Escrevi no post anterior sobre nossa "deseconomia".
Não apontei saídas para um estado que é desarranjado há séculos pois nosso povo é o que é.
Mas se houvesse, em nossa vida pública, gente com um mínimo de bom senso um processo poderia ser disparado para colocar a casa em menos desordem em algumas décadas.
Inflação é dinheiro valendo menos, está claro.
Porque o dinheiro pode valer menos para adquirir produtos?
Como é composto o preço destes?
1. Custo Direto
Temos deficiências na qualificação de nossa mão de obra, mas a formação não é uma panaceia.
A grande maioria dos equipamentos utilizados em produção precisam de um treinamento específico para utilizá-lo e isso todo operário sabe.
Muitos, mesmo que o funcionário não tenha tido uma formação de qualidade como oferece o sistema S, ainda assim poderá ter bom desempenho com cursos pontuais que o capacitariam a operar.
Se houver interesse real do meio produtivo, a capacitação virá, e a produtividade será aumentada e se a empresa tiver bom senso social, o salário aumentará gradativamente.
Melhor produtividade implica em menores preços e melhor qualidade, melhorando nossa competitividade.
Por mais de sete anos cuidei dos sistemas de TI da engenharia e produção de uma grande indústria de base. Sou testemunha de operários bem intencionados que visavam qualidade e produtividade. Acredito que seja meta possível.
Redução de custos operacionais indiretos como burocracia só dependem de um estado mais racional.
2. Lucros dos agentes
Quando o meio onde se vive é perdulário como o nosso, onde "todo mundo mete a mão quanto pode" é de se esperar que os lucros embutidos nos nossos produtos e serviços seja um tanto maior que o praticado no resto do mundo.
Mas a produtividade acaba necessitando de novos mercados, e aí a competição é internacional e nesse sentido teremos que passar a praticar lucros compatíveis com o resto do mundo.
Nossa indústria automobilística que tem suas exportações reduzidas para a Argentina não tem qualidade nem competitividade para exportar para outros mercados. Terá vergonha na cara e encarará os desafios ou vão deixar enterrados os investimentos feitos com base em um falso mercado emergente que o Lula lhes vendeu?
3. Transportes e Logística
Fiz engenharia civil na década de 70, e na cadeira de transportes aprendemos que seriamos um país com transportes muito baratos devido à nossa rede hídrica e potencial ferroviário.
Não temos investimento em navegabilidade em nossos rios, ou a natureza os fez assim, ou ficamos a ver navios...só no mar quero dizer.
As ferrovias foram praticamente abandonadas, pois o interesse das automobilísticas em vender caminhões faz forte lobby para que esse modal prepondere.
Mas a falta de investimento em estradas razoáveis, fora o fato destas custarem aqui 2 ou 3 vezes mais que em países decentes, tornam nossas rodovias verdadeiras máquinas de matar.
50 mil mortos por ano é brincadeira?
136 mortos por dia. Gaza é fichinha, precisaram 15 dias para matar 700 isso dá uma média diária de 47 mortos, fazemos 3 vezes esse morticínio aqui fácil fácil.
4. Impostos e Contrapartidas
O imposto que recolhemos nos produtos, por ser elevado, eleva o custo de vida de todos indiscriminadamente.
Não tendo serviços públicos de qualidade mínima temos que arcar com saúde, educação e outros serviços pagos tornando nossa vida mais cara ou viveremos com menos qualidade tornando-nos mais e mais atrasados em relação ao restante do mundo, e nos casos extremos somos levados à bandidagem, que não é culpa do jovem que se tornou criminoso, mas da própria sociedade que engrossa as fileiras do exército do Marcola.
Parece que tudo rema contra nosso país.
Um Novo Estado
Há muito se fala em reformas políticas, fiscais e administrativas, mas ninguém tem coragem de promovê-las.
Mas o bom senso mostra que a continuar como estamos entraremos em colapso, para não dizer que já estamos inoperantes.
Nossa guerra civil não tem bases política.
Um estado enxuto, parlamentos só com parlamentares e assessorias básicas comuns a todos para apoio legislativo, estruturas sem mordomias tantas.
Uma justiça que honre a ética e construa-se com letras maiúsculas.
E uma estrutura administrativa competente, voltada ao real atendimento do povo e das necessidades da nação.
Isso, numa terra com os homens como os nossos é algo impensável acredito.
Ficará para o "day-after" mesmo.
Tradutor - Translate
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Deseconomia Brasileira
Estudo em Modelos - Fundamentos
Quando na faculdade de engenharia, nas primeiras aulas de mecânica dos fluídos o professor mostrando teorias pra lá de escabrosas chega a uma equação muito complexa que se bem me lembro tinha integral quádrupla ou quíntupla.
Era uma cadeira que quase todo mundo tomava pau, pensei seriamente em abandonar a disciplina pois pau por pau, preferia ser com menos esforço.
Mas eis que surge a saída honrosa para aquelas equações incalculáveis: ensaios em modelos.
Ao contrário das teorias sobre eletricidade e magnetismo onde álgebra ajuda em novas descobertas, o estudo dos fluídos não conseguem muito êxito só com as equações.
Não é à toa que os supercomputadores voltam-se à aplicações meteorológicas, que no fundo estudam equações baseadas em estudos de modelos e não em teorias puras.
Mas o que tem a ver essa minha história com economia?
É que, não entendendo nada de teorias econômicas, tenho certeza que o grau de complexidade de uma conjuntura econômica está mais para o estudo dos fluídos que da eletricidade.
Por isso lá na vizinha escola de economia parece que se estuda pouca matemática em relação ao que temos que nos dedicar na engenharia.
Penso nas teorias economias como um sistema que tem lá suas equações, complexas mas tem.
Nos estudos de modelos aprendemos a ver efeitos e parametrizar as causas, que se muito complexas, vão sendo ensaiadas mudando-se parâmetros para poder nos aproximar do resultado que o modelo apresenta.
Esse raciocínio me leva a questionar certas bases tidas como seguras.
Primeiro, o modelo é nossa desgraçada economia e seu reflexo na baixa qualidade de vida de nosso povo.
Sei que o aperta daqui, solta dali e tantas tentativas de alterar os parâmetros não tem dado muito resultado, e muitos bytes são gastos com comentários que julgo absolutamente cabíveis mas que, sinto muito senhores economistas, abordam parâmetros de segunda grandeza, firulas que na prática não tem resolvido nada na economia brasileira.
Nosso capitalismo aqui não é como o do primeiro mundo, que também está fracassando por outros motivos.
Li matéria de um gestor de investimentos voltados ao Brasil do J.P.Morgam, que diz que estamos sendo rebaixados como alvo de aplicações, em relação aos demais membros do BRICS.
Eles, para emergir, crescem, e razoavelmente.
Nós não, estamos parados. e na iminência de andar para trás, pois crescimento abaixo de 1% é decrescimento pois o demográfico é levemente superior a isso.
É interessante então olharmos alguns de nossos parâmetros e compará-los com outros países.
Taxa de Juros
Nossa taxa de juros, pagos pelo dinheiro que o Estado toma como empréstimo no mercado de capitais, é o maior do mundo há décadas.
O resultado disso é que gastamos a maior parte dos impostos arrecadados pagando as viúvas e os lobos maus que aplicam no mercado de capitais.
Sobra pouco para retornar como serviços públicos e por isso temos esse estado de calamidade normalmente maquiado pelo governo A ou pelo B.
As instituições financeiras preferem ser remuneradas a 12% ao ano aplicando em títulos garantidos pelo governo à emprestar para o sistema produtivo ou de serviços, é claro risco zero!
Só que essa mania de Gerson que temos como povo sem caráter, nos está levando ao colapso social.
Esse que querem lucro fácil estão tendo que viver numa jaula, com medo diuturno pela violência que graça solta no país, onde os bandidos usam as cadeias como quartéis generais de onde partem ordens para um exército de bandidos que não veem alternativas de vida.
Quer dizer, se rico ou remediado no Brasil é uma merda também, desculpem a malapalavra, mas há expressões insubstituíveis.
Impostos
Olhando os preços de nossos produtos vemos que parte significativa deles é formada por impostos, o pior modo de recolhimento, pois não é seletivo conforme as classes sociais.
