Fui testemunha do surgimento de um certo fundamentalismo político nas décadas de 60 e 70.
Lembrei-me disso quando um amigo o Clemilton, postou que agora, depois de uns meses em discórdia com alguns amigos de viés político distinto do dele, estava na ora da reaproximação.
Antes discutia-se política mais pela razão que pela emoção, e com isso não era necessário se inflamar na discussão, o que não queria dizer que não fosse acalorada.
Havia respeito mútuo, só isso.
Daí quando alguém "perdia" a razão no debate da razão, a reação emocional começa a falar mais alto.
Tempo de uma juventude que gostava de discutir sobre política e acabou criando o que chamo de fundamentalismo político.
A ditadura veio agravar essas exacerbações e fizeram com que a animosidade até pegasse em armas, ato de uma burrice imensa.
Quem já se viu defronte de um tanque de guerra, mesmo os nossos fuleiros dos anos 70, ou é um doidivanas a la Quixote ou é mesmo um imbecil.
Enfim a ditadura não foi vencida pelas armas, mas pela mobilização social que exigia a retirada dos militares.
Claro que foi ajudada também pela ruína em que eles deixaram o país.
Mas porque falo nisso?
Estou vendo na política atual pessoas e atitudes de muito baixo nível.
O político brasileiro de hoje mente como se mentiras fosse algo dentro da moral.
Não é, sinto muito mas a mentira é a desgraça da humanidade.
Mentir todos nós mentimos, mas penso que não há obrigatoriamente má intenção nelas.
Diria que muitas vezes são pequenas mentiras que ajudam a construir nosso próprio imaginário, nossas defesas, não se pretende com elas, entretanto, causar dano a ninguém.
Ainda assim não é uma boa maneira de levar a vida, quanto menos mentirmos para nós mesmos, mais teremos o senso crítico para corrigir nossos erros.
Mas os políticos, ora os políticos, por aqui aprendem a mentir e mentem a tal ponto que perdem a noção da realidade.
No estado brasileiro não estão os melhores homens e mulheres da sociedade, estão os piores.
Me desculpem as exceções que enfim fazem a regra.
Na política ficam os piores dos piores.
Buscam assentar-se nos cargos públicos pessoas que, até competentes, buscam um modo fácil de ganhar a vida sem ter que se dedicar demais, não há altruísmo não, muito menos sentido de cidadania nessas pessoas.
Só querem se acomodar num bem-bom que o mundo privado não nos dá.
Por aqui temos que matar um leão por dia - como se diz - por lá parece que os leões não entram.
Enquanto isso não mudar, enquanto formos mal servidos pelos piores que se acumulam no estado brasileiro seremos essa miséria que somos.
Nosso mito fundador é execrável, talvez nunca nos livremos dele.
Não bastasse as intenções portuguesas de colonizar-nos só para expropriar nossas riquezas, veio a malfadada corte de D.João trazer um segundo mito, que nos tornou essa porcaria que somos hoje.
Como disse José Simão, talvez devêssemos mesmo devolver o país aos índios, pedindo muitas desculpas pelas cagadas que fizemos.
É isso, infelizmente.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
domingo, 13 de setembro de 2015
Necessário e Suficiente
Eu acho o ser humano insuficiente.
Estudei um pouco, bastante mas insuficientemente, de matemática para entender, nessa área, as regras de necessário e suficiente.
Transpondo para o comportamento humano penso que somos só o necessário, a grande maioria.
Suficientes nunca seremos, mas o importante é tentar, ter a índole de sê-lo, buscar enfim.
Essa é a diferença.
Não me julgo suficiente, sou tão deficiente quanto todos, mas tenho uma vontade, quero ser mais que o necessário, quero ir além, tentar ser um dia mais do que sou hoje.
Essa é minha diferença, ops, desculpe de uma grande parcela da humanidade.
Somem as suas aqui.
Estudei um pouco, bastante mas insuficientemente, de matemática para entender, nessa área, as regras de necessário e suficiente.
Transpondo para o comportamento humano penso que somos só o necessário, a grande maioria.
Suficientes nunca seremos, mas o importante é tentar, ter a índole de sê-lo, buscar enfim.
Essa é a diferença.
Não me julgo suficiente, sou tão deficiente quanto todos, mas tenho uma vontade, quero ser mais que o necessário, quero ir além, tentar ser um dia mais do que sou hoje.
Essa é minha diferença, ops, desculpe de uma grande parcela da humanidade.
- Fazer bem feito;
- Ter boa intenção;
- Fazer melhor da próxima vez;
- Alteridade;
- Gostar do que faz, ter prazer com isso;
- Não deu certo, tente de novo, e tente até acreditar que está errado;
- Aceitar errar.
Somem as suas aqui.
sábado, 5 de setembro de 2015
Entreouvidos no palácio ontem...
Acordei em forma de mosca, destas como as que conheci aqui no Paraná, que ficam dando voltas em cima da mesa de centro da sala que nunca entendi o porque.
Mas Kafka à parte que já me travestiu de barata uma vez, volto à mosca que passara a ser.
Mais que ter me tornado mosca, fui insetotransportado para um lugar que não conhecia.
Mas tinha uma mesa de centro, e sabem como é o instinto, fiquei ali dando minhas voltas.
Nem tive tempo para umas primeiras voltinhas e entrou uma dona na sala.
Usava uma roupa estranha, um coturno (aquele dos milicos) e uma roupa chique, coisa de gente bem, de costureira de primeira.
Mas tava mesmo nervosa a mulher, não parava de andar de lá pra cá e cá pra lá.
Bufava como touro bravo.
Até pensei em me mandar dali, mas sabe como é o instinto, uma mesa de centro ali, linda, pra eu dar umas voltinhas a mais, ao menos completar as quinhentas para ver se dá barato uai!
Mas que, nada de sossego nas minhas voltinhas, veio uma voz do além, vinha do teto, deve ser um tipo de deus exclusivo para os humanos.
Dizia: "dona Dilma, tá aqui o presidente...", numa vozinha de macho com medo de mostrar o que tem dentro da braguilha.
Ela bateu num broche que tinha no peito e falou para o seu deus: "presidente pôrra nenhuma, agora a presidentA sou eu, manda ele entrar que hoje tô ca gota!".
