondera, somente depois de passar pelo crivo da autocensura, que convenhamos, não deixa de ser censura. Novamente a generalização não significa que muitos e bons jornalistas tenham um foco honesto e ético no trabalho que fazem, e me parece que é um grupo cada vez mais maior. Mas a Mídia tem fatores econômicos muito difíceis de serem equacionados somente dentro da ética.
Para exemplificar nunca vi uma matéria sobre a agiotagem que os bancos brasileiros cometem, nem mesmo quando a pretendida baixa de juros prometida pelo nosso governo geraram uma avalanche de notícias. Nossos bancos cobram juros extorsivos alegando que a inadimplência é grande.
Usam um economês idiota para a frase que todo agiota usa.
Quem nasceu primeiro a inadimplência ou o juro extorsivo? Um alimenta o outro a menos que se aja com padrões civilizados o que não é o caso dos bancos brasileiros.
Mas de novo onde está a Mídia para defender a população? Ora falar contra anunciantes poderosos nem pensar né?
Mas a realidade é muito mais forte que as besteiras que estas quadrilhas andam fazendo. Como já disse a fome e a humilhação, levam as pessoas que tenham referências de uma vida digna, a encontrar caminhos diferentes.
Isto está acontecendo em muitos lugares e talvez seja mesmo o prenúncio de uma nova forma de organização social que se imporá à margem do Estado e acima das nacionalidades.
Esta nova forma pressupõe todo o ideário sadio da modernidade como:
É uma revolução que nasce de dentro de cada participante, se irradia e tem força muito maior do que se imagina.
E se os jovens desempregados da Espanha deixassem de tomar refrigerantes o que fariam as indústrias para tentar retê-los no consumo? Dariam de graça? Forçariam os governos a manter planos assistenciais para que pudessem ter dinheiro para comprar? Isso tudo já foi feito, mas e se ainda assim por princípios internos os jovens deixassem de tomar esses venenos?
O sofrimento também pode levar ao esclarecimento da população fazendo-a repensar os paradigmas e neste caso a força desta nova realidade se impõe.
Se estou desempregado e não tenho ganho, posso fazer algo que conheça para trocar por algo que preciso. Em termos econômicos parece primitivo, mas é na verdade fruto de uma evolução da sociedade que está vendo que todos os processos econômicos até aqui tentados falharam. Talvez não por falta de consistência teórica, mas por falha dos aplicadores do sistema que sempre são os mais espertos da sociedade e quase que sempre os menos éticos.
Esta surgindo então essa nova economia da qual sei muito pouco e não é isso que importa para mim agora, mas sei tudo o que vi sobre ela mostra que os indivíduos passam a acreditar em uma moeda que a representa, não pela moeda, mas por princípios pessoais, de convivência social respeitosa e principalmente da lisura ética onde se empresta a juros ínfimos ou mesmo sem os juros, e sem garantias a não ser da dignidade das partes envolvidas.
Claro que é um processo demorado, talvez séculos sejam necessários para que se imponha, mas com a minha forte crença na auto-destruição que veremos do sistema econômico atual, talvez acabemos por chegar mais cedo a um estágio civilizatório minimamente decente e que inclua todos os povos e não somente os que se pretendem ungidos.
Não sei se esses vários focos desta nova economia são orquestrados ou não. Acredito que não. Podem ter sim um ideário comum, mas o importante que ele seja uma forma de auto-organização com forte participação de cada um sem delegações de poderes a terceiros.
Isso é Anarquia da boa, não o Caos, é a ordem aleatória da natureza, é a verdadeira democracia onde mais que poder é dever participar.
É um começo, quem quer colaborar?
Como sabemos a coisa anda brava por lá com 50% da população jovem e 25% do total da população sem emprego.
Algo teria que acontecer depois da sensação de impotência, da desconstrução da dignidade de uma nação que vinha vindo muito bem e agora tem boa parte de seu povo tendo que mendigar até para comer.
Com o sofrimento, acabamos por procurar saídas possíveis.
É o que o mundo está fazendo com a chamada economia solidária, defendida aqui no Brasil entre outras pessoas, pela deputada Luiza Erundina.
Estado calamidade anunciada
Me vejo à mercê de um Estado incompetente como esses que temos na contemporaneidade, numa relação mais que promíscua com o poder econômico.
Um Estado prepotente, agigantado, perdulário neste universo econômico deixou de ser um moderador para ser um arrecadador voraz de impostos que sufoca suas populações, e um péssimo distribuidor destes recursos às pessoas que com ele realmente colaboraram.
Um Estado que pratica uma falsa democracia, fazendo das eleições um espetáculo de marketing para ludibriar eleitores. Não votamos em programas de governo, em pessoas éticas e nobres, votamos nos que fazem melhor jogo de cena, votamos pela emoção e não pela razão. Eita povo idiota que a atualidade está criando.
O mesmo marketing que nos ludibria fazendo-nos envenenar com refrigerantes, é o que hoje é usado pelos políticos para fazer passar por melhor voto os piores da sociedade.
As exceções que me perdoem pois sei que elas ainda existem, apesar de estar se rareando.
Isso não é democracia, a canalha que nos representa, e governa no mundo todo, usa o termo de forma também enganosa, para novamente nos ludibriar.
Mídia Vendida
A Mídia que se diz livre vive também às custas e a serviço deste Estado falacioso e do Poder Econômico representado pelos seus anunciantes. A força da verdade raramente prepondera, somente depois de passar pelo crivo da autocensura, que convenhamos, não deixa de ser censura. Novamente a generalização não significa que muitos e bons jornalistas tenham um foco honesto e ético no trabalho que fazem, e me parece que é um grupo cada vez mais maior. Mas a Mídia tem fatores econômicos muito difíceis de serem equacionados somente dentro da ética.
Para exemplificar nunca vi uma matéria sobre a agiotagem que os bancos brasileiros cometem, nem mesmo quando a pretendida baixa de juros prometida pelo nosso governo geraram uma avalanche de notícias. Nossos bancos cobram juros extorsivos alegando que a inadimplência é grande.
Usam um economês idiota para a frase que todo agiota usa.
Quem nasceu primeiro a inadimplência ou o juro extorsivo? Um alimenta o outro a menos que se aja com padrões civilizados o que não é o caso dos bancos brasileiros.
Mas de novo onde está a Mídia para defender a população? Ora falar contra anunciantes poderosos nem pensar né?
Mas a realidade é muito mais forte que as besteiras que estas quadrilhas andam fazendo. Como já disse a fome e a humilhação, levam as pessoas que tenham referências de uma vida digna, a encontrar caminhos diferentes.
Isto está acontecendo em muitos lugares e talvez seja mesmo o prenúncio de uma nova forma de organização social que se imporá à margem do Estado e acima das nacionalidades.
Esta nova forma pressupõe todo o ideário sadio da modernidade como:
- a convivência com os diferentes (ao contrário do que estamos vendo com o crescimento da xenofobia na Europa atual ou das crescentes manifestações homofóbicas mundo afora inclusive e inesperadamente também na Europa),
- o respeito ao indivíduo (hoje vilipendiado pelo Estado e por muitas empresas),
- uma participação cidadã mais efetiva em todos os aspectos da vida, da saúde e educação ao transporte e meio ambiente,
- um respeito ao trabalho remunerando-o com justeza dentro do contexto em que se realiza,
- e muitos outros que não é o caso de ficar citando aqui.
É uma revolução que nasce de dentro de cada participante, se irradia e tem força muito maior do que se imagina.
E se os jovens desempregados da Espanha deixassem de tomar refrigerantes o que fariam as indústrias para tentar retê-los no consumo? Dariam de graça? Forçariam os governos a manter planos assistenciais para que pudessem ter dinheiro para comprar? Isso tudo já foi feito, mas e se ainda assim por princípios internos os jovens deixassem de tomar esses venenos?
O sofrimento também pode levar ao esclarecimento da população fazendo-a repensar os paradigmas e neste caso a força desta nova realidade se impõe.