Todos pagam igualmente ricos e pobres. É muito para o pobre e insignificante para os ricos.
Já impostos sobre propriedade, renda, fortunas e outros que se sejam proporcionais à riqueza das pessoas e das empresas, esses tem sua participação minimizada, pois novamente os detentores do capital compram descaradamente uma classe política corrupta por conta de um sistema político-eleitoral do tempo dos coronéis, pior, da Corte.
Novamente esses que só pensam em si , desprezando a coisa pública, o senso de nação, estão acuados em suas jaulas e carros blindados com medo da sociedade que eles, e principalmente eles, acabam criando.
Política x Economia
Com o sistema político que temos, onde os que querem se eleger vendem suas almas aos poderosos, e passam a trabalhar como fantoches destes dentro do Estado.
Vemos essa promiscuidade que todos chamam de escândalos mas que é consequência lógica do sistema.
Vamos aí agregando mais uma classe de Gersons na nossa lista de maus caracteres.
Esses últimos, vendo a vida nababesca dos poderosos, não deixam por menos e tentam se locupletar em sua vida pública, com benesses que o Brasil não suporta.
Como dizia o ex Ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen "o Estado Brasileiro não cabe em nossa economia".
Em todas as esferas vemos uma grande maioria de gente de caráter duvidoso, para dizer pouco, se arrumar num cargo eletivo, ou ao menos numa nomeação em um destes descabidos gabinetes que se espalham em toda esfera e espaço legislativo.
Administração Pública
Novamente aqui graça solta a ineficiência e o mau caráter do nosso povo, que lotam os concursos públicos para arranjar uma cadeira onde pendurar o paletó e aguardar o contracheque mensal, com o menor esforço possível.
A incompetência da gestão pública torna nossa vida um terror.
É novamente fruto de um Estado desorganizado, onde nomeações políticas se sobrepõe à carreiras baseadas em méritos, ascensão concursada e direitos decisórios respeitados.
Ou seja custa-nos caro um serviço burocrático e ineficiente, um desserviço na verdade.
Há um custo embutido nos produtos, já mensurado de mais de 3%, que as empresas gastam internamente para poder atender a burocracia, que aqui deveria ter 2 erres.
Mau Caráter a Causa Única
Apesar de Darcy Ribeiro ter dado tom otimista ao povo brasileiro, esse nosso povo moreno, acredito mesmo é que atualmente o que prepondera no poder são pessoas de péssimo caráter, que não querem largar as tetas da Viúva como diz Elio Gaspari.
Quanto mais o cidadão está distante do poder, mais apático ele é, ficando à mercê desta grande quadrilha que administra o Brasil desde a Corte, sem mudar praticamente nada a não ser a maquiagem e o tamanho do estado.
Esperança?
Não há esperança para uma má formação do caráter de um povo.
Talvez o nosso pouco sofrimento com desastres naturais, ou com guerras, nos tenha feito uns acomodados, que procuram se virar cada um pra si e Deus pra todos.
Talvez esteja certo o Marcola, grande líder da outra quadrilha que assombra nossa vida, "já que é o cada um pra si, tomemos as coisas na mão grande, roubo é tudo igual. Tanto o deles de colarinho branco, como o nosso de tresoitão".
Saída? Só o porto por onde vieram meus ancestrais, ou a morte que ao menos um dia virá.
Quando na faculdade de engenharia, nas primeiras aulas de mecânica dos fluídos o professor mostrando teorias pra lá de escabrosas chega a uma equação muito complexa que se bem me lembro tinha integral quádrupla ou quíntupla.
Era uma cadeira que quase todo mundo tomava pau, pensei seriamente em abandonar a disciplina pois pau por pau, preferia ser com menos esforço.
Mas eis que surge a saída honrosa para aquelas equações incalculáveis: ensaios em modelos.
Ao contrário das teorias sobre eletricidade e magnetismo onde álgebra ajuda em novas descobertas, o estudo dos fluídos não conseguem muito êxito só com as equações.
Não é à toa que os supercomputadores voltam-se à aplicações meteorológicas, que no fundo estudam equações baseadas em estudos de modelos e não em teorias puras.
Mas o que tem a ver essa minha história com economia?
É que, não entendendo nada de teorias econômicas, tenho certeza que o grau de complexidade de uma conjuntura econômica está mais para o estudo dos fluídos que da eletricidade.
Por isso lá na vizinha escola de economia parece que se estuda pouca matemática em relação ao que temos que nos dedicar na engenharia.
Penso nas teorias economias como um sistema que tem lá suas equações, complexas mas tem.
Nos estudos de modelos aprendemos a ver efeitos e parametrizar as causas, que se muito complexas, vão sendo ensaiadas mudando-se parâmetros para poder nos aproximar do resultado que o modelo apresenta.
Esse raciocínio me leva a questionar certas bases tidas como seguras.
Primeiro, o modelo é nossa desgraçada economia e seu reflexo na baixa qualidade de vida de nosso povo.
Sei que o aperta daqui, solta dali e tantas tentativas de alterar os parâmetros não tem dado muito resultado, e muitos bytes são gastos com comentários que julgo absolutamente cabíveis mas que, sinto muito senhores economistas, abordam parâmetros de segunda grandeza, firulas que na prática não tem resolvido nada na economia brasileira.
Nosso capitalismo aqui não é como o do primeiro mundo, que também está fracassando por outros motivos.
Li matéria de um gestor de investimentos voltados ao Brasil do J.P.Morgam, que diz que estamos sendo rebaixados como alvo de aplicações, em relação aos demais membros do BRICS.
Eles, para emergir, crescem, e razoavelmente.
Nós não, estamos parados. e na iminência de andar para trás, pois crescimento abaixo de 1% é decrescimento pois o demográfico é levemente superior a isso.
É interessante então olharmos alguns de nossos parâmetros e compará-los com outros países.
Taxa de Juros
Nossa taxa de juros, pagos pelo dinheiro que o Estado toma como empréstimo no mercado de capitais, é o maior do mundo há décadas.
O resultado disso é que gastamos a maior parte dos impostos arrecadados pagando as viúvas e os lobos maus que aplicam no mercado de capitais.
Sobra pouco para retornar como serviços públicos e por isso temos esse estado de calamidade normalmente maquiado pelo governo A ou pelo B.
As instituições financeiras preferem ser remuneradas a 12% ao ano aplicando em títulos garantidos pelo governo à emprestar para o sistema produtivo ou de serviços, é claro risco zero!
Só que essa mania de Gerson que temos como povo sem caráter, nos está levando ao colapso social.
Esse que querem lucro fácil estão tendo que viver numa jaula, com medo diuturno pela violência que graça solta no país, onde os bandidos usam as cadeias como quartéis generais de onde partem ordens para um exército de bandidos que não veem alternativas de vida.
Quer dizer, se rico ou remediado no Brasil é uma merda também, desculpem a malapalavra, mas há expressões insubstituíveis.
Impostos
Olhando os preços de nossos produtos vemos que parte significativa deles é formada por impostos, o pior modo de recolhimento, pois não é seletivo conforme as classes sociais.
Todos pagam igualmente ricos e pobres. É muito para o pobre e insignificante para os ricos.
Já impostos sobre propriedade, renda, fortunas e outros que se sejam proporcionais à riqueza das pessoas e das empresas, esses tem sua participação minimizada, pois novamente os detentores do capital compram descaradamente uma classe política corrupta por conta de um sistema político-eleitoral do tempo dos coronéis, pior, da Corte.
Novamente esses que só pensam em si , desprezando a coisa pública, o senso de nação, estão acuados em suas jaulas e carros blindados com medo da sociedade que eles, e principalmente eles, acabam criando.
Política x Economia
Com o sistema político que temos, onde os que querem se eleger vendem suas almas aos poderosos, e passam a trabalhar como fantoches destes dentro do Estado.
Vemos essa promiscuidade que todos chamam de escândalos mas que é consequência lógica do sistema.
Vamos aí agregando mais uma classe de Gersons na nossa lista de maus caracteres.
Esses últimos, vendo a vida nababesca dos poderosos, não deixam por menos e tentam se locupletar em sua vida pública, com benesses que o Brasil não suporta.