No meio da fala dela entra apressado o tal cara, gozado...parecia com um boneco que vi na televisão, mas as orelhas dele eram maiores, não, não a do boneco, a do homem! Eita orelhudo que era.
Voltando à cena, o homem chegou bravo também, era um touro contra um bisão ali naquela sala.
Presidente sim dona poste, fui eu que a coloquei ai e exijo respeito, e fique sabendo que estou muito puto das calças! falou o orelhudo.
Mas precisamos nos acalmar coelhinha - ele disse.
Coelhinha é a puta que o pariu seu sem dedo - responde ela - e tem mais não me chame assim pois nunca sei se você está se referindo à imagem daquelas putanas da Playboy ou da dentuça daquele merda do Maurício de Souza.
Tá bom, tá bom, não te chamo mais de coelhinha, castorzinha que tal? - respondeu o tal sem-dedo.
Ocê tá querendo morrer hoje né ô bebum, tá arriscando o pescoço presidAntes! - completou a donzela de coturno.
Tá bom, então vou te chamar de cumpanheira tá? Não se ofenda desta vez pois eu sei que só chamo assim os idiotas que acreditam nos nossos discursos, mas é o jeito que me sobrou para te chamar tá?
Tá cumpanheiro - respondeu ela, numa declaração mutua de dois idiotas a conversar, pensei aqui comigo bem baixinho como só uma mosca pode pensar.
Vim aqui porque estou muito preocupado! - falou o com-mais-orelha-que-dedo.
Você se saiu um poste de farinha mulher, ferrou com tudo! - continuou.
Você que foi me dando as orientações- respondeu a dent... melhor não dizer senão ela me apaga com um daqueles trinta jornais que estavam na mesa dela.
E você foi acreditar em mim sua burra! Você sabe que eu não entendo nada de nada.
Dizem as más línguas que eu perdi o dedo de propósito só para me aposentar, mentira! eu não sabia mesmo é operar aquela máquina, fui o único na história do lugar a perder um dedo com aquela maquininha - ele desabafa com carar de burro-e-meio.
Mas você foi presidente! - disse a coturnada.
Ora - responde o modelo de boneco inflável - ser presidente num país de imbecis de um lado e de sacanas de outro é fácil, aprendi com o sindicalismo, enganar o povão é fácil, e ele me elegeu duas vezes e você outras duas seu poste farinhento.
Mas agora estão querendo nosso fígado, o povo está puto, tá nas ruas, e nosso exército stediliano não passa de meia dúzia, nem pagando eles aparecem mais, vê se pode.
E não é só o povão - falou ela - ontem o Trabuco mirou o trabuco dele no meu fiofó, disse que se eu mandasse o Levy embora, que seria melhor eu pedir o bilhete azul
E continua - Você sabe que não gosto de parecer melindrosa, mas tirei o coturno e tive que dizer "tudo bem meu bem".
Chamei o "filho" do homem para uma reunião com os cupinchas aqui do palácio e lhes avisei : "vocês calem a boca senão nós tamos fudidos antes do fim da semana. Elogiem o orelhudo quando ele chegar, e muito mais para a imprensa lá fora".
Eles reclamaram falando que sempre te elogiam, e eu expliquei que era o outro orelhudo, sabe cumé o novo orelhudo, é a confusão dessas orelhas...
Você quer me deixar irritado com esse negócio de orelha né mãe da Mônica? - reclamou já se exaltando o ex?-presidente.
Assim nós vamos acabar brigando!
E sabe - falou o rouquinho - aquele embusteiro que queria vender seu negócio para dois concorrentes franceses e acabou se dando mal veio dizer para trancar eu e o Temer e o FHC numa sala para arranjar uma solução, imagina! Tá louco esse Diniz, minhas mentiras acabaram.
O Temer agora quer se vingar por ter ficado de escanteio, vai largar a gente e leva junto o partido que tanto nos custou pagar para ficar.
Tanta mutreta que fizemos agora indo pro ralo.
E o FHC tá rindo à toa de nós, eu tanto falei em herança maldita que agora a nossa vai ficar na história como a pior herança para o país, a realmente maldita.
E nem me incluiu na lista - falou ela indignada.
E precisava? adiantava você lá enchendo o saco com suas falas desconexas? Nisso ele tava certo - respondeu ele.
E eu, pequena mosca dando voltas na mesa ouvindo aquele monte de reclamação sem entender nada do que se passava ali.
Mas acho que não era só eu que não estava entendendo nada, acho que os tais duzentos milhões de imbecis, como disse o orelhudo sindicalista, também não estão entendendo nada.
Nem imaginam o que se fala aqui dentro dessas salas do palácio, parece tudo organizado, educado né?
Ufa! completei as quinhentas voltas na mesa e pluft! voltei a ser mais um idiota brasileiro.
Meio indignado com aquela conversa de meu tempo de mosca resolvi posta-la aqui.
Mas continuo intrigado para saber o que me fez virar mosca, dá de acontecer de novo né?
Acho que vou ler tudo do Kafka, talvez assim eu entenda, Nietzsche talvez....
Mas Kafka à parte que já me travestiu de barata uma vez, volto à mosca que passara a ser.
Mais que ter me tornado mosca, fui insetotransportado para um lugar que não conhecia.
Mas tinha uma mesa de centro, e sabem como é o instinto, fiquei ali dando minhas voltas.
Nem tive tempo para umas primeiras voltinhas e entrou uma dona na sala.
Usava uma roupa estranha, um coturno (aquele dos milicos) e uma roupa chique, coisa de gente bem, de costureira de primeira.
Mas tava mesmo nervosa a mulher, não parava de andar de lá pra cá e cá pra lá.
Bufava como touro bravo.
Até pensei em me mandar dali, mas sabe como é o instinto, uma mesa de centro ali, linda, pra eu dar umas voltinhas a mais, ao menos completar as quinhentas para ver se dá barato uai!
Mas que, nada de sossego nas minhas voltinhas, veio uma voz do além, vinha do teto, deve ser um tipo de deus exclusivo para os humanos.
Dizia: "dona Dilma, tá aqui o presidente...", numa vozinha de macho com medo de mostrar o que tem dentro da braguilha.
Ela bateu num broche que tinha no peito e falou para o seu deus: "presidente pôrra nenhuma, agora a presidentA sou eu, manda ele entrar que hoje tô ca gota!".