Se estou desempregado e não tenho ganho, posso fazer algo que conheça para trocar por algo que preciso. Em termos econômicos parece primitivo, mas é na verdade fruto de uma evolução da sociedade que está vendo que todos os processos econômicos até aqui tentados falharam. Talvez não por falta de consistência teórica, mas por falha dos aplicadores do sistema que sempre são os mais espertos da sociedade e quase que sempre os menos éticos.
Esta surgindo então essa nova economia da qual sei muito pouco e não é isso que importa para mim agora, mas sei tudo o que vi sobre ela mostra que os indivíduos passam a acreditar em uma moeda que a representa, não pela moeda, mas por princípios pessoais, de convivência social respeitosa e principalmente da lisura ética onde se empresta a juros ínfimos ou mesmo sem os juros, e sem garantias a não ser da dignidade das partes envolvidas.
Claro que é um processo demorado, talvez séculos sejam necessários para que se imponha, mas com a minha forte crença na auto-destruição que veremos do sistema econômico atual, talvez acabemos por chegar mais cedo a um estágio civilizatório minimamente decente e que inclua todos os povos e não somente os que se pretendem ungidos.
Não sei se esses vários focos desta nova economia são orquestrados ou não. Acredito que não. Podem ter sim um ideário comum, mas o importante que ele seja uma forma de auto-organização com forte participação de cada um sem delegações de poderes a terceiros.
Isso é Anarquia da boa, não o Caos, é a ordem aleatória da natureza, é a verdadeira democracia onde mais que poder é dever participar.
É um começo, quem quer colaborar?
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Feliz 2020!
Gostaria de desejar um Feliz 2020 a todos.
Sim 20 porque as perspectivas até lá são aterradoras e 2020 tá longe das previsões idiotas que sempre temos que ouvir da mídia nessa época.
Teremos alternativas?
Talvez, se mudarmos o modo de compreender e viver a vida.
Temos que redescobrir o sentido do menos é mais, aprender a dividir que é diferente de compartilhar que não passa do "mais com menos", onde com um clicar distribuímos lindas e até (por vezes) inteligentes mensagens.
Nestes tempos de efemeridades estamos desconstruindo as relações, talvez deva ser assim mesmo não sei bem.
Mas sou velho, de tempos outros, onde algo de mais profundo deveria pautar as relações ou simplesmente elas desapareceriam, não se manteriam desta forma maio que hipócrita que as mídias sociais e a informação na velocidade da luz permitem.
Tenho saudade de outros tempos, me comunicava muito menos, mas dividia mais a vida com os amigos, não havia atalhos.
Era olho no olho.
Essa falsa noção de que estamos conectados não nos trará felicidade nenhuma.
Estamos falando mais do mesmo, dia após dia.
Nossa sede de participação cidadã não será saciada por mídias sociais e opiniões dadas nos blogs e matérias da imprensa.
Enquanto não tomarmos consciência de que só tirando a bunda da cadeira e começando a agir da forma que desejarmos nada mudará.
Não podemos nos deixar levar pela "tendencia" manipulada pelas várias instancias de poder que nos cerca.
Assim fizeram povos árabes quando saíram as ruas para derrubar ditaduras, ou o pessoal do Ocupe Wall Street, ou os povos que estão sendo oprimidos pelo sistema econômico europeu, só para dar alguns exemplos.
Nós temos uma ditadura aqui no ocidente que é pior que as piores monarquias totalitárias do mundo árabe.
Baseada num poder sedimentado por milênios, baseado no capital, que se cristalizou e criou estados, meios de comunicação, sistema monetário, mercados e tudo o mais que vemos hoje.
Mas não criou um homem mais feliz ou, no mínimo, mais civilizado.
Nossa violência é menos sangrenta que a da idade média, mas se ainda usássemos lanças e espadas veríamos o mesmo banho de sangue de então.
Ontem morreram mais de 400 pessoas só na louca e violenta Síria, só para exemplificar o quão rude é o homem atual.
A humanidade mudou pouco, não vamos tapar o sol com a peneira.
Está na hora de jogarmos para tras nossa hipocrisia e encaramos de frente o que está acontecendo na modernidade, não só da nossa realidade mas a da maioria.
Nações européias, autoproclamadas avançadas, tem crise profunda na convivência com os diferentes (e principalmente com aqueles que para lá migraram). Enquanto havia uma certa folga econômica podiam tolerá-los mas agora, cada vez mais, vemos hostilidades mais ou menos disfarçadas contra eles.
Falar que não é bem assim é de novo nossa postura hipócrita ou insensibilidade social não sei o que é pior.
Os EUA, que se autodenominam "América" (parece que com isso tentar nos fazer todos os demais países do continente como parte de seu violento feudo pós-moderno) tem uma massa de quase 50 milhões de pobres. É incrivel como pode um país dito rico ter tanta miséria?
Com certeza a sociedade de lá é tem uma insensibilidade crônica, o homem médio de lá não sabe disso? Se sabe e aceita atesta assim sua pequenes como ser.
A China está tentando virar um país de mercado, tentando fazer atrasadamente o que o ocidente já fez a mais de 3/4 de século atras. Mas usam um artifício de um comuno-capitalismo que faz sua nação ainda ter como base de desenvolvimento uma escravidão pós-moderna. Não posso muito falar de algo que desconheço, mas as notícias que nos chegam são aterradoras: suicídio coletivo em fábricas que abastecem o restante do mundo, jornadas sufocantes de trabalho, estratificação socio-econômica, e tantas coisas que se fazem contradição com a pretendida igualdade pregada pelo comunismo.
A Índia me soa como o país dos gênios toscos, dicotomia total entre visões espiritualistas, inteligência super avançada e homicídio de meninas indesejadas nas famílias pobres, estupro (até agora) praticamente autorizado pelos costumes e um atraso humano aceito por princípios religiosos que constroem algo que surreal por lá.
A Russia que não consegue escapar de seus caudílios, e que ao ter que libertar países da União Soviética mostrou o atrazo dos povos sob seu domínio que fizeram a dita faxina ética dizimando centenas de milhares de homens mulheres e crianças. Rudes, toscos e violentos tal como na idade média.
Cito esses países onde se deposita muito da expectativa do possível desenvolvimento econômico pretendido para salvar o sistema econômico mundial.
Talvez sejam somente um segundo tempo para esse capitalismo selvagem de mercado que assim demorará mais para ruir.
Mas a dura realidade que os países mais avançados estão vivendo atingirá a todos.
Estamos sem saída dentro do sistema, a história irá contar.
Daí minha crença que só a mudança da célula básica da sociedade que é o homem poderá mudar as coisas.
E não nos enganemos novamente com nossa hipocrisia, somos toscos e precisamos mudar isso.
A mudança de postura social irá acabar por desautorizar o estado, e os demais poderes que o capital criou.
Vai demorar porque os mais toscos que hoje ocupam lugares de poder não irão querer largar a rapadura sem lutar muito, mesmo que tenham que matar gente de seu próprio povo.
A Síria não é um exemplo tão distante do que é capaz um poder ferido de morte.
O processo será anárquico (no seu melhor sentido) e irá demorar muitas décadas, mas esse é o caminho de saída que vejo para criar uma sociedade mais humana com todos os bons adjetivos que o homem pode ter.
O simples fato de procurarmos o mais com menos irá ruir as instâncias deste poder.
Ao deixar de consumir, ou reduzir drasticamente, esse mundo que nos ofertam no que for possível estaremos ajudando essa mudança.
Mais letrados poderão me contradizer, mas essa desconstrução do poder já se iniciou com movimentos ecológicos, de direitos humanos (despolitizados) e muitos outros que se espalham pelo planeta como ONG´s sérias.
O início já foi dado, cabe a cada um de nós construir a mudança interna que irá fomentar mais e mais essas transformações.
Mesmo que não seja 2020, seja 30 ou 40 construamos um Feliz Ano Novo.!