Como dizia o ex Ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen "o Estado Brasileiro não cabe em nossa economia".
Em todas as esferas vemos uma grande maioria de gente de caráter duvidoso, para dizer pouco, se arrumar num cargo eletivo, ou ao menos numa nomeação em um destes descabidos gabinetes que se espalham em toda esfera e espaço legislativo.
Administração Pública
Novamente aqui graça solta a ineficiência e o mau caráter do nosso povo, que lotam os concursos públicos para arranjar uma cadeira onde pendurar o paletó e aguardar o contracheque mensal, com o menor esforço possível.
A incompetência da gestão pública torna nossa vida um terror.
É novamente fruto de um Estado desorganizado, onde nomeações políticas se sobrepõe à carreiras baseadas em méritos, ascensão concursada e direitos decisórios respeitados.
Ou seja custa-nos caro um serviço burocrático e ineficiente, um desserviço na verdade.
Há um custo embutido nos produtos, já mensurado de mais de 3%, que as empresas gastam internamente para poder atender a burocracia, que aqui deveria ter 2 erres.
Mau Caráter a Causa Única
Apesar de Darcy Ribeiro ter dado tom otimista ao povo brasileiro, esse nosso povo moreno, acredito mesmo é que atualmente o que prepondera no poder são pessoas de péssimo caráter, que não querem largar as tetas da Viúva como diz Elio Gaspari.
Quanto mais o cidadão está distante do poder, mais apático ele é, ficando à mercê desta grande quadrilha que administra o Brasil desde a Corte, sem mudar praticamente nada a não ser a maquiagem e o tamanho do estado.
Esperança?
Não há esperança para uma má formação do caráter de um povo.
Talvez o nosso pouco sofrimento com desastres naturais, ou com guerras, nos tenha feito uns acomodados, que procuram se virar cada um pra si e Deus pra todos.
Talvez esteja certo o Marcola, grande líder da outra quadrilha que assombra nossa vida, "já que é o cada um pra si, tomemos as coisas na mão grande, roubo é tudo igual. Tanto o deles de colarinho branco, como o nosso de tresoitão".
Saída? Só o porto por onde vieram meus ancestrais, ou a morte que ao menos um dia virá.
sábado, 5 de julho de 2014
Ginásios X Arenas - Isso é futebol?
Entendi agora pq a FIFA passou a chamar estádios de arenas!
Tá certo, desde sempre é nelas que colocamos homens combatendo animais ou vice-versa sei lá.
Parei de acompanhar futebol faz muito tempo.
Para quem é velho como eu e assistiu jogos desde a Copa de 58 (ainda ouvida nos rádios, e mostrada em pequenos trechos em documentários nos cinemas), e seguiu acompanhando futebol até a de 70 a desilusão com o esporte tem seus motivos.
O primeiro é a violência não penalizável que se institucionalizou no que passaram a chamar de "futebol força" contra aquele tido como antigo que apelidaram muito acertadamente de "futebol arte".
Futebol de resultados, feito para ganhar partidas, e depois apropriado por grandes interesses financeiros.
Para garantir resultados positivos os europeus resolveram converter o nosso maravilhoso futebol latino americano o tal "arte" num jogo truculento, de trancos, camas-de-gato e agarra - agarra que o "futebol força" criou.
Tornou jogadores leves e ágeis em truculentas massas de músculos. Roubaram-lhes a agilidade, a arte e os encheram de dinheiro, músculos e violência.
E a turba enlouquecida, querendo mais é ver violência, achando tudo lindo, pagando cada vez mais caro para ir aos estádios, ops arenas, para ver a luta, ops jogos!
E como o mote passou a ser violência, essa também se instalou nas arquibancadas mundo afora, e que tem sido difícil de combater, ainda mais quando ela extrapola as arenas e vai para as ruas mesmo.
E os árbitros das partidas passaram a chamar de "jogo de corpo" um embate típico de animais irracionais travestidos de uniformes de times ou nações. Ao que me lembro jogo de corpo era um tipo de totózinho que se dava ombro a ombro quando se estava correndo paralelamente com o adversário, não o encontro entre chifres que vemos hoje nos estádios.
Como a humanidade continua tosca como nos tempos da Roma antiga, nas arenas colocamos toda a violência que queremos ver
Os gananciosos, vendo aí um filão para se ganhar dinheiro, se apropriaram do negócio e sabem, cada vez mais, que o que vende é a violência.
Jornalistas falaram muitas vezes mais de uma mordida do que do gol maravilhoso que assisti no jogo da Holanda, um grande e ousado mergulho para fazer de cabeça.
Falam mais da vértebra do garoto-propaganda NeymarJr do que do fato dele não ter feito lá muita diferença quando o time se organizou como uma equipe de jogo e não num ajuntamento de ditos craques que não conseguem um bom drible, digno de se aplaudir.
Eu sei que também havia certa violência no futebol arte, mas era punida quando o árbitro a via, mas muitas vezes passava despercebida. Pelé que o diga, era perito nisso.
Mas ao invés de evoluir e usar as possibilidades do tira teima, que hoje está on line nos telões dos estádios, para dirimir dúvidas de apoiar a arbitragem, o que se faz é aceitar a violência e fim.
As reclamações contra a má arbitragem e os xingamentos à suas progenitoras é parte do estímulo, da violência.
Lendo matéria do Cony, na Folha de São Paulo, constatei que o que eu realmente quero é um novo futebol, o que ele bem descreve no artigo.
Se um esbarrar no outro é falta, não pode!
Lide com a bola com destreza para se livrar da defesa, sem tocar nem ser tocado por ninguém.
Um jogo que provavelmente seria cheio de gols que é, em última instância, o que se deveria querer ver.
Todos os tais craques de hoje começam craques mesmo, criados muito mais no futebol arte das peladas de bairro que acabam conseguindo entrar nos clubes. Lembro bem de cada um deles que quando humilde ainda jogavam com gosto um futebol bonito de se ver, e que logo que foram cooptados pelo dinheiro europeu perderam a graça viram os gladiadores das arenas atuais. Enumerar aqui daria uma lista enorme.
Que violência gera violência todos sabem, pois creio que arte gera mais arte, mais sensibilidade aos espectadores, mais destreza aos jogadores e boa educação a todos os que participam.
A vaia à presidente é direito do povo, e mesmo que ela merecesse o que aconteceu na estreia da Copa, a boa educação rege que se vaiasse sem xingamentos ouvidos por bilhões de espectadores. Ainda bem que na França entenderam que o povo queria que ela fosse enforcada pelo pescoço.
Um outro motivo que me fez afastar do futebol foi a espetacularização que a mídia e o dinheiro implementou.
Para quem ouviu locutores de rádio, pessoas inteligentíssimas, descrevendo o que estava acontecendo no campo para quem não pudesse lá estar, e depois tem que se deparar com uma gralha como o Galvão gritando e esperneando, consultando um papagaio que ele chama de Arnaldo, é de matar.
Não fosse o comentário de um ou outro jogador convidado para o alpiste da gralha, e que às vezes ela consulta (e muitas delas interrompe) o ideal seria desligar o som, ficar só com a imagem.
Quem já foi a um estádio e assistiu um bom jogo sabe como é prazeroso.
Toda a tarde ficava animada, nosso time ganhando ou perdendo, sempre voltávamos mais felizes para casa.
Discutíamos os lances, como se faz hoje, mas os comentários eram sobre um drible do Garrincha, ou do Canhoteiro que morava perto da minha casa, num sobrado simples como o nosso. Não sobre mordidas, trancos, pernas colunas e costelas quebradas.
Esse é o espetáculo verdadeiro, vê-lo na tv não tem a mesma graça, mas se é o que pode ser feito, ok vamos de tv mesmo, mas daí até chegarmos ao ponto da tv mandar no espetáculo não dá pra concordar. Os jogos durante a semana ficaram condicionados ao fim da maldita novela das 8 que só começa 9:30 e com isso o jogo começa sei lá a que horas. Quem fica para assistir acorda no dia seguinte meio mal humorado, mesmo que seu time tenha ganhado.
Mas como o dinheiro manda, e a tv doutrina a turba ignóbil chegamos ao estado atual.