No meio da fala dela entra apressado o tal cara, gozado...parecia com um boneco que vi na televisão, mas as orelhas dele eram maiores, não, não a do boneco, a do homem! Eita orelhudo que era.
Voltando à cena, o homem chegou bravo também, era um touro contra um bisão ali naquela sala.
Presidente sim dona poste, fui eu que a coloquei ai e exijo respeito, e fique sabendo que estou muito puto das calças! falou o orelhudo.
Mas precisamos nos acalmar coelhinha - ele disse.
Coelhinha é a puta que o pariu seu sem dedo - responde ela - e tem mais não me chame assim pois nunca sei se você está se referindo à imagem daquelas putanas da Playboy ou da dentuça daquele merda do Maurício de Souza.
Tá bom, tá bom, não te chamo mais de coelhinha, castorzinha que tal? - respondeu o tal sem-dedo.
Ocê tá querendo morrer hoje né ô bebum, tá arriscando o pescoço presidAntes! - completou a donzela de coturno.
Tá bom, então vou te chamar de cumpanheira tá? Não se ofenda desta vez pois eu sei que só chamo assim os idiotas que acreditam nos nossos discursos, mas é o jeito que me sobrou para te chamar tá?
Tá cumpanheiro - respondeu ela, numa declaração mutua de dois idiotas a conversar, pensei aqui comigo bem baixinho como só uma mosca pode pensar.
Vim aqui porque estou muito preocupado! - falou o com-mais-orelha-que-dedo.
Você se saiu um poste de farinha mulher, ferrou com tudo! - continuou.
Você que foi me dando as orientações- respondeu a dent... melhor não dizer senão ela me apaga com um daqueles trinta jornais que estavam na mesa dela.
E você foi acreditar em mim sua burra! Você sabe que eu não entendo nada de nada.
Dizem as más línguas que eu perdi o dedo de propósito só para me aposentar, mentira! eu não sabia mesmo é operar aquela máquina, fui o único na história do lugar a perder um dedo com aquela maquininha - ele desabafa com carar de burro-e-meio.
Mas você foi presidente! - disse a coturnada.
Ora - responde o modelo de boneco inflável - ser presidente num país de imbecis de um lado e de sacanas de outro é fácil, aprendi com o sindicalismo, enganar o povão é fácil, e ele me elegeu duas vezes e você outras duas seu poste farinhento.
Mas agora estão querendo nosso fígado, o povo está puto, tá nas ruas, e nosso exército stediliano não passa de meia dúzia, nem pagando eles aparecem mais, vê se pode.
E não é só o povão - falou ela - ontem o Trabuco mirou o trabuco dele no meu fiofó, disse que se eu mandasse o Levy embora, que seria melhor eu pedir o bilhete azul
E continua - Você sabe que não gosto de parecer melindrosa, mas tirei o coturno e tive que dizer "tudo bem meu bem".
Chamei o "filho" do homem para uma reunião com os cupinchas aqui do palácio e lhes avisei : "vocês calem a boca senão nós tamos fudidos antes do fim da semana. Elogiem o orelhudo quando ele chegar, e muito mais para a imprensa lá fora".
Eles reclamaram falando que sempre te elogiam, e eu expliquei que era o outro orelhudo, sabe cumé o novo orelhudo, é a confusão dessas orelhas...
Você quer me deixar irritado com esse negócio de orelha né mãe da Mônica? - reclamou já se exaltando o ex?-presidente.
Assim nós vamos acabar brigando!
E sabe - falou o rouquinho - aquele embusteiro que queria vender seu negócio para dois concorrentes franceses e acabou se dando mal veio dizer para trancar eu e o Temer e o FHC numa sala para arranjar uma solução, imagina! Tá louco esse Diniz, minhas mentiras acabaram.
O Temer agora quer se vingar por ter ficado de escanteio, vai largar a gente e leva junto o partido que tanto nos custou pagar para ficar.
Tanta mutreta que fizemos agora indo pro ralo.
E o FHC tá rindo à toa de nós, eu tanto falei em herança maldita que agora a nossa vai ficar na história como a pior herança para o país, a realmente maldita.
E nem me incluiu na lista - falou ela indignada.
E precisava? adiantava você lá enchendo o saco com suas falas desconexas? Nisso ele tava certo - respondeu ele.
E eu, pequena mosca dando voltas na mesa ouvindo aquele monte de reclamação sem entender nada do que se passava ali.
Mas acho que não era só eu que não estava entendendo nada, acho que os tais duzentos milhões de imbecis, como disse o orelhudo sindicalista, também não estão entendendo nada.
Nem imaginam o que se fala aqui dentro dessas salas do palácio, parece tudo organizado, educado né?
Ufa! completei as quinhentas voltas na mesa e pluft! voltei a ser mais um idiota brasileiro.
Meio indignado com aquela conversa de meu tempo de mosca resolvi posta-la aqui.
Mas continuo intrigado para saber o que me fez virar mosca, dá de acontecer de novo né?
Acho que vou ler tudo do Kafka, talvez assim eu entenda, Nietzsche talvez....
sábado, 22 de agosto de 2015
O Poder na sombra.
Não se enganem não, há um jogo de poder que não aparece para o "respeitável público".
Não é teoria (ou porque não dizer paranóia) da conspiração não, é o que sempre houve na política.
Não esqueçam que até fomos parlamentaristas para tentar viabilizar a posse de Jango, mas que acabou com os burros n´água com a ditadura, quer dizer que foram uns tempos de uns burros se afogando e outros tomando o poder.
A saída PMDB
O vice Temer foi chamado como interlocutor do governo com a classe política, e para isso precisaria se expor, coisa que o poder na sombra não gosta muito, não leva jeito (fala o que não deve ou de forma que não se deve falar) e principalmente tem que marcar posição o que cria, queira ou não, compromisso com a palavra dada.
Chamou o centro-avante Renan para ajudar a levar a bola para o campo adversário, e conseguir a ajuda do, por enquanto, presidente do senado para lançar uma boia furada para a presidente chamar de sua.
Provavelmente Dilma descobrirá que boia com pequeno furo esvazia devagar, mas esvazia.
Fiando-se nessa falácia, deixou que o seu conselheiro-mor Mercadante (mais perdido que cachorro caído de mudança) se achasse todo-todo e mandasse a tropa atacar o vice.