Sim 20 porque as perspectivas até lá são aterradoras e 2020 tá longe das previsões idiotas que sempre temos que ouvir da mídia nessa época.
Teremos alternativas?
Talvez, se mudarmos o modo de compreender e viver a vida.
Temos que redescobrir o sentido do menos é mais, aprender a dividir que é diferente de compartilhar que não passa do "mais com menos", onde com um clicar distribuímos lindas e até (por vezes) inteligentes mensagens.
Nestes tempos de efemeridades estamos desconstruindo as relações, talvez deva ser assim mesmo não sei bem.
Mas sou velho, de tempos outros, onde algo de mais profundo deveria pautar as relações ou simplesmente elas desapareceriam, não se manteriam desta forma maio que hipócrita que as mídias sociais e a informação na velocidade da luz permitem.
Tenho saudade de outros tempos, me comunicava muito menos, mas dividia mais a vida com os amigos, não havia atalhos.
Era olho no olho.
Essa falsa noção de que estamos conectados não nos trará felicidade nenhuma.
Estamos falando mais do mesmo, dia após dia.
Nossa sede de participação cidadã não será saciada por mídias sociais e opiniões dadas nos blogs e matérias da imprensa.
Enquanto não tomarmos consciência de que só tirando a bunda da cadeira e começando a agir da forma que desejarmos nada mudará.
Não podemos nos deixar levar pela "tendencia" manipulada pelas várias instancias de poder que nos cerca.
Assim fizeram povos árabes quando saíram as ruas para derrubar ditaduras, ou o pessoal do Ocupe Wall Street, ou os povos que estão sendo oprimidos pelo sistema econômico europeu, só para dar alguns exemplos.
Nós temos uma ditadura aqui no ocidente que é pior que as piores monarquias totalitárias do mundo árabe.
Baseada num poder sedimentado por milênios, baseado no capital, que se cristalizou e criou estados, meios de comunicação, sistema monetário, mercados e tudo o mais que vemos hoje.
Mas não criou um homem mais feliz ou, no mínimo, mais civilizado.
Nossa violência é menos sangrenta que a da idade média, mas se ainda usássemos lanças e espadas veríamos o mesmo banho de sangue de então.
Ontem morreram mais de 400 pessoas só na louca e violenta Síria, só para exemplificar o quão rude é o homem atual.
A humanidade mudou pouco, não vamos tapar o sol com a peneira.
Está na hora de jogarmos para tras nossa hipocrisia e encaramos de frente o que está acontecendo na modernidade, não só da nossa realidade mas a da maioria.
Nações européias, autoproclamadas avançadas, tem crise profunda na convivência com os diferentes (e principalmente com aqueles que para lá migraram). Enquanto havia uma certa folga econômica podiam tolerá-los mas agora, cada vez mais, vemos hostilidades mais ou menos disfarçadas contra eles.
Falar que não é bem assim é de novo nossa postura hipócrita ou insensibilidade social não sei o que é pior.
Os EUA, que se autodenominam "América" (parece que com isso tentar nos fazer todos os demais países do continente como parte de seu violento feudo pós-moderno) tem uma massa de quase 50 milhões de pobres. É incrivel como pode um país dito rico ter tanta miséria?
Com certeza a sociedade de lá é tem uma insensibilidade crônica, o homem médio de lá não sabe disso? Se sabe e aceita atesta assim sua pequenes como ser.
A China está tentando virar um país de mercado, tentando fazer atrasadamente o que o ocidente já fez a mais de 3/4 de século atras. Mas usam um artifício de um comuno-capitalismo que faz sua nação ainda ter como base de desenvolvimento uma escravidão pós-moderna. Não posso muito falar de algo que desconheço, mas as notícias que nos chegam são aterradoras: suicídio coletivo em fábricas que abastecem o restante do mundo, jornadas sufocantes de trabalho, estratificação socio-econômica, e tantas coisas que se fazem contradição com a pretendida igualdade pregada pelo comunismo.
A Índia me soa como o país dos gênios toscos, dicotomia total entre visões espiritualistas, inteligência super avançada e homicídio de meninas indesejadas nas famílias pobres, estupro (até agora) praticamente autorizado pelos costumes e um atraso humano aceito por princípios religiosos que constroem algo que surreal por lá.
A Russia que não consegue escapar de seus caudílios, e que ao ter que libertar países da União Soviética mostrou o atrazo dos povos sob seu domínio que fizeram a dita faxina ética dizimando centenas de milhares de homens mulheres e crianças. Rudes, toscos e violentos tal como na idade média.
Cito esses países onde se deposita muito da expectativa do possível desenvolvimento econômico pretendido para salvar o sistema econômico mundial.
Talvez sejam somente um segundo tempo para esse capitalismo selvagem de mercado que assim demorará mais para ruir.
Mas a dura realidade que os países mais avançados estão vivendo atingirá a todos.
Estamos sem saída dentro do sistema, a história irá contar.
Daí minha crença que só a mudança da célula básica da sociedade que é o homem poderá mudar as coisas.
E não nos enganemos novamente com nossa hipocrisia, somos toscos e precisamos mudar isso.
A mudança de postura social irá acabar por desautorizar o estado, e os demais poderes que o capital criou.
Vai demorar porque os mais toscos que hoje ocupam lugares de poder não irão querer largar a rapadura sem lutar muito, mesmo que tenham que matar gente de seu próprio povo.
A Síria não é um exemplo tão distante do que é capaz um poder ferido de morte.
O processo será anárquico (no seu melhor sentido) e irá demorar muitas décadas, mas esse é o caminho de saída que vejo para criar uma sociedade mais humana com todos os bons adjetivos que o homem pode ter.
O simples fato de procurarmos o mais com menos irá ruir as instâncias deste poder.
Ao deixar de consumir, ou reduzir drasticamente, esse mundo que nos ofertam no que for possível estaremos ajudando essa mudança.
Mais letrados poderão me contradizer, mas essa desconstrução do poder já se iniciou com movimentos ecológicos, de direitos humanos (despolitizados) e muitos outros que se espalham pelo planeta como ONG´s sérias.
O início já foi dado, cabe a cada um de nós construir a mudança interna que irá fomentar mais e mais essas transformações.
Mesmo que não seja 2020, seja 30 ou 40 construamos um Feliz Ano Novo.!
domingo, 28 de outubro de 2012
Tristes emoções da nossa política
As eleições sempre emocionam as pessoas.
Não deveria, mas fazer o que?
Ainda não estamos preparados para uma democracia de verdade, não só no Brasil, mas mundo afora votamos sem pensar, e isso é grave, pois delegamos aos mais demagogos, que sempre acabam se elegendo, o nosso destino.
Dia a dia o poder do estado cresce, e na maioria das vezes os cidadãos não são consultados para as medidas que os governantes adotam.
O poder real representado pelo capital, esse não muda.
Ele continua mandando em tudo o que ocorre, pois é baseado em um principio básico do ser humano que é a ganância e apego ao dinheiro.
Enquanto o homem assim for assim será a sociedade, meio tosca para dizer o mínimo.
E sempre o dinheiro comprará o poder.
Engana-se quem acha que há alguém realmente bem intencionado na atuação pública. Excessões farão somente a regra, são impotentes, insignificantes.
Esse poder do capital resolveu eleger uma caricatura de presidente que foi o Collor, mas este quando no poder, encheu os olhos e quis talvez botar a mão em mais do que se estava acostumado foi defenestrado. O mesmo poder o elegeu e o derrubou.
O PT só chegou ao poder quando fez uma declaração explicita que não iriam romper com o sistema atual em que se encontrava o estado.
Lhe foi permitido então ser ungido pelo poder nacional, e acabou por se eleger.
Já aí de mãos e rabo presos pelo tal poder se elegeu.
Nasce também aí sua incoerência nestes 3 governos em que até agora atuou.
Quando então no governo, e diante de postura neo liberal de sua gestão, Lula deixou claro a que veio.