E há ainda um terceiro motivo para me afastar do futebol, a corrupção endêmica do meio.
Se a corrupção, para mim, deveria ser considerada crime hediondo, com pena perpétua, não posso entender essa sujeirada que se instalou nos bastidores do futebol. Alguém pode me explicar que fim tomou o caso da venda do Neymar para sei lá que time tenha ido? Li que o presidente do tal clube foi afastado, parece que o problema foi uma pequena diferença de milhões que não passaram pelo fisco, de lá e de cá. Mas pelo espetáculo vale tudo, abafar os casos é o que a própria imprensa acaba fazendo.O Felipão também tá lá enroscado com impostos não pagos.
Virou um ambiente de abutres, raposas e espertalhões, pobre Gerson que se achava, hoje seria considerado um ingênuo.
Não assusta a promiscuidade entre o futebol e a política, os atores em ambos os casos são farinha do mesmo saco. Raras são as exceções!
Dizer não ao futebol, para mim, é então tentar me manifestar também contra a corrupção.
Sei que a minha não audiência não faz diferença, mas se essa conduta se espalhar poderá fazer.
Talvez voltando nossos olhos para as peladas dos "campãozinhos (*)" da periferia fiquemos mais satisfeitos com o jogo jogado.
Mas Copa é Copa, assisto os jogos do Brasil e serve para me atualizar de como anda o tal esporte bretão que perdeu a elegância inglesa e se tornou mais um embate de gladiadores romanos.
Espero que os feridos todos se recuperem, afinal o show deve continuar, infelizmente.
(*) Campãozinho é uma doce lembrança da minha infância. Explico: por vezes minha mãe ficava brava porque eu atrasava para voltar para casa e ela dizia que até tinha ido ao campo onde jogávamos futebol (eu era muito ruim na brincadeira, beque de 20 kg quase caia com o impacto da bola). Daí eu perguntava que campo, e ela apontava um pequeno que tinha no meio de um quarteirão. e eu então falava que não era lá que eu estava que eu estava no "campãozinho", um maior com um pouco de mato que servia de grama, que ficava onde hoje tem a Av. Berrini. Campão não era, porque ainda era pequeno, daí ficou o apelido.
Tá certo, desde sempre é nelas que colocamos homens combatendo animais ou vice-versa sei lá.
Parei de acompanhar futebol faz muito tempo.
Para quem é velho como eu e assistiu jogos desde a Copa de 58 (ainda ouvida nos rádios, e mostrada em pequenos trechos em documentários nos cinemas), e seguiu acompanhando futebol até a de 70 a desilusão com o esporte tem seus motivos.
O primeiro é a violência não penalizável que se institucionalizou no que passaram a chamar de "futebol força" contra aquele tido como antigo que apelidaram muito acertadamente de "futebol arte".
Futebol de resultados, feito para ganhar partidas, e depois apropriado por grandes interesses financeiros.
Para garantir resultados positivos os europeus resolveram converter o nosso maravilhoso futebol latino americano o tal "arte" num jogo truculento, de trancos, camas-de-gato e agarra - agarra que o "futebol força" criou.
Tornou jogadores leves e ágeis em truculentas massas de músculos. Roubaram-lhes a agilidade, a arte e os encheram de dinheiro, músculos e violência.
E a turba enlouquecida, querendo mais é ver violência, achando tudo lindo, pagando cada vez mais caro para ir aos estádios, ops arenas, para ver a luta, ops jogos!
E como o mote passou a ser violência, essa também se instalou nas arquibancadas mundo afora, e que tem sido difícil de combater, ainda mais quando ela extrapola as arenas e vai para as ruas mesmo.
E os árbitros das partidas passaram a chamar de "jogo de corpo" um embate típico de animais irracionais travestidos de uniformes de times ou nações. Ao que me lembro jogo de corpo era um tipo de totózinho que se dava ombro a ombro quando se estava correndo paralelamente com o adversário, não o encontro entre chifres que vemos hoje nos estádios.
Como a humanidade continua tosca como nos tempos da Roma antiga, nas arenas colocamos toda a violência que queremos ver
Os gananciosos, vendo aí um filão para se ganhar dinheiro, se apropriaram do negócio e sabem, cada vez mais, que o que vende é a violência.
Jornalistas falaram muitas vezes mais de uma mordida do que do gol maravilhoso que assisti no jogo da Holanda, um grande e ousado mergulho para fazer de cabeça.
Falam mais da vértebra do garoto-propaganda NeymarJr do que do fato dele não ter feito lá muita diferença quando o time se organizou como uma equipe de jogo e não num ajuntamento de ditos craques que não conseguem um bom drible, digno de se aplaudir.
Eu sei que também havia certa violência no futebol arte, mas era punida quando o árbitro a via, mas muitas vezes passava despercebida. Pelé que o diga, era perito nisso.
Mas ao invés de evoluir e usar as possibilidades do tira teima, que hoje está on line nos telões dos estádios, para dirimir dúvidas de apoiar a arbitragem, o que se faz é aceitar a violência e fim.
As reclamações contra a má arbitragem e os xingamentos à suas progenitoras é parte do estímulo, da violência.
Lendo matéria do Cony, na Folha de São Paulo, constatei que o que eu realmente quero é um novo futebol, o que ele bem descreve no artigo.
Se um esbarrar no outro é falta, não pode!
Lide com a bola com destreza para se livrar da defesa, sem tocar nem ser tocado por ninguém.
Um jogo que provavelmente seria cheio de gols que é, em última instância, o que se deveria querer ver.
Todos os tais craques de hoje começam craques mesmo, criados muito mais no futebol arte das peladas de bairro que acabam conseguindo entrar nos clubes. Lembro bem de cada um deles que quando humilde ainda jogavam com gosto um futebol bonito de se ver, e que logo que foram cooptados pelo dinheiro europeu perderam a graça viram os gladiadores das arenas atuais. Enumerar aqui daria uma lista enorme.
Que violência gera violência todos sabem, pois creio que arte gera mais arte, mais sensibilidade aos espectadores, mais destreza aos jogadores e boa educação a todos os que participam.
A vaia à presidente é direito do povo, e mesmo que ela merecesse o que aconteceu na estreia da Copa, a boa educação rege que se vaiasse sem xingamentos ouvidos por bilhões de espectadores. Ainda bem que na França entenderam que o povo queria que ela fosse enforcada pelo pescoço.
Um outro motivo que me fez afastar do futebol foi a espetacularização que a mídia e o dinheiro implementou.
Para quem ouviu locutores de rádio, pessoas inteligentíssimas, descrevendo o que estava acontecendo no campo para quem não pudesse lá estar, e depois tem que se deparar com uma gralha como o Galvão gritando e esperneando, consultando um papagaio que ele chama de Arnaldo, é de matar.
Não fosse o comentário de um ou outro jogador convidado para o alpiste da gralha, e que às vezes ela consulta (e muitas delas interrompe) o ideal seria desligar o som, ficar só com a imagem.
Quem já foi a um estádio e assistiu um bom jogo sabe como é prazeroso.
Toda a tarde ficava animada, nosso time ganhando ou perdendo, sempre voltávamos mais felizes para casa.
Discutíamos os lances, como se faz hoje, mas os comentários eram sobre um drible do Garrincha, ou do Canhoteiro que morava perto da minha casa, num sobrado simples como o nosso. Não sobre mordidas, trancos, pernas colunas e costelas quebradas.
Esse é o espetáculo verdadeiro, vê-lo na tv não tem a mesma graça, mas se é o que pode ser feito, ok vamos de tv mesmo, mas daí até chegarmos ao ponto da tv mandar no espetáculo não dá pra concordar. Os jogos durante a semana ficaram condicionados ao fim da maldita novela das 8 que só começa 9:30 e com isso o jogo começa sei lá a que horas. Quem fica para assistir acorda no dia seguinte meio mal humorado, mesmo que seu time tenha ganhado.
Mas como o dinheiro manda, e a tv doutrina a turba ignóbil chegamos ao estado atual.
E há ainda um terceiro motivo para me afastar do futebol, a corrupção endêmica do meio.