Vice que de burro não tem nada, e que apoiado pelo partido para que deixe a batata quente nas mãos do ganancioso PT para que ele queime a boca e a mão sozinho.
O PMDB de saída
O PMDB que é, provavelmente, a melhor expressão do poder na sombra, esperto sabe a hora de abandonar a canoa, e força a saída de Temer de perto de Dilma.
Sabem que suas outras grandes figuras serão, mais dia menos dia, fritados pela água quente da Lava-Jato e se prestarão ao jogo com o PT.
Os lobos do congresso alimentam esse papel de policial bonzinho no senado e mauzinho na câmara.
Fazem o contraponto, deixam o PT como bobos da corte, e vão assistindo o filme do PT queimar, na esperança que o processo leve a presidência ao colo de Temer.
Efeito realidade
Mas para botar mais água na fervura, o Ministro Gilmar Mendes parece que resolveu acabar com a hipocrisia reinante nessa nossa terra do nunca e manda que se investigue possíveis lubrificações da campanha presidencial do ano passado com os óleos roubados da Petrobras.
Só quem é muito ingênuo, ou burro, ou ambos não vê a orquestração criada desde os tempos de Campinas e depois Santo André, que o projeto de poder do PT passa por desviar dinheiro público através de agentes privados corruptos (o que nunca faltou nesse país de Gersons) e transferí-los (para os mais fieis) aos cofres do partido para poderem promover sua ascensão.
Claro que, no caminho entre o roubo do dinheiro público e os cofres do partido, muito do dinheiro é roubado em segunda instância por ladrões que pretendem 100 anos de perdão, ao que parece.
E quando alguém querendo seguir a ética estabelecida pelo partido, mesmo que duvidosa, tenta impô-la e denunciar os ladrões dos ladrões, ele provavelmente é eliminado do circuito como o foram o Luizinho do PT e o Celso Daniel.
Em terra de cego quem tem olho ERROU, não É REI coisa nenhuma, e corre o risco de morrer como os citados acima.
A história da derrocada
De resto é tudo um grande jogo de cena que o PT andou fazendo nessa sua trilha que começou pregando uma moral ilibada e termina mostrando-se o maior agente corruptor da história moderna.
Uma pena, mas cabe a eles pagar nas urnas todos os descalabros, e as mentiras pregadas.
Cabe também a eles, pagar na justiça se ela começar a existir por aqui como parece acontecer com o Moro, ressarcir os cofres públicos por todas as roubalheiras feitas e cumprirem as penas a que forem condenados por crimes que eu reputo como hediondo.
Quem rouba dinheiro público, mata por atacado por falta de saúde, pela fome, pela insegurança e mata, de forma não menos importante, a esperança de dias melhores para nossos descendentes.
E o poder na sombra o que tem com isso?
Voltando ao tema, temos que lembrar que esse poder nefasto, que vive na encolha, aprovou até aqui todos os desmandos que vemos Brasil afora.
Não se enganem não, quando Collor foi eleito, foi ungido pelo poder na sombra que alimentou a Globo que trouxe-nos um dos maiores canalhas da história.
E quando o poder não mais quis compactuar com ele, mobilizou a nação para derrubá-lo.
Nada escapa dessas mãos enluvadas.
Os detentores do poder por aqui fizeram do Brasil o paraíso da canalhice, haja visto o despropósito dos juros cobrados pelos bancos por aqui, que acumulam lucros imensos qualquer que seja o governo da hora, roubando dinheiro do povo nas aplicações na Selic que em suma são pagas com nossos impostos.
Falam em spread por inadimplência, mas essa mesma inadimplência é fruto de juros escorchantes cobrados do sistema produtivo nacional. Isso é agiotagem.
E como a sopa da imoralidade está estabelecida no país, todos querem levar vantagem, ganhar o máximo no curto prazo sem pensar que país queremos deixar para o futuro, como se esse não existisse.
Esse poder nas sobras é que dita as normas, promíscuo, que deita na cama como amante desonesta com a classe política brasileira.
Desorientado
É verdade que nosso poder nas sombras está meio desorientado, pois esse "moleque do juiz Moro está fazendo tudo errado!".
Está prendendo poderosos das sombras?
Denunciando e condenando à cadeia, como pode?
Não lhe ensinaram as regras da nossa imoralidade tupiniquim?
Se um senador fala palavrão na tribuna do congresso contra um procurador da união, imagino o que ele fala contra o Moro fora dos microfones.
Essa desorientação está a pedir novas regras, pois ficou claro que o jato de condenações não deve parar por aí.
Algo tem que ser feito, e esses poderosos sabem disso.
Algo muito maior do que até agora foi feito no Brasil.
Sabem que tem que mudar os paradigmas, talvez esse negócio de não aceitar mais corrupção como uma coisa normal no Brasil tenha vindo para ficar.
Precisamos mudar de conduta, pensam eles, talvez tenhamos que trabalhar honestamente como acontece nos países mais desenvolvidos, afinal a Siemens e a Alston acabaram por se retratar como corruptoras por conta de regras moralizadoras em seus países de origem.
Penso que mesmo desorientado o poder na sombra está se obrigando a mudar de conduta.
Mas para isso as mudanças tem que vir, e com certa rapidez, pois 2 ou 3 anos de recessão são absolutamente catastróficos para a economia nacional, e o valor dos seus negócios perde tanto quanto a nação.
Construindo uma saída
Os mais lúcidos, se é que na sombra restem alguns, já pensam em alternativas e agem de forma a viabilizá-las.
Talvez a atitude do Ministro Gilmar Mendes seja um início de construção de alternativas.
O afastamento de Temer do PT é uma regra três, pois caso o processo acima falhe, ele pode ter um mandato tampão que pode não ser pior que deixar a presidente desmandando por mais 3,5 anos.
Os bastidores estão fervendo, o que aparece na imprensa é somente a água que vaza pelo borbulhar da fervura.
As mudanças virão, e rapidamente, isso a história nos ensina.
O quadro político-econômico está insustentável.
Há risco de calotes governamentais em áreas sociais, o que sem confiança no governo, podem gerar graves convulsões. Sempre foi assim na história.
O resultado nem imagino qual seja, na sombra sou absolutamente cego.
Não é teoria (ou porque não dizer paranóia) da conspiração não, é o que sempre houve na política.