O interesse era o poder pelo poder, sem a menor ideologia, coisa que sempre passou ao largo de seus pensamentos políticos, sem ética nenhuma pois sua miliitância sindical o fez abandoná-la já nos primeiros passos.
Como em política agente continua agindo emocionalmente, todos os desvios de uma postura mais à esquerda, que visasse o bem do cidadão comum, foram esmaecidos por propaganda massiva que eles aprenderam a fazer muito bem pois é a base de sistemas totalitários.
E quem o criou o embala até hoje.
O mote mercadológido de operário filho de imigrantes nordestinos pobres que chega à presidencia deu a ele uma popularidade incrível, fosse merecida realmente, poderia fazer todas as reformas que a nação precisa sem precisar comprar votos de ninguém, era só enfrentar o poder constituído e conclamar a população a apoia-no nestas reformas.
Mas não, ele já havia vendido sua alma ao poder do dinheiro que mantem nosso país no atraso em que estamos aquela carta de março era como que seu contrato com o diabo que nos sufoca.
Foi uma frustração para os eleitores, e para boa parte dos militantes do PT que abandonaram o barco por ver com clareza o que Lula estava fazendo em nome de um partido de esquerda que se dizia defensor de coisas importantes para o povo como a ética, a justiçca social.
Não estou inventando nada, esses são os fatos fartamente documentados nestes últimos 10 anos. Quem tem o mínimo interesse pela política os constatou.
Se o dinheiro do mensalão fosse dirigido à aprovar reformas necessárias como a eleitoral, fiscal, da gestão pública, educacional, ainda poderíamos entender mas não. era para obter uma apoio às pequenezas que o governo anda votando ultimamente para se garantir no poder.
Sabendo do lamaçal que deveria atravessar para chegar a um plano mais limpo preferiu ficar nele e dele se locupretar. Terno Armani é coisa de quem nunca comeu melado como dizia o velho ditado, absolutamente desnecessário e até ofensivo. Uísque 24 anos ao invés de uma boa caçacinha mineira como sempre tomara também denota esse sintoma de alguém que estava despreparado para estar ao lado do poder sem se corromper, ao menos no nível que chegou.O triste de tudo isso é que a história acabará sendo contada e recontada maldizendo os pobres e pixando de incompetentes todos os que não compactuam com esse podre poder que rege nosso país.
Primeiro cooptaram o PT como o fizeram também o PSDB depois os jogam ao lixo pois sabem da fraquesa humana que a maioria de seus líderes e apoiadores tem, e dela fazem inteligente uso.
Assim como Lech Walesa lula passará para a história como um pobre sindicalista filhos de nordestinos que, tendo perdido as referências sociais foi cooptado pelo dinheiro e para ele vendeu sua alma e sua honradez.
Não falo isso com alegria, pois tinha esperança nas mudanças que o PT prometia, mas foram promessas em vão, são eles iguais a tudo o que sempre houve neste país.
Ainda não nos libertamos do julgo mítico de D.João que trouxe para cá mazelas políticas das quais ainda somos prisioneiros.
Que pena, parece que estamos predestinados a exportar nossas materias primas (que agora chamam de comodities) e deixar nosso povo analfabeto funcional e politicamente.
Estamos como éramos ha três séculos atras.
Não deveria, mas fazer o que?
Ainda não estamos preparados para uma democracia de verdade, não só no Brasil, mas mundo afora votamos sem pensar, e isso é grave, pois delegamos aos mais demagogos, que sempre acabam se elegendo, o nosso destino.
Dia a dia o poder do estado cresce, e na maioria das vezes os cidadãos não são consultados para as medidas que os governantes adotam.
O poder real representado pelo capital, esse não muda.
Ele continua mandando em tudo o que ocorre, pois é baseado em um principio básico do ser humano que é a ganância e apego ao dinheiro.
Enquanto o homem assim for assim será a sociedade, meio tosca para dizer o mínimo.
E sempre o dinheiro comprará o poder.
Engana-se quem acha que há alguém realmente bem intencionado na atuação pública. Excessões farão somente a regra, são impotentes, insignificantes.
Esse poder do capital resolveu eleger uma caricatura de presidente que foi o Collor, mas este quando no poder, encheu os olhos e quis talvez botar a mão em mais do que se estava acostumado foi defenestrado. O mesmo poder o elegeu e o derrubou.
O PT só chegou ao poder quando fez uma declaração explicita que não iriam romper com o sistema atual em que se encontrava o estado.
Lhe foi permitido então ser ungido pelo poder nacional, e acabou por se eleger.
Já aí de mãos e rabo presos pelo tal poder se elegeu.
Nasce também aí sua incoerência nestes 3 governos em que até agora atuou.
Quando então no governo, e diante de postura neo liberal de sua gestão, Lula deixou claro a que veio.
O interesse era o poder pelo poder, sem a menor ideologia, coisa que sempre passou ao largo de seus pensamentos políticos, sem ética nenhuma pois sua miliitância sindical o fez abandoná-la já nos primeiros passos.
Como em política agente continua agindo emocionalmente, todos os desvios de uma postura mais à esquerda, que visasse o bem do cidadão comum, foram esmaecidos por propaganda massiva que eles aprenderam a fazer muito bem pois é a base de sistemas totalitários.
E quem o criou o embala até hoje.
O mote mercadológido de operário filho de imigrantes nordestinos pobres que chega à presidencia deu a ele uma popularidade incrível, fosse merecida realmente, poderia fazer todas as reformas que a nação precisa sem precisar comprar votos de ninguém, era só enfrentar o poder constituído e conclamar a população a apoia-no nestas reformas.
Mas não, ele já havia vendido sua alma ao poder do dinheiro que mantem nosso país no atraso em que estamos aquela carta de março era como que seu contrato com o diabo que nos sufoca.
Foi uma frustração para os eleitores, e para boa parte dos militantes do PT que abandonaram o barco por ver com clareza o que Lula estava fazendo em nome de um partido de esquerda que se dizia defensor de coisas importantes para o povo como a ética, a justiçca social.
Não estou inventando nada, esses são os fatos fartamente documentados nestes últimos 10 anos. Quem tem o mínimo interesse pela política os constatou.
Se o dinheiro do mensalão fosse dirigido à aprovar reformas necessárias como a eleitoral, fiscal, da gestão pública, educacional, ainda poderíamos entender mas não. era para obter uma apoio às pequenezas que o governo anda votando ultimamente para se garantir no poder.
Sabendo do lamaçal que deveria atravessar para chegar a um plano mais limpo preferiu ficar nele e dele se locupretar. Terno Armani é coisa de quem nunca comeu melado como dizia o velho ditado, absolutamente desnecessário e até ofensivo. Uísque 24 anos ao invés de uma boa caçacinha mineira como sempre tomara também denota esse sintoma de alguém que estava despreparado para estar ao lado do poder sem se corromper, ao menos no nível que chegou.O triste de tudo isso é que a história acabará sendo contada e recontada maldizendo os pobres e pixando de incompetentes todos os que não compactuam com esse podre poder que rege nosso país.
Primeiro cooptaram o PT como o fizeram também o PSDB depois os jogam ao lixo pois sabem da fraquesa humana que a maioria de seus líderes e apoiadores tem, e dela fazem inteligente uso.
Assim como Lech Walesa lula passará para a história como um pobre sindicalista filhos de nordestinos que, tendo perdido as referências sociais foi cooptado pelo dinheiro e para ele vendeu sua alma e sua honradez.
Não falo isso com alegria, pois tinha esperança nas mudanças que o PT prometia, mas foram promessas em vão, são eles iguais a tudo o que sempre houve neste país.
Ainda não nos libertamos do julgo mítico de D.João que trouxe para cá mazelas políticas das quais ainda somos prisioneiros.
Que pena, parece que estamos predestinados a exportar nossas materias primas (que agora chamam de comodities) e deixar nosso povo analfabeto funcional e politicamente.