Se a corrupção, para mim, deveria ser considerada crime hediondo, com pena perpétua, não posso entender essa sujeirada que se instalou nos bastidores do futebol. Alguém pode me explicar que fim tomou o caso da venda do Neymar para sei lá que time tenha ido? Li que o presidente do tal clube foi afastado, parece que o problema foi uma pequena diferença de milhões que não passaram pelo fisco, de lá e de cá. Mas pelo espetáculo vale tudo, abafar os casos é o que a própria imprensa acaba fazendo.O Felipão também tá lá enroscado com impostos não pagos.
Virou um ambiente de abutres, raposas e espertalhões, pobre Gerson que se achava, hoje seria considerado um ingênuo.
Não assusta a promiscuidade entre o futebol e a política, os atores em ambos os casos são farinha do mesmo saco. Raras são as exceções!
Dizer não ao futebol, para mim, é então tentar me manifestar também contra a corrupção.
Sei que a minha não audiência não faz diferença, mas se essa conduta se espalhar poderá fazer.
Talvez voltando nossos olhos para as peladas dos "campãozinhos (*)" da periferia fiquemos mais satisfeitos com o jogo jogado.
Mas Copa é Copa, assisto os jogos do Brasil e serve para me atualizar de como anda o tal esporte bretão que perdeu a elegância inglesa e se tornou mais um embate de gladiadores romanos.
Espero que os feridos todos se recuperem, afinal o show deve continuar, infelizmente.
(*) Campãozinho é uma doce lembrança da minha infância. Explico: por vezes minha mãe ficava brava porque eu atrasava para voltar para casa e ela dizia que até tinha ido ao campo onde jogávamos futebol (eu era muito ruim na brincadeira, beque de 20 kg quase caia com o impacto da bola). Daí eu perguntava que campo, e ela apontava um pequeno que tinha no meio de um quarteirão. e eu então falava que não era lá que eu estava que eu estava no "campãozinho", um maior com um pouco de mato que servia de grama, que ficava onde hoje tem a Av. Berrini. Campão não era, porque ainda era pequeno, daí ficou o apelido.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Vai ter Copa, podia não ter é eleição.
Penso que ser presidente, governador ou prefeito requer uma preparação especial.
Não é um cargo somente político, é prioritariamente administrativo, não é para qualquer poste.
Deveríamos ter pré-requisitos para um cara se propor a um cargo destes.
Quando a experiência administrativa é cobrada para superar entraves nas suas gestões é que a coisa pega.
Estamos vendo essas deficiências nas três esferas de governo e isso cria problemas sérios.
A política não pode se antepor à boa administração, e quando o faz causa os descalabros que estamos vendo Brasil afora.
As alternativas ao combate da seca paulistana existem, e precisam ser encaradas de frente.
A interligação das represas já deveria ter sido feita a muito tempo, não deixar a proposta surgir numa situação de crise que gerou reações dos cariocas, mas que deve ser discutida com seriedade e certa parcimônia.
Não aplicar um racionamento foi outro erro, não há como a população entender a crise do abastecimento sem notar que seu dia a dia tem que mudar.
Multas por excesso de consumo ou bônus por queda deste não resolvem em centros de alto consumo como edifícios que não tem medidor individual (que são todos menos alguns).
Erra o governo federal não aumentando a conta de energia elétrica, só doendo no bolso o povo vai repensar seus hábitos de consumo.
O mesmo com relação ao preço de combustíveis que já destruiu mais de 40 usinas sucroalcooleiras, uma pena.
A prefeitura criou um monte de corredores usando somente tinta, sem fazer um estudo adequado de origem-destino, carga nas linhas e outros levantamentos técnicos que subsidiam um projeto de corredor.
Deu no que deu, o tempo médio de viagem diminuiu uma ninharia, pois os engarrafamentos provocados pelos automóveis, que se engarrafaram, acaba produzindo lentidão nos ônibus onde eles acabam tendo que cruzar as áreas liberadas para todos.
Não resolveu e ainda irritou muitos na cidade.
Prometer ao MTST áreas discutíveis como uma em área que precisa de estímulos à preservação e outra em terreno particular não parece ser de bom senso.
E os coitados do MTST, de curta visão, não veem que o que estão pedindo é mais do mesmo, morar nos extremos da cidade, na periferia da sociedade, tendo que sofrer horas e horas no transporte público.
Um plano diretor tem que ser mais bem pensado e acredito que muitas áreas degradadas, mais centrais, deveriam ter estímulo a alto adensamento para populações de baixa renda, isso alivia o sistema de transportes e fornece qualidade de vida muito superior aos moradores.
Coisa que técnicos sabem e políticos não desejam pois teriam que enfrentar interesses econômicos que sempre foram privilegiados nestas terras tupiniquins.
São alguns casos de impropriedade administrativa, onde a política menor, populista, eleitoreira, se sobrepões aos interesses públicos e dia a dia agravam mais os problemas ao invés de resolve-los.
Gostei quando o Alckmin resolveu demitir os metroviários que se exacerbaram, administrar requer também um certo pulso firme. Espero que não volte atrás. E o Lula bem que poderia aproveitar a oportunidade para fazer algo novo: calar a boca.
A ação contra os vândalos feito pela PM que se preparou melhor foi outra boa atitude.
Mas são tão poucas.
Manifestações feitas por poucas dezenas de pessoas que interrompem uma rodovia ou artéria da cidade, devem não só ser reprimidas. Pegue os caras e ponham no xilindró por uma semana que da próxima vez vão pensar duas vezes.
Manifestações são legítimas, mas em países organizados têm que ser comunicadas e combinadas para ver o impacto para o resto da população. Francamente acho mesmo é que essas manifestações extemporâneas feitas por pequenos grupos acabam por criar reações contrárias da população pela causa que as motivaram.
Mas que bla, bla, blá mais besta esse meu né?
Só que não, o que estou dizendo é que a administração pública, voltada a interesses políticos está destruindo o país, esse é o fato.
Para ter esse Estado que temos, preferia não ter nenhum.
Nossa estrutura político - administrativa é absolutamente arcaica, ela parece ser moderna mas no fundo é cheia dos vícios da velha corte.
Pagamos fortunas a aposentados públicos, onde até segunda geração pode se locupletar dos ganhos do já defunto funcionário.
Temos, no Estado, um empregador muito generoso e pouco exigente.
Não se exige desempenho ou competência para o ingresso no funcionalismo público.
A única barreira é um concurso que vencido permite que o todo o esforço do funcionário termine ali.
Não adianta eleger qualquer um que se candidate sem pensar no seu preparo técnico e político para administrar um executivo qualquer.
Ou isso ou diminuir significativamente a influência política na gestão pública.
Mas isso só passando o país a limpo, mas com as mãos sujas que estão em cena é um paradoxo.
Ah! não escrevi sobre a Copa.
Vou torcer para a seleção brasileira apesar de ver pouco do futebol, pois me desencantei há muito quando o esporte virou um comércio e perdemos a arte e a graça.
Não é um cargo somente político, é prioritariamente administrativo, não é para qualquer poste.
Deveríamos ter pré-requisitos para um cara se propor a um cargo destes.
Quando a experiência administrativa é cobrada para superar entraves nas suas gestões é que a coisa pega.
Estamos vendo essas deficiências nas três esferas de governo e isso cria problemas sérios.
A política não pode se antepor à boa administração, e quando o faz causa os descalabros que estamos vendo Brasil afora.
As alternativas ao combate da seca paulistana existem, e precisam ser encaradas de frente.
A interligação das represas já deveria ter sido feita a muito tempo, não deixar a proposta surgir numa situação de crise que gerou reações dos cariocas, mas que deve ser discutida com seriedade e certa parcimônia.
Não aplicar um racionamento foi outro erro, não há como a população entender a crise do abastecimento sem notar que seu dia a dia tem que mudar.
Multas por excesso de consumo ou bônus por queda deste não resolvem em centros de alto consumo como edifícios que não tem medidor individual (que são todos menos alguns).
Erra o governo federal não aumentando a conta de energia elétrica, só doendo no bolso o povo vai repensar seus hábitos de consumo.
O mesmo com relação ao preço de combustíveis que já destruiu mais de 40 usinas sucroalcooleiras, uma pena.