Não esqueçam que até fomos parlamentaristas para tentar viabilizar a posse de Jango, mas que acabou com os burros n´água com a ditadura, quer dizer que foram uns tempos de uns burros se afogando e outros tomando o poder.
A saída PMDB
O vice Temer foi chamado como interlocutor do governo com a classe política, e para isso precisaria se expor, coisa que o poder na sombra não gosta muito, não leva jeito (fala o que não deve ou de forma que não se deve falar) e principalmente tem que marcar posição o que cria, queira ou não, compromisso com a palavra dada.
Chamou o centro-avante Renan para ajudar a levar a bola para o campo adversário, e conseguir a ajuda do, por enquanto, presidente do senado para lançar uma boia furada para a presidente chamar de sua.
Provavelmente Dilma descobrirá que boia com pequeno furo esvazia devagar, mas esvazia.
Fiando-se nessa falácia, deixou que o seu conselheiro-mor Mercadante (mais perdido que cachorro caído de mudança) se achasse todo-todo e mandasse a tropa atacar o vice.
Vice que de burro não tem nada, e que apoiado pelo partido para que deixe a batata quente nas mãos do ganancioso PT para que ele queime a boca e a mão sozinho.
O PMDB de saída
O PMDB que é, provavelmente, a melhor expressão do poder na sombra, esperto sabe a hora de abandonar a canoa, e força a saída de Temer de perto de Dilma.
Sabem que suas outras grandes figuras serão, mais dia menos dia, fritados pela água quente da Lava-Jato e se prestarão ao jogo com o PT.
Os lobos do congresso alimentam esse papel de policial bonzinho no senado e mauzinho na câmara.
Fazem o contraponto, deixam o PT como bobos da corte, e vão assistindo o filme do PT queimar, na esperança que o processo leve a presidência ao colo de Temer.
Efeito realidade
Mas para botar mais água na fervura, o Ministro Gilmar Mendes parece que resolveu acabar com a hipocrisia reinante nessa nossa terra do nunca e manda que se investigue possíveis lubrificações da campanha presidencial do ano passado com os óleos roubados da Petrobras.
Só quem é muito ingênuo, ou burro, ou ambos não vê a orquestração criada desde os tempos de Campinas e depois Santo André, que o projeto de poder do PT passa por desviar dinheiro público através de agentes privados corruptos (o que nunca faltou nesse país de Gersons) e transferí-los (para os mais fieis) aos cofres do partido para poderem promover sua ascensão.
Claro que, no caminho entre o roubo do dinheiro público e os cofres do partido, muito do dinheiro é roubado em segunda instância por ladrões que pretendem 100 anos de perdão, ao que parece.
E quando alguém querendo seguir a ética estabelecida pelo partido, mesmo que duvidosa, tenta impô-la e denunciar os ladrões dos ladrões, ele provavelmente é eliminado do circuito como o foram o Luizinho do PT e o Celso Daniel.
Em terra de cego quem tem olho ERROU, não É REI coisa nenhuma, e corre o risco de morrer como os citados acima.
A história da derrocada
De resto é tudo um grande jogo de cena que o PT andou fazendo nessa sua trilha que começou pregando uma moral ilibada e termina mostrando-se o maior agente corruptor da história moderna.
Uma pena, mas cabe a eles pagar nas urnas todos os descalabros, e as mentiras pregadas.
Cabe também a eles, pagar na justiça se ela começar a existir por aqui como parece acontecer com o Moro, ressarcir os cofres públicos por todas as roubalheiras feitas e cumprirem as penas a que forem condenados por crimes que eu reputo como hediondo.
Quem rouba dinheiro público, mata por atacado por falta de saúde, pela fome, pela insegurança e mata, de forma não menos importante, a esperança de dias melhores para nossos descendentes.
E o poder na sombra o que tem com isso?
Voltando ao tema, temos que lembrar que esse poder nefasto, que vive na encolha, aprovou até aqui todos os desmandos que vemos Brasil afora.
Não se enganem não, quando Collor foi eleito, foi ungido pelo poder na sombra que alimentou a Globo que trouxe-nos um dos maiores canalhas da história.
E quando o poder não mais quis compactuar com ele, mobilizou a nação para derrubá-lo.
Nada escapa dessas mãos enluvadas.
Os detentores do poder por aqui fizeram do Brasil o paraíso da canalhice, haja visto o despropósito dos juros cobrados pelos bancos por aqui, que acumulam lucros imensos qualquer que seja o governo da hora, roubando dinheiro do povo nas aplicações na Selic que em suma são pagas com nossos impostos.
Falam em spread por inadimplência, mas essa mesma inadimplência é fruto de juros escorchantes cobrados do sistema produtivo nacional. Isso é agiotagem.
E como a sopa da imoralidade está estabelecida no país, todos querem levar vantagem, ganhar o máximo no curto prazo sem pensar que país queremos deixar para o futuro, como se esse não existisse.
Esse poder nas sobras é que dita as normas, promíscuo, que deita na cama como amante desonesta com a classe política brasileira.
Desorientado
É verdade que nosso poder nas sombras está meio desorientado, pois esse "moleque do juiz Moro está fazendo tudo errado!".
Está prendendo poderosos das sombras?
Denunciando e condenando à cadeia, como pode?
Não lhe ensinaram as regras da nossa imoralidade tupiniquim?
Se um senador fala palavrão na tribuna do congresso contra um procurador da união, imagino o que ele fala contra o Moro fora dos microfones.
Essa desorientação está a pedir novas regras, pois ficou claro que o jato de condenações não deve parar por aí.
Algo tem que ser feito, e esses poderosos sabem disso.
Algo muito maior do que até agora foi feito no Brasil.
Sabem que tem que mudar os paradigmas, talvez esse negócio de não aceitar mais corrupção como uma coisa normal no Brasil tenha vindo para ficar.
Precisamos mudar de conduta, pensam eles, talvez tenhamos que trabalhar honestamente como acontece nos países mais desenvolvidos, afinal a Siemens e a Alston acabaram por se retratar como corruptoras por conta de regras moralizadoras em seus países de origem.
Penso que mesmo desorientado o poder na sombra está se obrigando a mudar de conduta.
Mas para isso as mudanças tem que vir, e com certa rapidez, pois 2 ou 3 anos de recessão são absolutamente catastróficos para a economia nacional, e o valor dos seus negócios perde tanto quanto a nação.