Estamos como éramos ha três séculos atras.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
O bem pensar
Ao dobrar a marca dos sessenta anos fico refletindo no que realmente fez diferença ao longo da vida.
O fator principal do existir é nosso relacionamento com as pessoas.
Eu cheguei à conclusão de que existem dois grandes grupos de pessoas: as que tem o que chamo de bem pensar e as outras.Eu não sei definir o que seria esse bem pensar, isso é coisa para psicologos, filósofos e outros humanistas.
Mas minha crença nesta divisão das pessoas não muda por isso.
O pouco que sei sobre nosso cérebro é de ele tem dois lados operacionais, e uma retaguarda que é uma espécie de força motora que faz esses dois lados, emoção e razão,trabalharem.
O que chamo de bem pensar não é simplesmente uma operacionalidade mental que mantenha o equilíbrio entre esses dois lados, apesar de muito frequentemente quem não tem o bem pensar acabe por desequilibrar sua conduta pendendo para um deles em certos momentos.
Sei que ao longo da vida somos marcados emocional e racionalmente pelas interações que temos com o mundo e principalmente com as pessoas. Criamos cicatrizes que além de marcar essa camada operacional atua principalmente nesta outra, a da retaguarda.
Como não estudei sobre a psique humana não a nomeio tecnicamente por ignorância. Prefiro chamar aqui simplesmente de alma.
É ela que motiva nossa mente a funcionar (quando essa é fisiologicamente sã).
Mas essa anállise profunda não é relevante para o que quero expor. Sou mais razo e objetivo.As pessoas do bem pensar tem uma conduta que, acredito eu, seja mais sadia não só para a sociedade, mas para ela mesma.
São mais honestas e assumidas em suas emoções.
Tem capacidade de relativisar as verdades mediante reflexões lógicas. Trocando em miúdos: aprende a aprender e não se envergonha de sua ignorância transitória ou conclusão equivocada, se permitindo se corrigir sem sofrimento, como processo natural.
Ou seja são mais honestas e assumidas em seu conhecimento.
Com isso se adaptam com mais facilidade, promovem mais avanços do que os que não tem o bem pensar.
Equilibram-se na turbulência da contemporaneidade e com naturalidade convivem com as mudanças.
Mas por que diabos fico pensando nestas coisas?
Tem a ver com uma certa desilusão que ando tendo com as pessoas em geral.
O mecanismo que constrói o bem pensar parece-me estar se deteriorando, seja lá qual for ele.
Dia a dia vejo menos pessoas do bem pensar.
Para cair em exemplos paupáveis: vemos dia a dia um número maior de religiões, seitas e/ou igrejas pouco confiáveis e que arrebanham hordas que se amoldam em condutas absurdas tanto sob o ponto de vista individual como coletivo. As pessoas que as adotam na maioria não contam com o bem pensar. Caem em um ufanismo irracional maluco.
Um outro exemplo, agora na política brasileira: convivi na década de 70 com muita gente do PC - Partido Comunista Brasileiro. Pessoas inteligentes, algumas do bem pensar outras não.
As do bem pensar tinham a inquietação que a autocrítica promove. Será que os modelos soviético ou chineses ou ainda cubanos seriam aqueles que iriam trazer as mudanças que precisavamos por aqui?
E mesmo que algumas tenham sido mandadas à Cuba ou à Rússia vieram depois de um tempo a abandonar esse modelo, como processo natural de aprendizado de aceitar os erros e tentar novos e nem sempre vitoriosos acertos. Mas acreditam no processo e com isso fizeram sua carreira. Hoje muitos estão num partido que até mudou de nome para mostrar sua nova postura.
Já os que não tinham o bem pensar (note que não consigo chamar de mal pensar, penso ser somente uma ausência do bem pensar o que é diferendo de algo mal) ficaram marcando posição em teses que já ruiram a muito tempo e ainda estão militando em partidos radicalóides como o PCdoB (que nasce de uma dissidência do PCB) e outros que não necessitam ser mencionados.
Tendem ao radicalismo e principalmente ao totalitarismo, pois dentro destes princípios suas fraquesas em não disporem do bem pensar são escamoteadas.
Já o PT que tinha em seus quadros pessoas dos dois tipos, acabou por se tornar algo que boa parte de seus fundadores se arrepiaram ao ter que admitir.
Os que tinham o bem pensar acabaram por abandonar o barco, pois esse assumiu rumos muito duvidosos. Os demais tentam as fórmulas do radicalismo, da doutrinação e do totalitarismo como única saida, por pura incompetência de assumir erros, tentar corrigi-los e fazer aquilo a que se propunham quando na oposição.
Ficaram à merce das velhas forças da sociedade brasileira para galgar o poder e pouco avançaram.
Eu não gosto de estatísticas, mas quem quiser que procure os dados que mostram como é ínfima a verba das tais bolsas-esmolas em relação àquelas destinadas ao BNDES para financiar entre outras coisas empresas e empreendimentos estrangeiros.
Não, não estou com isso concordando com muitas coisas do governo do PSDB, que a título de uma militância de esquerda moderada em seus primórdios tornou-se neoliberal e se curvou às reformas exigidas pelo FMI, na base do custe o que custar.
As privatizações são exemplo cabal desta incompetência daquele governo. Cedemos muito do patrimônio público para grupos estrangeiros e ainda financiamos boa parte da compra com dinheiro do BNDES.
Para completar, o Lula se vangloria de ter pago o FMI, meu deus! Sempre pregaram que deveríamos no mínimo rediscutir nossa dívida com eles. Qual nada, pagou e ainda colocou muito dinheiro nosso naquela instituição que é ícone da opressão do capital sobre as nações e ainda se vangloriou. Tudo só jogo de cena, nossa dívida é monumental e só aumentou na gestão petista.
Quem não acredita nisso é porque não vê as notícias que veem da Grécia, Espanha, Potugal e Itália que estão sendo obrigados ao mesmo massacre do capital ao qual nos sujeitaram.
Eu acredito que FHC e Lula não tieveram o bem pensar em muitas de suas ações.
Teriam outras saídas?
Se radicalizassem como o governo argentino, poderiam até deixar de pagar a conta do FMI pois se os juros que nos cobravam fossem razoáveis a conta já poderia ser considerada paga.Mas mesmo sem radicalismo, a renegociação destes juros teriam nos levado também à quitação do débito quase sem pagamento.
A reforma do estado brasileiro que precisa ser feita foi abandonada pelos dois governantes. Sem ela o Brasil vai ficar cada vez mais inviável.
Faltou-lhes o bem pensar.
Falta às todas as instâncias do poder brasileiro, público e privado, o bem pensar.
A economia sofre e sofrerá ainda mais com a falta de uma educação a altura da realidade moderna.
E não pensem que treinar um monte de técnicos resolverá o problema, a educação é algo mais amplo que o aprender a fazer, é necessário aprender a ser cidadão e isso nossas famílias e escolas não andam fazendo.
Aqui quando alguém critica nosso erro agente esconde, joga para baixo do tapete como o caso dos ministros defenestrados por denúncias da imprensa, ou pior faz vistas grossas quando os caras são "mais amigos" do poder. A falta do bem pensar os torna cegos às críticas.
A mim parece que o bem pensar é algo que vem da profundeza da alma, algo que se tem ou não.
Será algo que pode ser construído ou é inexorável marca "de nascença".
Como acredito na evolução da espécie, e julgo a alma a essência sou forçado a acreditar que essa pode sim conquistar o bem pensar, parar de esconder seus desacertos tanto da emoção quanto da razão e tentar corrigí-los. Enfim ser mais honestos consigo mesmo.
Sei que é tarefa difícil pois trata-se de mudar vícios de nossa alma e fazer com que isso se traduza em ações no plano consciente, mas se não tentarmos ficaremos sempre a mercê desse ridículo que somos.
Fossemos assim, muito da baboseira que lemos e ouvimos hoje não seria produzida, talvez nem esse meu texto.
Ah! estão querendo saber como me julgo? se tenho esse tal bem pensar?