A prefeitura criou um monte de corredores usando somente tinta, sem fazer um estudo adequado de origem-destino, carga nas linhas e outros levantamentos técnicos que subsidiam um projeto de corredor.
Deu no que deu, o tempo médio de viagem diminuiu uma ninharia, pois os engarrafamentos provocados pelos automóveis, que se engarrafaram, acaba produzindo lentidão nos ônibus onde eles acabam tendo que cruzar as áreas liberadas para todos.
Não resolveu e ainda irritou muitos na cidade.
Prometer ao MTST áreas discutíveis como uma em área que precisa de estímulos à preservação e outra em terreno particular não parece ser de bom senso.
E os coitados do MTST, de curta visão, não veem que o que estão pedindo é mais do mesmo, morar nos extremos da cidade, na periferia da sociedade, tendo que sofrer horas e horas no transporte público.
Um plano diretor tem que ser mais bem pensado e acredito que muitas áreas degradadas, mais centrais, deveriam ter estímulo a alto adensamento para populações de baixa renda, isso alivia o sistema de transportes e fornece qualidade de vida muito superior aos moradores.
Coisa que técnicos sabem e políticos não desejam pois teriam que enfrentar interesses econômicos que sempre foram privilegiados nestas terras tupiniquins.
São alguns casos de impropriedade administrativa, onde a política menor, populista, eleitoreira, se sobrepões aos interesses públicos e dia a dia agravam mais os problemas ao invés de resolve-los.
Gostei quando o Alckmin resolveu demitir os metroviários que se exacerbaram, administrar requer também um certo pulso firme. Espero que não volte atrás. E o Lula bem que poderia aproveitar a oportunidade para fazer algo novo: calar a boca.
A ação contra os vândalos feito pela PM que se preparou melhor foi outra boa atitude.
Mas são tão poucas.
Manifestações feitas por poucas dezenas de pessoas que interrompem uma rodovia ou artéria da cidade, devem não só ser reprimidas. Pegue os caras e ponham no xilindró por uma semana que da próxima vez vão pensar duas vezes.
Manifestações são legítimas, mas em países organizados têm que ser comunicadas e combinadas para ver o impacto para o resto da população. Francamente acho mesmo é que essas manifestações extemporâneas feitas por pequenos grupos acabam por criar reações contrárias da população pela causa que as motivaram.
Mas que bla, bla, blá mais besta esse meu né?
Só que não, o que estou dizendo é que a administração pública, voltada a interesses políticos está destruindo o país, esse é o fato.
Para ter esse Estado que temos, preferia não ter nenhum.
Nossa estrutura político - administrativa é absolutamente arcaica, ela parece ser moderna mas no fundo é cheia dos vícios da velha corte.
Pagamos fortunas a aposentados públicos, onde até segunda geração pode se locupletar dos ganhos do já defunto funcionário.
Temos, no Estado, um empregador muito generoso e pouco exigente.
Não se exige desempenho ou competência para o ingresso no funcionalismo público.
A única barreira é um concurso que vencido permite que o todo o esforço do funcionário termine ali.
Não adianta eleger qualquer um que se candidate sem pensar no seu preparo técnico e político para administrar um executivo qualquer.
Ou isso ou diminuir significativamente a influência política na gestão pública.
Mas isso só passando o país a limpo, mas com as mãos sujas que estão em cena é um paradoxo.
Ah! não escrevi sobre a Copa.
Vou torcer para a seleção brasileira apesar de ver pouco do futebol, pois me desencantei há muito quando o esporte virou um comércio e perdemos a arte e a graça.
terça-feira, 27 de maio de 2014
A a infeliz guinada à direita!
Vinte por cento do parlamento europeu foi tomado por uma direita populista e retrógrada.
Retrógrada não só por representarem algo passado, mas por representar sentimentos toscos de um passado que imaginei estar enterrado.
Lá parecem esquecer tudo o que fizeram de mal para o terceiro mundo e agora se dão ao luxo de ser xenófobos, de hostilizarem populações migrantes que foram chamadas por eles mesmos em tempos de vacas gordas.
Não queriam sujar as mãos com trabalhos "de segunda ordem", "inferiores".
Mas agora, que o desemprego graça solto por aquelas paragens os inimigos passam a ser exatamente aqueles que vieram ao socorro de habitantes mãos de pelúcia.
Que vergonha!
A falta de imaginação de todos os que pensam de modo radical denota mesmo é sua falta de inteligência.
Sim o capitalismo de mercado está fazendo água há muito, mas a saída não é voltar atrás como propõe essa direita excrescente.
E não é só lá que surgem esses movimentos não, eles estão aflorando aqui na América do Sul como forma de combater o totalitarismos não menos excrescente representado pelo bolivarianismo brotado do Fórum São Paulo, e implementado por gente tão ignorante como os do dito polo oposto.
Não há oposto à direita ou falsa esquerda.
Somente ignorância de mesmo tamanho.
Não se enganem não pois o que impera do primeiro mundo é um capitalismo de extrema direita disfarçado de bom menino que tentam chamar de liberalismo.
Mas ele não está funcionando.
O mundo parou de crescer e na contrapartida as mazelas voltaram a se acentuar em todos os rincões do planeta.
Há saída?
Não dentro do sistema atual.
Enquanto o foco for o capital, e os bens materiais, não haverá saída.
A concentração de renda cresceu nos últimos 10 anos como nunca se imaginou, e foi no mundo todo.
O que fazem os bilionários a não ser ter que se defender de uma sociedade que cedo ou tarde irá atacá-los por estar sem saída?
Parece-me que o desenvolvimento humano caminha na contramão do desenvolvimento tecnológico e do mercado.
O Estado, que de forma muito hipócrita estaria a preservar o bem público está absolutamente coligado ao mercado e ao capital e se lixando para o bem comum.
Arrecada impostos como nunca, de maneira automática e fácil, muito mais fácil do que tinham que fazer os senhores feudais. Eletronicamente assaltam nossos bolsos para pouco dar em troca.
Não falo só do brazuquinha não vejo o primeiro mundo derrapando em sua incapacidade de resolver os rumos que deveremos tomar.
Há saída?
Só se for voltando o objetivo da sociedade para o homem, e seu crescimento.
Para fazê-lo melhor e mais forte precisamos arrancar-lhe a preguiça cidadã.
Devemos desobedecer o estado, criar economias solidárias, micro comunidades econômicas que baseadas no respeito ao cidadão. E que na troca de serviços e bens, acabará por não recolher impostos e com isso irá desconstruindo o poder econômico do estado.
Sim é um princípio anárquico, mas que não tem a ver com desordem, ao contrário pois quando pregamos mais participação cidadã nos rumos de seus destinos instamos mais controle sobre a coisa pública.
Desordem é o que hoje se vê nessa tal democracia onde a corrupção, e a promiscuidade entre os poderes do estado e o capital tem levado a humanidade a uma situação grave de deterioração social.
Desordem é o que vivemos hoje, ou alguém tem dúvidas?
Se não inovarmos por autodeterminação a natureza que tanto estamos punindo irá fazer-nos cada vez mais frágeis e acabaremos tendo que concluir que a volta aos princípios comunitários será a única alternativa para podermos sobreviver.
Como já disse antes Marx errou ao focar todo seu estudo sobre economia no capital, doutrina que até hoje embasa as pobres mentes dos que cuidam da política econômica mundial quer seja mais à esquerda quer seja à direita.
Tivesse ele montado uma teoria econômica onde o lucro seria o crescimento humano, teríamos ido em outra direção.
Mas isso não é para uma humanidade insuficiente como somos nós que só pensamos nas coisas e esquecemos de nossos valores internos.
Talvez os catastrofistas tenham mesmo razão.
A natureza talvez seja nossa chance de mudança, não sem muito sofrimento.
Retrógrada não só por representarem algo passado, mas por representar sentimentos toscos de um passado que imaginei estar enterrado.
Lá parecem esquecer tudo o que fizeram de mal para o terceiro mundo e agora se dão ao luxo de ser xenófobos, de hostilizarem populações migrantes que foram chamadas por eles mesmos em tempos de vacas gordas.
Não queriam sujar as mãos com trabalhos "de segunda ordem", "inferiores".