Construindo uma saída
Os mais lúcidos, se é que na sombra restem alguns, já pensam em alternativas e agem de forma a viabilizá-las.
Talvez a atitude do Ministro Gilmar Mendes seja um início de construção de alternativas.
O afastamento de Temer do PT é uma regra três, pois caso o processo acima falhe, ele pode ter um mandato tampão que pode não ser pior que deixar a presidente desmandando por mais 3,5 anos.
Os bastidores estão fervendo, o que aparece na imprensa é somente a água que vaza pelo borbulhar da fervura.
As mudanças virão, e rapidamente, isso a história nos ensina.
O quadro político-econômico está insustentável.
Há risco de calotes governamentais em áreas sociais, o que sem confiança no governo, podem gerar graves convulsões. Sempre foi assim na história.
O resultado nem imagino qual seja, na sombra sou absolutamente cego.
domingo, 9 de agosto de 2015
Do que reclamar? A falta de ética está no nosso DNA!
Parei de ficar indignado, com a falta de ética que se vê no Brasil.
Com a falta de sentido de cidadania, com a do que se chama nação.
Somos canalhas de nascimento e não sei quando conseguiremos expurgar de nosso DNA essas malditas marcas.
Talvez essa geração da PF e da JF e dos Procuradores consigam algo para daqui a algumas décadas.
Eu sempre tentei ler com bons - e otimistas - olhos a história que preconizava Darcy Ribeiro sobre nosso povo, que ele chamava de moreno e eu de vira-latas.
Mas não está dando mais.
O Brasil está mostrando o maior esquema de corrupção da história da Terra, nossos números superam em mais de 10 vezes os escândalos chineses que tem 5 vezes ou mais nossa população.
Perto de nós eles são o que, 50 vezes mais honestos?
Formados pelas escórias portuguesas que aqui vinham para assaltar as riquezas, se apropriar de mão de obra indígena e depois pela escravidão dos negros, tudo o que se criou aqui tinha caráter duvidoso, oportunista, ou simplesmente desonesto.
A vinda da corte foi a pá de cal na esperança de que se construísse aqui uma nação decente, com ela veio o pior no que tange ao caráter e à cidadania.
Os quinze mil que vieram com ela se multiplicaram mais do que os ratos que os acompanharam na fuga covarde de D.João nas tais embarcações.
No entanto talvez poderia haver alguma esperança em buscar um código ético que brotasse dos imigrantes que começaram a chegar a partir de meados do século XIX, mas pensando não seriam eles também a provocar uma revolução ética por qui.
Foram, isso sim, novas hordas de degredados, desesperançados, ladrões, aproveitadores e fugitivos pelas mais diversas questões que se somaram à população brasileira.
Somos uma colcha de retalhos de várias culturas, já arraigadas ou nativas ou importadas, todas costuradas com o fio forte do oportunismo e da falta de ética.
Não teremos nunca uma nação enquanto for essa a verve do cidadão brasileiro.
A corrupção graça solta em todos os lugares, em todas as instituições e esferas de governo e do estado em geral.
Nenhum dos poderes escapa dessa construção sem ética, é parte do que somos.
É a vergonha de ser brasileiro que devemos estampar na cara se quisermos que um dia, daqui a muitas gerações, surja um país decente por aqui.
Os bancos brasileiros tiveram o maior lucro em sua história no semestre passado, quando toda a economia se retraia e a miséria batia à porta da casa de tantos que acreditaram nas mentiras dos governos petistas.
Banqueiros daqui seriam condenados como agiotas em qualquer país decente, mas no brasuquinha seguem a regra bandida daqui.
As oligarquias que detém o poder e o dinheiro não se dão conta que estaremos legando, para nossos descendentes, níveis praticamente insustentáveis de violência, que brota em última instância, na desigualdade socio-econônico-cultural.
O dinheiro, em determinado momento não irá segurar a violência, e o caos se instala.
É a sociedade adoecida que irá à ruina.
Sim estou otimista com a possível revolução de conduta que pode surgir nesses tempos onde poderosos estão sendo presos e condenados.
Mas pessimista porque sei que as forças retrógradas das oligarquias, da classe política e dos mandatários do poder irão opor muita resistência às mudanças.
Nos resta comprar panelas mais fortes e sair às ruas mostrando nossa indignação.
Com a falta de sentido de cidadania, com a do que se chama nação.
Somos canalhas de nascimento e não sei quando conseguiremos expurgar de nosso DNA essas malditas marcas.
Talvez essa geração da PF e da JF e dos Procuradores consigam algo para daqui a algumas décadas.
Eu sempre tentei ler com bons - e otimistas - olhos a história que preconizava Darcy Ribeiro sobre nosso povo, que ele chamava de moreno e eu de vira-latas.
Mas não está dando mais.
O Brasil está mostrando o maior esquema de corrupção da história da Terra, nossos números superam em mais de 10 vezes os escândalos chineses que tem 5 vezes ou mais nossa população.
Perto de nós eles são o que, 50 vezes mais honestos?
Formados pelas escórias portuguesas que aqui vinham para assaltar as riquezas, se apropriar de mão de obra indígena e depois pela escravidão dos negros, tudo o que se criou aqui tinha caráter duvidoso, oportunista, ou simplesmente desonesto.
A vinda da corte foi a pá de cal na esperança de que se construísse aqui uma nação decente, com ela veio o pior no que tange ao caráter e à cidadania.
Os quinze mil que vieram com ela se multiplicaram mais do que os ratos que os acompanharam na fuga covarde de D.João nas tais embarcações.
No entanto talvez poderia haver alguma esperança em buscar um código ético que brotasse dos imigrantes que começaram a chegar a partir de meados do século XIX, mas pensando não seriam eles também a provocar uma revolução ética por qui.
Foram, isso sim, novas hordas de degredados, desesperançados, ladrões, aproveitadores e fugitivos pelas mais diversas questões que se somaram à população brasileira.
Somos uma colcha de retalhos de várias culturas, já arraigadas ou nativas ou importadas, todas costuradas com o fio forte do oportunismo e da falta de ética.
Não teremos nunca uma nação enquanto for essa a verve do cidadão brasileiro.
A corrupção graça solta em todos os lugares, em todas as instituições e esferas de governo e do estado em geral.
Nenhum dos poderes escapa dessa construção sem ética, é parte do que somos.