Não sei, e não saber já é um passo na direção dele, acho eu.
O fator principal do existir é nosso relacionamento com as pessoas.
Eu cheguei à conclusão de que existem dois grandes grupos de pessoas: as que tem o que chamo de bem pensar e as outras.Eu não sei definir o que seria esse bem pensar, isso é coisa para psicologos, filósofos e outros humanistas.
Mas minha crença nesta divisão das pessoas não muda por isso.
O pouco que sei sobre nosso cérebro é de ele tem dois lados operacionais, e uma retaguarda que é uma espécie de força motora que faz esses dois lados, emoção e razão,trabalharem.
O que chamo de bem pensar não é simplesmente uma operacionalidade mental que mantenha o equilíbrio entre esses dois lados, apesar de muito frequentemente quem não tem o bem pensar acabe por desequilibrar sua conduta pendendo para um deles em certos momentos.
Sei que ao longo da vida somos marcados emocional e racionalmente pelas interações que temos com o mundo e principalmente com as pessoas. Criamos cicatrizes que além de marcar essa camada operacional atua principalmente nesta outra, a da retaguarda.
Como não estudei sobre a psique humana não a nomeio tecnicamente por ignorância. Prefiro chamar aqui simplesmente de alma.
É ela que motiva nossa mente a funcionar (quando essa é fisiologicamente sã).
Mas essa anállise profunda não é relevante para o que quero expor. Sou mais razo e objetivo.As pessoas do bem pensar tem uma conduta que, acredito eu, seja mais sadia não só para a sociedade, mas para ela mesma.
São mais honestas e assumidas em suas emoções.
Tem capacidade de relativisar as verdades mediante reflexões lógicas. Trocando em miúdos: aprende a aprender e não se envergonha de sua ignorância transitória ou conclusão equivocada, se permitindo se corrigir sem sofrimento, como processo natural.
Ou seja são mais honestas e assumidas em seu conhecimento.
Com isso se adaptam com mais facilidade, promovem mais avanços do que os que não tem o bem pensar.
Equilibram-se na turbulência da contemporaneidade e com naturalidade convivem com as mudanças.
Mas por que diabos fico pensando nestas coisas?
Tem a ver com uma certa desilusão que ando tendo com as pessoas em geral.
O mecanismo que constrói o bem pensar parece-me estar se deteriorando, seja lá qual for ele.
Dia a dia vejo menos pessoas do bem pensar.
Para cair em exemplos paupáveis: vemos dia a dia um número maior de religiões, seitas e/ou igrejas pouco confiáveis e que arrebanham hordas que se amoldam em condutas absurdas tanto sob o ponto de vista individual como coletivo. As pessoas que as adotam na maioria não contam com o bem pensar. Caem em um ufanismo irracional maluco.
Um outro exemplo, agora na política brasileira: convivi na década de 70 com muita gente do PC - Partido Comunista Brasileiro. Pessoas inteligentes, algumas do bem pensar outras não.
As do bem pensar tinham a inquietação que a autocrítica promove. Será que os modelos soviético ou chineses ou ainda cubanos seriam aqueles que iriam trazer as mudanças que precisavamos por aqui?
E mesmo que algumas tenham sido mandadas à Cuba ou à Rússia vieram depois de um tempo a abandonar esse modelo, como processo natural de aprendizado de aceitar os erros e tentar novos e nem sempre vitoriosos acertos. Mas acreditam no processo e com isso fizeram sua carreira. Hoje muitos estão num partido que até mudou de nome para mostrar sua nova postura.
Já os que não tinham o bem pensar (note que não consigo chamar de mal pensar, penso ser somente uma ausência do bem pensar o que é diferendo de algo mal) ficaram marcando posição em teses que já ruiram a muito tempo e ainda estão militando em partidos radicalóides como o PCdoB (que nasce de uma dissidência do PCB) e outros que não necessitam ser mencionados.
Tendem ao radicalismo e principalmente ao totalitarismo, pois dentro destes princípios suas fraquesas em não disporem do bem pensar são escamoteadas.
Já o PT que tinha em seus quadros pessoas dos dois tipos, acabou por se tornar algo que boa parte de seus fundadores se arrepiaram ao ter que admitir.
Os que tinham o bem pensar acabaram por abandonar o barco, pois esse assumiu rumos muito duvidosos. Os demais tentam as fórmulas do radicalismo, da doutrinação e do totalitarismo como única saida, por pura incompetência de assumir erros, tentar corrigi-los e fazer aquilo a que se propunham quando na oposição.
Ficaram à merce das velhas forças da sociedade brasileira para galgar o poder e pouco avançaram.
Eu não gosto de estatísticas, mas quem quiser que procure os dados que mostram como é ínfima a verba das tais bolsas-esmolas em relação àquelas destinadas ao BNDES para financiar entre outras coisas empresas e empreendimentos estrangeiros.
Não, não estou com isso concordando com muitas coisas do governo do PSDB, que a título de uma militância de esquerda moderada em seus primórdios tornou-se neoliberal e se curvou às reformas exigidas pelo FMI, na base do custe o que custar.
As privatizações são exemplo cabal desta incompetência daquele governo. Cedemos muito do patrimônio público para grupos estrangeiros e ainda financiamos boa parte da compra com dinheiro do BNDES.
Para completar, o Lula se vangloria de ter pago o FMI, meu deus! Sempre pregaram que deveríamos no mínimo rediscutir nossa dívida com eles. Qual nada, pagou e ainda colocou muito dinheiro nosso naquela instituição que é ícone da opressão do capital sobre as nações e ainda se vangloriou. Tudo só jogo de cena, nossa dívida é monumental e só aumentou na gestão petista.
Quem não acredita nisso é porque não vê as notícias que veem da Grécia, Espanha, Potugal e Itália que estão sendo obrigados ao mesmo massacre do capital ao qual nos sujeitaram.
Eu acredito que FHC e Lula não tieveram o bem pensar em muitas de suas ações.
Teriam outras saídas?
Se radicalizassem como o governo argentino, poderiam até deixar de pagar a conta do FMI pois se os juros que nos cobravam fossem razoáveis a conta já poderia ser considerada paga.Mas mesmo sem radicalismo, a renegociação destes juros teriam nos levado também à quitação do débito quase sem pagamento.
A reforma do estado brasileiro que precisa ser feita foi abandonada pelos dois governantes. Sem ela o Brasil vai ficar cada vez mais inviável.
Faltou-lhes o bem pensar.
Falta às todas as instâncias do poder brasileiro, público e privado, o bem pensar.
A economia sofre e sofrerá ainda mais com a falta de uma educação a altura da realidade moderna.
E não pensem que treinar um monte de técnicos resolverá o problema, a educação é algo mais amplo que o aprender a fazer, é necessário aprender a ser cidadão e isso nossas famílias e escolas não andam fazendo.
Aqui quando alguém critica nosso erro agente esconde, joga para baixo do tapete como o caso dos ministros defenestrados por denúncias da imprensa, ou pior faz vistas grossas quando os caras são "mais amigos" do poder. A falta do bem pensar os torna cegos às críticas.
A mim parece que o bem pensar é algo que vem da profundeza da alma, algo que se tem ou não.
Será algo que pode ser construído ou é inexorável marca "de nascença".
Como acredito na evolução da espécie, e julgo a alma a essência sou forçado a acreditar que essa pode sim conquistar o bem pensar, parar de esconder seus desacertos tanto da emoção quanto da razão e tentar corrigí-los. Enfim ser mais honestos consigo mesmo.
Sei que é tarefa difícil pois trata-se de mudar vícios de nossa alma e fazer com que isso se traduza em ações no plano consciente, mas se não tentarmos ficaremos sempre a mercê desse ridículo que somos.
Fossemos assim, muito da baboseira que lemos e ouvimos hoje não seria produzida, talvez nem esse meu texto.
Ah! estão querendo saber como me julgo? se tenho esse tal bem pensar?