Mas agora, que o desemprego graça solto por aquelas paragens os inimigos passam a ser exatamente aqueles que vieram ao socorro de habitantes mãos de pelúcia.
Que vergonha!
A falta de imaginação de todos os que pensam de modo radical denota mesmo é sua falta de inteligência.
Sim o capitalismo de mercado está fazendo água há muito, mas a saída não é voltar atrás como propõe essa direita excrescente.
E não é só lá que surgem esses movimentos não, eles estão aflorando aqui na América do Sul como forma de combater o totalitarismos não menos excrescente representado pelo bolivarianismo brotado do Fórum São Paulo, e implementado por gente tão ignorante como os do dito polo oposto.
Não há oposto à direita ou falsa esquerda.
Somente ignorância de mesmo tamanho.
Não se enganem não pois o que impera do primeiro mundo é um capitalismo de extrema direita disfarçado de bom menino que tentam chamar de liberalismo.
Mas ele não está funcionando.
O mundo parou de crescer e na contrapartida as mazelas voltaram a se acentuar em todos os rincões do planeta.
Há saída?
Não dentro do sistema atual.
Enquanto o foco for o capital, e os bens materiais, não haverá saída.
A concentração de renda cresceu nos últimos 10 anos como nunca se imaginou, e foi no mundo todo.
O que fazem os bilionários a não ser ter que se defender de uma sociedade que cedo ou tarde irá atacá-los por estar sem saída?
Parece-me que o desenvolvimento humano caminha na contramão do desenvolvimento tecnológico e do mercado.
O Estado, que de forma muito hipócrita estaria a preservar o bem público está absolutamente coligado ao mercado e ao capital e se lixando para o bem comum.
Arrecada impostos como nunca, de maneira automática e fácil, muito mais fácil do que tinham que fazer os senhores feudais. Eletronicamente assaltam nossos bolsos para pouco dar em troca.
Não falo só do brazuquinha não vejo o primeiro mundo derrapando em sua incapacidade de resolver os rumos que deveremos tomar.
Há saída?
Só se for voltando o objetivo da sociedade para o homem, e seu crescimento.
Para fazê-lo melhor e mais forte precisamos arrancar-lhe a preguiça cidadã.
Devemos desobedecer o estado, criar economias solidárias, micro comunidades econômicas que baseadas no respeito ao cidadão. E que na troca de serviços e bens, acabará por não recolher impostos e com isso irá desconstruindo o poder econômico do estado.
Sim é um princípio anárquico, mas que não tem a ver com desordem, ao contrário pois quando pregamos mais participação cidadã nos rumos de seus destinos instamos mais controle sobre a coisa pública.
Desordem é o que hoje se vê nessa tal democracia onde a corrupção, e a promiscuidade entre os poderes do estado e o capital tem levado a humanidade a uma situação grave de deterioração social.
Desordem é o que vivemos hoje, ou alguém tem dúvidas?
Se não inovarmos por autodeterminação a natureza que tanto estamos punindo irá fazer-nos cada vez mais frágeis e acabaremos tendo que concluir que a volta aos princípios comunitários será a única alternativa para podermos sobreviver.
Como já disse antes Marx errou ao focar todo seu estudo sobre economia no capital, doutrina que até hoje embasa as pobres mentes dos que cuidam da política econômica mundial quer seja mais à esquerda quer seja à direita.
Tivesse ele montado uma teoria econômica onde o lucro seria o crescimento humano, teríamos ido em outra direção.
Mas isso não é para uma humanidade insuficiente como somos nós que só pensamos nas coisas e esquecemos de nossos valores internos.
Talvez os catastrofistas tenham mesmo razão.
A natureza talvez seja nossa chance de mudança, não sem muito sofrimento.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Definitivamente o Brasil não é um pais sério!
Planejamento Urbano em São Paulo
O planejamento urbano foi abandonado em São Paulo, se é que realmente existiu na prática.
Eu acompanhei a montagem da primeira Lei do Zoneamento feita para a capital quando ainda na estudava na Poli, no início da década de 1970 que, de forma simples, definia zonas de uso e características de ocupação bem definidas para elas.
O assunto me interessava, na época fazia umas cadeiras na FAUUSP exatamente sobre planejamento urbano.
Planejamento x Especulação
Pode ser que a lei fosse rígida, mas o combate à especulação ou é rígido ou o interesse das incorporadoras acaba destruindo a cidade.
E foi isso que aconteceu, o dinheiro foi distorcendo o que poderia ser um bom plano diretor e Sampa caiu no caos que está.
Agora, por pressão popular, além de beneficiar a especulação irá implementar a destruição do que resta de sustentabilidade na cidade.
Planejamento Técnico x Político
Não se deveria aprovar planos baseados em pressões políticas, deveriam ser decisões técnicas discutidas com especialistas tanto do Brasil como do exterior.
Mas isso se fôssemos um país sério, mas a décadas já dizia o diplomata brasileiro Carlos Alves de Souza Filho, embaixador do Brasil na França entre 1956 e 1964, genro do presidente Artur Bernardes (parece que não foi Charles de Gaulle que a disse mesmo).
Estou absolutamente descrente da possibilidade de participação cidadã na conjuntura atual, os políticos comandados pelo poder do capital, inventaram até um mecanismo chamado "audiência pública" para validar os desmandos que desejam implantar para servir seus interesses políticos e muitas vezes pessoais. Planejamento Civilizado
Londres, após o fim da segunda guerra, resolveu se refazer e resolveu criar um cinturão verde e limitar a expansão urbana neste área central e planejou, além deste cinturão, a criação de cidades satélites, modelo copiado aqui no Brasil para planejar Brasília.
Verdadeiros estadistas sabem que os estudos técnicos garantem a imparcialidade política e podem chegar e melhores resultados.
Lembro-me bem que uma das cidades cujo planejamento estudei na FAU tinha uma proposta que poderíamos chamar de socialista, em plena Inglaterra do pós guerra.
A proposta não era política, mas técnica e vale ser lembrada.
Baseava-se no fato de que a cidade seria uma criação do estado, e que esse e só esse investiria em sua construção e que consequentemente nelas, não haveria a propriedade particular.
Todos os imóveis seriam de propriedade do estado.
Planejamento x Propriedade Privada
É um susto para nós que vivemos almejando comprar a casa própria ou a sede própria para a empresa, por exemplo.
Mas tem uma lógica irrefutável:
A valorização dos imóveis se dá pela valorização urbana, e não pode então ser transferida para o particular, mas para o próprio estado.
Para residir ou usar espaços comerciais na cidade, o cidadão pagaria um tipo de comodato pelo imóvel, que incluiria aluguel, impostos, etc.) que satisfaria o perfil de necessidades ao longo da vida.
Jovens poderiam usar pequenas quitinetes que seriam liberadas conforme sua vida avançasse e suas necessidades ampliassem.
A cada troca o estado se encarregaria de fazer uma manutenção total no imóvel garantindo sua qualidade e valor utilitário.
A um ponto da vida esse perspectiva de utilização de imóveis maiores se inverteria e os casais idosos ou os viúvos voltariam a ocupar pequenas unidades simplificando sua manutenção diária.
Como falei é uma proposta estarrecedora para nós que achamos que a propriedade privada e o direito hereditário devem ser a regra da vida.
Uma nova Era?
Em muitos países mais desenvolvidos estão cogitando de altas taxações no patrimônio e nas transferências hereditárias.
Sabe no que isso resulta?
As grandes fortunas fogem destes lugares! Não quero citar nome, mas grande ator francês procurou outra cidadania.
Alguns, em um movimento mais inteligente, acabam criando fundações com finalidades sociais e transferem boa parte destas fortunas.
Afinal há limites da capacidade de um grupo familiar usufruir da riqueza, a partir da qual essa não lhes trará mais qualidade de vida.
São soluções mais complexas, mas estão na direção da distribuição voluntária da riqueza. Iniciativa de quem evoluiu acima da necessidade de acumular riqueza.
Somos ainda seres muito primitivos, regredimos muito na nossa socialização com alteridade, com consideração ao próximo e seus direitos.
Tornamo-nos muito egoístas e perdemos nossas origens tribais, onde a ajuda de um aos outros fazia a vida possível.