É a vergonha de ser brasileiro que devemos estampar na cara se quisermos que um dia, daqui a muitas gerações, surja um país decente por aqui.
Os bancos brasileiros tiveram o maior lucro em sua história no semestre passado, quando toda a economia se retraia e a miséria batia à porta da casa de tantos que acreditaram nas mentiras dos governos petistas.
Banqueiros daqui seriam condenados como agiotas em qualquer país decente, mas no brasuquinha seguem a regra bandida daqui.
As oligarquias que detém o poder e o dinheiro não se dão conta que estaremos legando, para nossos descendentes, níveis praticamente insustentáveis de violência, que brota em última instância, na desigualdade socio-econônico-cultural.
O dinheiro, em determinado momento não irá segurar a violência, e o caos se instala.
É a sociedade adoecida que irá à ruina.
Sim estou otimista com a possível revolução de conduta que pode surgir nesses tempos onde poderosos estão sendo presos e condenados.
Mas pessimista porque sei que as forças retrógradas das oligarquias, da classe política e dos mandatários do poder irão opor muita resistência às mudanças.
Nos resta comprar panelas mais fortes e sair às ruas mostrando nossa indignação.
domingo, 2 de agosto de 2015
O mesmo do mesmo do mesmo do mesmo....
Dei um pontapé no ttw.
Merda ficava me convidando para conectar com quem eu já estava conectado, ou pior, com pessoas com as quais nem tenho afinidade, ou grupos tipo futebol, que pra mim já morreu.
Penso que o facebunda será o próximo.
Somos muito mesmíssimos, falamos as mesmas merdas cotidianamente.
E recebemos notificações, muito importantes, da filha da vizinha da prima da puta que a pariu dizendo que... curtiu.
Viramos todos uns idiotas.
Vou debandar com os ratos, do navio, que vêm que o barco está afundando. São mais espertos que eu e vou segui-los.
Quer me dizer algo, mande um e-mail... até ele funcionar senão usarei pombos-correio, talvez sinais de fumaça.
fui, foda-se
ricardo aleixo
Merda ficava me convidando para conectar com quem eu já estava conectado, ou pior, com pessoas com as quais nem tenho afinidade, ou grupos tipo futebol, que pra mim já morreu.
Penso que o facebunda será o próximo.
Somos muito mesmíssimos, falamos as mesmas merdas cotidianamente.
E recebemos notificações, muito importantes, da filha da vizinha da prima da puta que a pariu dizendo que... curtiu.
Viramos todos uns idiotas.
Vou debandar com os ratos, do navio, que vêm que o barco está afundando. São mais espertos que eu e vou segui-los.
Quer me dizer algo, mande um e-mail... até ele funcionar senão usarei pombos-correio, talvez sinais de fumaça.
fui, foda-se
ricardo aleixo
sábado, 27 de junho de 2015
Gay sim, covarde não!
Hoje é um dia que se comemora algo que não deveria ser comemorado: "Orgulho Gay".
Que merda é essa?
Não, não tenho nada de homofóbico, mas pergunto: os outros 364 dias do ano são do "Orgulho Hétero"?
Quanta bobagem a humanidade está promovendo!
Héteros, vamos fechar a Paulista nos outros 364 dias, bleah!
Estamos fazendo muito carnaval com um fato que não merece todo esse destaque.
Tem gay desde que o homem é homem, acho que até antes dizem os biólogos.
Não pode ter só um dia para lembrar.
Gay é só uma das expressões que definem opções de gênero que adotamos.
Fico me perguntando se um bisexual é enquadrado como GLS´s da vida, ora ele também cai fora dos padrões.
E os assexuados, aqueles que não tem o instinto sexual dos animais, também seria enquadrado?
Então o respeito à qualquer diferença deve ser primordial e fim.
Mas porque falo da covardia no título do post?
Penso que deve ser muito difícil "morar" em um corpo que não corresponde a seu gênero como ocorre com as bichas e lésbicas.
Não me venham com o politicamente correto que não devemos usar o termo bicha, nem viado nem nada disso, principalmente porque os que pertencem aos grupos se dão ao direito de utilizar esses termos.
Voltando ao habitat dessas almas sofridas, a possibilidade de adotar o visual do gênero que lhes correspondem hoje em dia é muito bom.
Poder ter um nome fake como o ENEM está propondo é muito bom.
Estava eu tirando um passaporte quando chamam pelo Sr. Fulano de Tal e levanta uma loirona gostozérrima para ser atendida. Que merda, melhor um apelido formalizado pelo menos ficaria na minha cabeça a imagem do mulherão.
O que me fez lembrar da covardia, hoje foi ter entrado na fila do supermercado atrás de uma moça bonita, não exuberantemente bonita mas bonita, e depois de aguardar um pouco, vem uma outra moça bem menos atraente, de óculos escuros, pede licença e se junta à outra já citada.
Passaram então suas compras, e noto que a de óculos dá um abraço na outra, e esta fica meio que incomodada. A abraçante liga no celular para mais alguém, e a compra vai se finalizando e ela depois de novo abraço e beijos na cabeça da primeira, vai mais à frente do caixa e se volta para meu lado. Eu já tinha dado uma medida nas curvas das duas. Sem dúvida a bonita era também bem gostoza, já a outra era meio derrubadinha de corpo, sem bunda e peito que são predicados femininos que convenhamos, são interessantes. Os óculos encobriam um rosto que, para ser comedido, diria não ser bonito.
Aí fiquei pensando, coitada (coitada não porque não vejo quem praticaria o coito com ela) ela não tem muita chance com homens mesmo, daí sua opção preguiçosa, talvez e muito provavelmente covarde.
Sim, digo covarde pois lembro que em minha adolescência foi muito difícil vencer o medo da relação com o sexo oposto.
Se você não é o lindão ou o lindinho da turma, for somente um cara normal, a insegurança é muito grande, aterrorizante mesmo.
Mas se entender com o sexo oposto é o caminho.
Eu, particularmente, sempre achei as mulheres muito mais interessantes que os homens, elas tem curvas, coxas, bundas, peitos, rostos lindos, sorrisos meio maliciosos (a gente que acha).
São imbatíveis.
Pobre da bicha feia, perde em todos os predicados, e digo isso do fundo do coração. Eita concorrência difícil.
Mas como me interessava mais pelas meninas, tive que vencer meus temores, fazer meus papéis ridículos que se faz quando adolescente, mas fui me entendendo com esse jogo do sexo.