Não sei, e não saber já é um passo na direção dele, acho eu.
domingo, 9 de setembro de 2012
A farsa está no fim, acreditem!
Li uma matéria no WP que computava uma perda no Mercado de Capital mundial de mais de Us$ 14 Trilhões.
E a derrocada econômica ainda nem mostrou sua verdadeira grandeza, dia a dia novos problemas aparecem no sistema.
Os governantes e os economistas (que de ciência não tem nada ficando só no "achismo") aliam-se à imprensa e não mostram o tamanho do buraco em que o capitalismo se meteu.
Fazem jogo de cena mas os fatos é que importam.
A Merkel está apavorada com a saída da Grécia da zona do euro.
A verdade é que essa saída representa um calote brutal à economia da região.
Se a contaminação ocorrer, ninguém imagine que Portugal, Espanha, Itália não acabarão adotando a mesma saída e se livrando das amarras deste sistema.
Ela sabe disso e como representante da grande credora que é a Alemanha teme as consequencias.
O que Hitler não conseguiu fazer com as armas, da segunda metade do século passado para cá a Alemanha e os EUA conseguiram com sua agressividade comercial (e também bélica deste último), ocuparam amplos segmentos de mercado com seus produtos e exportaram suas indústrias para o mundo todo ganhando dinheiro sem derramamento de sangue como o tolo do Hitler fez.
E conseguiram!
Invadiram o mundo com dinheiro e tecnologia e não com exércitos.
Mas o fato é que esse enorme superavit, no caso alemão, foi investido também no projeto de uma europa unificada muito mais esperto que a invasão hitlerista.
Boa parte deste capital foi emprestado para gerar desenvolvimento nos países participantes. Desenvolvendo seus mercados claro, pois é disso que precisam para fazer crescer seus patrimônios.
Emprestaram e queriam receber seus juros.
Acho que já entenderam que não os receberão mais e sua meta agora é tentar conseguir manter o capital investido, já na iminência de uma série de calotes que estão se descortinando.
O capitalismo, que sempre precisou de ações imperialistas para se manter mudou de tática, usou a infeccão de seus gens mais vis via capital e conhecimento de como explorar mercados para fazer esse mesmo capital crescer.
Não é preciso citar exemplos como os conglomerados industriais nas áreas quimicas e farmacêuticas, automobilistica, de base, de comunicações e tantas outras invadiram o mundo. As bélicas sempre em seus territórios.
No Brasil os casos são muitos.
Esse capitalismo de mercado, que visa somente o resultado do capital, além de gerar soluções para os problemas da sociedade, geraram também - e principalmente - novas necessidades, criando um círculo vicioso que primeiramente faz crescer seus lucros, e como efeito colateral nos faz refem de um conforto aos homens das áreas, por assim dizer, civilizadas do mundo e levando à mais absoluta miséria, condenando à morte mesmo, vastas camadas sociais de excluídos.
Com certeza quem tem foco neste capitalismo antropófago preferiria que essas tais camadas fossem eliminadas, Hitler até tentou excluir aquelas que ele julgava desnecessárias.
Que tolo! Seus métodos eram muito condenáveis.
Hoje, de forma muito mais barata e sem nenhum envolvimento aparente, o mundo civilizado faz o que ele não conseguiu via capital, globalização, mercado e subornos. Por vezes, e só para manter os lucros das indústrias bélicas e de petrolíferas, invadem um ou outro país mal comportado.
Mata por atacado com seus métodos modernos e não é acusada por isso, não "suja as mãos" e, na maior hipocrisia do mundo, ainda condena os morticínios e as desigualdades a título de defensores da democracia moderna.
Mas algo está mudando e nós, imersos nos acontecimentos, não temos a verdadeira noção dos fatos.
Vou citar um exemplo.
O Lula primeiro depois a Dilma abriram mão de arrecadação de parte dos impostos favorecendo os mercados automobilísticos e da linha branca. Lembremo-nos que todas as empresas beneficiadas são multinacionais e remetem seus lucros aos países de origem.
Nossa população mais simples, faminta de consumo propalado pela mídia também vendida ao sistema pois refém de seus anúncios, caiu de boca comprando e comprando, além de sua capacidade de endividamento.
A inadimplência é alta.
Por exemplo o Banco Votorantim (voltado principalmente ao financiamento do setor automobilistico) já deu sinais de que pode precisar de uma "ajudinha" como foi dada ao Panamericano.
Carros recolhidos por falta de pagamento seriam até rentáveis pois normalmente o comprador sai perdendo um monte de dinheiro na ocorrência. Mas quem vai querer comprar essa toda essa massa de carros semiusados?
Essa equação não vai fechar, tenho certeza que da missa não conhecemos mais que o amém que nos contam.
Nos bastidores a coisa está feia.
O Mantega se derrete para justificar o injustificável, parece mesmo o coitado da turma que vai pedir para a vizinha a bola que quebrou sua vidraça.
Não teremos crescimento significativo, o da China despencando como está irá derrubar mais ainda o nosso e o de outros emergentes.
A recessão será muito forte e está só começando.
Em 29 a crise deixou norteamericanos passando fome.
Chegaremos a isso em algum momento nos próximos anos, não obrigatoriamente nos EUA mas em muitos outros países isso deverá ocorrer.
Daí minha fé na transformação.
Não se muda time que está ganhando, mas quando perde algo tem que ser feito.
Estamos caminhando celeremente para o fundo do poço deste sistema.
Paralelamente surgem novas experiências de relações econômicas (como a economia solidária) que irão começar a tomar corpo numa situação de crise.
A consciência de nossa efemeridade e a necessidade de deixar um legado positivo para as próximas gerações estão deslocando o foco de atenção do lucro para a sustentabilidade, da coisa para o homem.
Os governos começarão a ser desautorizados por absoluta falta de capacidade de sustentá-los, a saudável anarquia irá tomar conta do ambiente socio-político-econômico.
Digo saudável pois processos anarquicos requerem forte participação cidadã para poderem ir adiante, e com esta surge uma nova democracia muito mais participativa e menos sujeita ao malcaratismo dos políticos atuais, respeitadas as raras excessões.
A mentira dos governantes virá à tona quando nada mais restar de paliativos.
A cara da Merkel e do Sarcozi nas aparições dos últimos anos deixavam claro suas incapacidades. Os fatos comprovaram aquelas caras de bunda que faziam, me desculpem o termo. A do Holande atualmente não é muito melhor.
Os dirigentes, quando assumem o poder, descobrem que terão que entrar no jogo da mentira instituída, a título de não alarmar as populações.
Mas os fatos, esses não negam, estão aí só não ve quem não quer, ou não consegue não sei o que é pior.
Quando a mentira vem a tona a população reage como vemos nos países que estão tentando "apertar os cintos " para se enquadrar no sistema. Querem tirar o pirulito que a criança acostumou a chupar!
Não imaginemos que as transformações serão muito pacíficas, pois os governantes e agentes públicos que usurpam-nos a verdade sofrem da doentia inebriência do poder, são viciados nele.
Teremos muitos palcos como os da Siria ocorendo em países que nunca iriamos imaginar que pudessem ocorrer para poder transcender esse sistema político-econômico destrutivo.
Por último, resta nos concientizarmos sobre o que esse tal conforto moderno tem nos trazido de bom, digo para quem os acessa.
Somos mais felizes porque temos um carro mais confortável para ficarmos nos congestionamentos?
Somos mais felizes porque podemos contatar qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo para falar uma bobagem qualquer?
Somos mais felizes com mesas fartas de porcarias que nos fazem engordar e adoecer?
Somos mais felizes quando nos trancamos nos nossos mundos cibernéticos e carros insulfilmados e nem dizemos um bom dia aos nossos vizinhos?
Tenho certeza, quem pensa está questionando tudo isso, quem não pensa... bom esses continuam votando no lixo que nos oferecem, se "instruíndo" pelas mídias que nos apresentam e comprando as inutilidades que tanto nos fazem falta.