E gostei, ah! nada como o cheiro de mulher.
Devaneios à parte, volto ao meu pensamento no caixa do supermercado: não seria parte da homossexualidade uma atitude covarde, como por exemplo a da moça não bonita (viram como sou politicamente correto) que tendo pouca chance com homens prefere assediar a amiga, e com isso criar um vínculo homossexual na base dessa covardia?
Eu já vi muita mulher feia com uns caras que são bem bonitões, essas tinha boa autoestima e foram a luta. Não seria covardia então a solução adotada pela não bonita?
Será que esse tipo de comportamento também não ocorre de forma mais disseminada nos tempos de agora?
Acho que há mais gayzisse que antes, mesmo supondo que parte dela é fruto dessa disfunção natural entre gênero da personalidade e seu corpo, acho que estamos exagerando na dose por pura covardia.
Não gosto muito do "não conheço mas não gosto".
Gostar ou não tem que ser fruto de experiência, de vivência com a diversidade, não de teorias movidas pelo medo.
Ser gay é mais uma questão de conflitos de gênero.
A sexualidade não é hetero, homo ou bi, ou o que se invente mais.
É instinto das espécies vivas que utiliza os caminhos possíveis para se realizar.
Ter qualquer tipo de preconceito, reserva ou pior recriminação contra qualquer manifestação sexual é confrontar a própria vida, não tem o menor sentido.
Que merda é essa?
Não, não tenho nada de homofóbico, mas pergunto: os outros 364 dias do ano são do "Orgulho Hétero"?
Quanta bobagem a humanidade está promovendo!
Héteros, vamos fechar a Paulista nos outros 364 dias, bleah!
Estamos fazendo muito carnaval com um fato que não merece todo esse destaque.
Tem gay desde que o homem é homem, acho que até antes dizem os biólogos.
Não pode ter só um dia para lembrar.
Gay é só uma das expressões que definem opções de gênero que adotamos.
Fico me perguntando se um bisexual é enquadrado como GLS´s da vida, ora ele também cai fora dos padrões.
E os assexuados, aqueles que não tem o instinto sexual dos animais, também seria enquadrado?
Então o respeito à qualquer diferença deve ser primordial e fim.
Mas porque falo da covardia no título do post?
Penso que deve ser muito difícil "morar" em um corpo que não corresponde a seu gênero como ocorre com as bichas e lésbicas.
Não me venham com o politicamente correto que não devemos usar o termo bicha, nem viado nem nada disso, principalmente porque os que pertencem aos grupos se dão ao direito de utilizar esses termos.
Voltando ao habitat dessas almas sofridas, a possibilidade de adotar o visual do gênero que lhes correspondem hoje em dia é muito bom.
Poder ter um nome fake como o ENEM está propondo é muito bom.
Estava eu tirando um passaporte quando chamam pelo Sr. Fulano de Tal e levanta uma loirona gostozérrima para ser atendida. Que merda, melhor um apelido formalizado pelo menos ficaria na minha cabeça a imagem do mulherão.
O que me fez lembrar da covardia, hoje foi ter entrado na fila do supermercado atrás de uma moça bonita, não exuberantemente bonita mas bonita, e depois de aguardar um pouco, vem uma outra moça bem menos atraente, de óculos escuros, pede licença e se junta à outra já citada.
Passaram então suas compras, e noto que a de óculos dá um abraço na outra, e esta fica meio que incomodada. A abraçante liga no celular para mais alguém, e a compra vai se finalizando e ela depois de novo abraço e beijos na cabeça da primeira, vai mais à frente do caixa e se volta para meu lado. Eu já tinha dado uma medida nas curvas das duas. Sem dúvida a bonita era também bem gostoza, já a outra era meio derrubadinha de corpo, sem bunda e peito que são predicados femininos que convenhamos, são interessantes. Os óculos encobriam um rosto que, para ser comedido, diria não ser bonito.
Aí fiquei pensando, coitada (coitada não porque não vejo quem praticaria o coito com ela) ela não tem muita chance com homens mesmo, daí sua opção preguiçosa, talvez e muito provavelmente covarde.
Sim, digo covarde pois lembro que em minha adolescência foi muito difícil vencer o medo da relação com o sexo oposto.
Se você não é o lindão ou o lindinho da turma, for somente um cara normal, a insegurança é muito grande, aterrorizante mesmo.
Mas se entender com o sexo oposto é o caminho.
Eu, particularmente, sempre achei as mulheres muito mais interessantes que os homens, elas tem curvas, coxas, bundas, peitos, rostos lindos, sorrisos meio maliciosos (a gente que acha).
São imbatíveis.
Pobre da bicha feia, perde em todos os predicados, e digo isso do fundo do coração. Eita concorrência difícil.
Mas como me interessava mais pelas meninas, tive que vencer meus temores, fazer meus papéis ridículos que se faz quando adolescente, mas fui me entendendo com esse jogo do sexo.
E gostei, ah! nada como o cheiro de mulher.
Devaneios à parte, volto ao meu pensamento no caixa do supermercado: não seria parte da homossexualidade uma atitude covarde, como por exemplo a da moça não bonita (viram como sou politicamente correto) que tendo pouca chance com homens prefere assediar a amiga, e com isso criar um vínculo homossexual na base dessa covardia?
Eu já vi muita mulher feia com uns caras que são bem bonitões, essas tinha boa autoestima e foram a luta. Não seria covardia então a solução adotada pela não bonita?
Será que esse tipo de comportamento também não ocorre de forma mais disseminada nos tempos de agora?
Acho que há mais gayzisse que antes, mesmo supondo que parte dela é fruto dessa disfunção natural entre gênero da personalidade e seu corpo, acho que estamos exagerando na dose por pura covardia.
Não gosto muito do "não conheço mas não gosto".
Gostar ou não tem que ser fruto de experiência, de vivência com a diversidade, não de teorias movidas pelo medo.
Ser gay é mais uma questão de conflitos de gênero.
A sexualidade não é hetero, homo ou bi, ou o que se invente mais.
É instinto das espécies vivas que utiliza os caminhos possíveis para se realizar.
Ter qualquer tipo de preconceito, reserva ou pior recriminação contra qualquer manifestação sexual é confrontar a própria vida, não tem o menor sentido.
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