Quer dizer, a humanidade está se dividindo entre o homo-sapiens e o homo-idiotis (como dizia o saudoso Muçum).
E a derrocada econômica ainda nem mostrou sua verdadeira grandeza, dia a dia novos problemas aparecem no sistema.
Os governantes e os economistas (que de ciência não tem nada ficando só no "achismo") aliam-se à imprensa e não mostram o tamanho do buraco em que o capitalismo se meteu.
Fazem jogo de cena mas os fatos é que importam.
A Merkel está apavorada com a saída da Grécia da zona do euro.
A verdade é que essa saída representa um calote brutal à economia da região.
Se a contaminação ocorrer, ninguém imagine que Portugal, Espanha, Itália não acabarão adotando a mesma saída e se livrando das amarras deste sistema.
Ela sabe disso e como representante da grande credora que é a Alemanha teme as consequencias.
O que Hitler não conseguiu fazer com as armas, da segunda metade do século passado para cá a Alemanha e os EUA conseguiram com sua agressividade comercial (e também bélica deste último), ocuparam amplos segmentos de mercado com seus produtos e exportaram suas indústrias para o mundo todo ganhando dinheiro sem derramamento de sangue como o tolo do Hitler fez.
E conseguiram!
Invadiram o mundo com dinheiro e tecnologia e não com exércitos.
Mas o fato é que esse enorme superavit, no caso alemão, foi investido também no projeto de uma europa unificada muito mais esperto que a invasão hitlerista.
Boa parte deste capital foi emprestado para gerar desenvolvimento nos países participantes. Desenvolvendo seus mercados claro, pois é disso que precisam para fazer crescer seus patrimônios.
Emprestaram e queriam receber seus juros.
Acho que já entenderam que não os receberão mais e sua meta agora é tentar conseguir manter o capital investido, já na iminência de uma série de calotes que estão se descortinando.
O capitalismo, que sempre precisou de ações imperialistas para se manter mudou de tática, usou a infeccão de seus gens mais vis via capital e conhecimento de como explorar mercados para fazer esse mesmo capital crescer.
Não é preciso citar exemplos como os conglomerados industriais nas áreas quimicas e farmacêuticas, automobilistica, de base, de comunicações e tantas outras invadiram o mundo. As bélicas sempre em seus territórios.
No Brasil os casos são muitos.
Esse capitalismo de mercado, que visa somente o resultado do capital, além de gerar soluções para os problemas da sociedade, geraram também - e principalmente - novas necessidades, criando um círculo vicioso que primeiramente faz crescer seus lucros, e como efeito colateral nos faz refem de um conforto aos homens das áreas, por assim dizer, civilizadas do mundo e levando à mais absoluta miséria, condenando à morte mesmo, vastas camadas sociais de excluídos.
Com certeza quem tem foco neste capitalismo antropófago preferiria que essas tais camadas fossem eliminadas, Hitler até tentou excluir aquelas que ele julgava desnecessárias.
Que tolo! Seus métodos eram muito condenáveis.
Hoje, de forma muito mais barata e sem nenhum envolvimento aparente, o mundo civilizado faz o que ele não conseguiu via capital, globalização, mercado e subornos. Por vezes, e só para manter os lucros das indústrias bélicas e de petrolíferas, invadem um ou outro país mal comportado.
Mata por atacado com seus métodos modernos e não é acusada por isso, não "suja as mãos" e, na maior hipocrisia do mundo, ainda condena os morticínios e as desigualdades a título de defensores da democracia moderna.
Mas algo está mudando e nós, imersos nos acontecimentos, não temos a verdadeira noção dos fatos.
Vou citar um exemplo.
O Lula primeiro depois a Dilma abriram mão de arrecadação de parte dos impostos favorecendo os mercados automobilísticos e da linha branca. Lembremo-nos que todas as empresas beneficiadas são multinacionais e remetem seus lucros aos países de origem.
Nossa população mais simples, faminta de consumo propalado pela mídia também vendida ao sistema pois refém de seus anúncios, caiu de boca comprando e comprando, além de sua capacidade de endividamento.
A inadimplência é alta.
Por exemplo o Banco Votorantim (voltado principalmente ao financiamento do setor automobilistico) já deu sinais de que pode precisar de uma "ajudinha" como foi dada ao Panamericano.
Carros recolhidos por falta de pagamento seriam até rentáveis pois normalmente o comprador sai perdendo um monte de dinheiro na ocorrência. Mas quem vai querer comprar essa toda essa massa de carros semiusados?
Essa equação não vai fechar, tenho certeza que da missa não conhecemos mais que o amém que nos contam.
Nos bastidores a coisa está feia.
O Mantega se derrete para justificar o injustificável, parece mesmo o coitado da turma que vai pedir para a vizinha a bola que quebrou sua vidraça.
Não teremos crescimento significativo, o da China despencando como está irá derrubar mais ainda o nosso e o de outros emergentes.
A recessão será muito forte e está só começando.
Em 29 a crise deixou norteamericanos passando fome.
Chegaremos a isso em algum momento nos próximos anos, não obrigatoriamente nos EUA mas em muitos outros países isso deverá ocorrer.
Daí minha fé na transformação.
Não se muda time que está ganhando, mas quando perde algo tem que ser feito.
Estamos caminhando celeremente para o fundo do poço deste sistema.
Paralelamente surgem novas experiências de relações econômicas (como a economia solidária) que irão começar a tomar corpo numa situação de crise.
A consciência de nossa efemeridade e a necessidade de deixar um legado positivo para as próximas gerações estão deslocando o foco de atenção do lucro para a sustentabilidade, da coisa para o homem.
Os governos começarão a ser desautorizados por absoluta falta de capacidade de sustentá-los, a saudável anarquia irá tomar conta do ambiente socio-político-econômico.
Digo saudável pois processos anarquicos requerem forte participação cidadã para poderem ir adiante, e com esta surge uma nova democracia muito mais participativa e menos sujeita ao malcaratismo dos políticos atuais, respeitadas as raras excessões.
A mentira dos governantes virá à tona quando nada mais restar de paliativos.
A cara da Merkel e do Sarcozi nas aparições dos últimos anos deixavam claro suas incapacidades. Os fatos comprovaram aquelas caras de bunda que faziam, me desculpem o termo. A do Holande atualmente não é muito melhor.
Os dirigentes, quando assumem o poder, descobrem que terão que entrar no jogo da mentira instituída, a título de não alarmar as populações.
Mas os fatos, esses não negam, estão aí só não ve quem não quer, ou não consegue não sei o que é pior.
Quando a mentira vem a tona a população reage como vemos nos países que estão tentando "apertar os cintos " para se enquadrar no sistema. Querem tirar o pirulito que a criança acostumou a chupar!
Não imaginemos que as transformações serão muito pacíficas, pois os governantes e agentes públicos que usurpam-nos a verdade sofrem da doentia inebriência do poder, são viciados nele.
Teremos muitos palcos como os da Siria ocorendo em países que nunca iriamos imaginar que pudessem ocorrer para poder transcender esse sistema político-econômico destrutivo.
Por último, resta nos concientizarmos sobre o que esse tal conforto moderno tem nos trazido de bom, digo para quem os acessa.
Somos mais felizes porque temos um carro mais confortável para ficarmos nos congestionamentos?
Somos mais felizes porque podemos contatar qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo para falar uma bobagem qualquer?
Somos mais felizes com mesas fartas de porcarias que nos fazem engordar e adoecer?
Somos mais felizes quando nos trancamos nos nossos mundos cibernéticos e carros insulfilmados e nem dizemos um bom dia aos nossos vizinhos?
Tenho certeza, quem pensa está questionando tudo isso, quem não pensa... bom esses continuam votando no lixo que nos oferecem, se "instruíndo" pelas mídias que nos apresentam e comprando as inutilidades que tanto nos fazem falta.
Quer dizer, a humanidade está se dividindo entre o homo-sapiens e o homo-idiotis (como dizia o saudoso Muçum).
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