É interessante notar que na Londres do pós guerra é que surge uma proposta como aquela.
Eu não lembro-me do nome da cidade, não sei também como essa proposta evoluiu depois da década de 70, pode ser que a voracidade da especulação imobiliária a tenha destruído, se não física, operacionalmente.
Talvez tenhamos que passar por grandes cataclismos, que estamos provocando doidamente, para criar um tipo de pós guerra no planeta
A natureza deverá destruir tudo o que for possível de modo a fazer com que os que sobrarem passem a respeitá-la?
Teremos que pensar em uma nova era, de gente mais decente e respeitadora do planeta e de seus próximos forjadas pela violência que irá além daquela provocada pela natureza?
Penso sinceramente que esta é a única saída.
Estamos caminhando rapidamente para ela, e quem viver será testemunha desse possível renascimento planetário e civilizatório.
Caramba, fiquei verborrágico por conta de uma provocação do Ver. Gilberto Natalini, que recomendou essa matéria: http://bit.ly/1jWeVpE que vale ser lida
O planejamento urbano foi abandonado em São Paulo, se é que realmente existiu na prática.
Eu acompanhei a montagem da primeira Lei do Zoneamento feita para a capital quando ainda na estudava na Poli, no início da década de 1970 que, de forma simples, definia zonas de uso e características de ocupação bem definidas para elas.
O assunto me interessava, na época fazia umas cadeiras na FAUUSP exatamente sobre planejamento urbano.
Planejamento x Especulação
Pode ser que a lei fosse rígida, mas o combate à especulação ou é rígido ou o interesse das incorporadoras acaba destruindo a cidade.
E foi isso que aconteceu, o dinheiro foi distorcendo o que poderia ser um bom plano diretor e Sampa caiu no caos que está.
Agora, por pressão popular, além de beneficiar a especulação irá implementar a destruição do que resta de sustentabilidade na cidade.
Planejamento Técnico x Político
Não se deveria aprovar planos baseados em pressões políticas, deveriam ser decisões técnicas discutidas com especialistas tanto do Brasil como do exterior.
Mas isso se fôssemos um país sério, mas a décadas já dizia o diplomata brasileiro Carlos Alves de Souza Filho, embaixador do Brasil na França entre 1956 e 1964, genro do presidente Artur Bernardes (parece que não foi Charles de Gaulle que a disse mesmo).
Estou absolutamente descrente da possibilidade de participação cidadã na conjuntura atual, os políticos comandados pelo poder do capital, inventaram até um mecanismo chamado "audiência pública" para validar os desmandos que desejam implantar para servir seus interesses políticos e muitas vezes pessoais. Planejamento Civilizado
Londres, após o fim da segunda guerra, resolveu se refazer e resolveu criar um cinturão verde e limitar a expansão urbana neste área central e planejou, além deste cinturão, a criação de cidades satélites, modelo copiado aqui no Brasil para planejar Brasília.
Verdadeiros estadistas sabem que os estudos técnicos garantem a imparcialidade política e podem chegar e melhores resultados.
Lembro-me bem que uma das cidades cujo planejamento estudei na FAU tinha uma proposta que poderíamos chamar de socialista, em plena Inglaterra do pós guerra.
A proposta não era política, mas técnica e vale ser lembrada.
Baseava-se no fato de que a cidade seria uma criação do estado, e que esse e só esse investiria em sua construção e que consequentemente nelas, não haveria a propriedade particular.
Todos os imóveis seriam de propriedade do estado.
Planejamento x Propriedade Privada
É um susto para nós que vivemos almejando comprar a casa própria ou a sede própria para a empresa, por exemplo.
Mas tem uma lógica irrefutável:
A valorização dos imóveis se dá pela valorização urbana, e não pode então ser transferida para o particular, mas para o próprio estado.
Para residir ou usar espaços comerciais na cidade, o cidadão pagaria um tipo de comodato pelo imóvel, que incluiria aluguel, impostos, etc.) que satisfaria o perfil de necessidades ao longo da vida.
Jovens poderiam usar pequenas quitinetes que seriam liberadas conforme sua vida avançasse e suas necessidades ampliassem.
A cada troca o estado se encarregaria de fazer uma manutenção total no imóvel garantindo sua qualidade e valor utilitário.
A um ponto da vida esse perspectiva de utilização de imóveis maiores se inverteria e os casais idosos ou os viúvos voltariam a ocupar pequenas unidades simplificando sua manutenção diária.
Como falei é uma proposta estarrecedora para nós que achamos que a propriedade privada e o direito hereditário devem ser a regra da vida.
Uma nova Era?
Em muitos países mais desenvolvidos estão cogitando de altas taxações no patrimônio e nas transferências hereditárias.
Sabe no que isso resulta?
As grandes fortunas fogem destes lugares! Não quero citar nome, mas grande ator francês procurou outra cidadania.
Alguns, em um movimento mais inteligente, acabam criando fundações com finalidades sociais e transferem boa parte destas fortunas.
Afinal há limites da capacidade de um grupo familiar usufruir da riqueza, a partir da qual essa não lhes trará mais qualidade de vida.
São soluções mais complexas, mas estão na direção da distribuição voluntária da riqueza. Iniciativa de quem evoluiu acima da necessidade de acumular riqueza.
Somos ainda seres muito primitivos, regredimos muito na nossa socialização com alteridade, com consideração ao próximo e seus direitos.
Tornamo-nos muito egoístas e perdemos nossas origens tribais, onde a ajuda de um aos outros fazia a vida possível.
É interessante notar que na Londres do pós guerra é que surge uma proposta como aquela.
Eu não lembro-me do nome da cidade, não sei também como essa proposta evoluiu depois da década de 70, pode ser que a voracidade da especulação imobiliária a tenha destruído, se não física, operacionalmente.
Talvez tenhamos que passar por grandes cataclismos, que estamos provocando doidamente, para criar um tipo de pós guerra no planeta
A natureza deverá destruir tudo o que for possível de modo a fazer com que os que sobrarem passem a respeitá-la?
Teremos que pensar em uma nova era, de gente mais decente e respeitadora do planeta e de seus próximos forjadas pela violência que irá além daquela provocada pela natureza?
Penso sinceramente que esta é a única saída.
Estamos caminhando rapidamente para ela, e quem viver será testemunha desse possível renascimento planetário e civilizatório.
Caramba, fiquei verborrágico por conta de uma provocação do Ver. Gilberto Natalini, que recomendou essa matéria: http://bit.ly/1jWeVpE que vale ser lida
domingo, 11 de maio de 2014
Infeliz Dia das Maes!
Será que hoje temos mesmo que comemorar o dia das mães?
Por muitas não resta dúvida que sim, incluindo aí as falecidas minha mãe e a mãe de meu filho e tantas outras que conheço e assisto andando por esse mundo.
Mas há tanta falta de civilidade no Brasil atual que não posso deixar de culpar, parcialmente, a fraqueza de muitas e muitas mães na educação de seus filhos.
Quanto mais pobres, mais culpadas neste papel.
Esse é o fato, triste fato.
Mas a culpa real é desta ordem social em que a falta de cultura faz com que as mais pobres acabem procriando em maior quantidade.
Acrescente-se ainda as necessidades de manutenção da família precoce que acaba levando-as a colocar a trabalhosa educação dos filhos em segundo plano ante o que é mais prioritário.
Trazer comida para casa e cuidar de suas necessidades pessoais (cuja prioridade é muito duvidosa e acaba gerando mais filhos) acaba vindo antes.
Colabora negativamente a irresponsabilidade dos rudes pais que sabem bem fazer os filhos, mas nada de responsabilidade com a educação deles.
A educação que é algo que tem que vir do lar, ao menos nesta nossa sociedade, sofre queda brutal.Quando o estado ainda pode assistir com creches, que são sempre promessas de campanhas de políticos e nunca realizadas a contento, há atenuante pois um pouco de educação social ali é transmitida.
É a educação que cria os limites do comportamento em sociedade, a necessidade de reconhecer o direito dos outros, e respeitá-los e tantos outros aspectos que não caberiam prioritariamente às instituições de ensino.
Pessoas incultas e sem educação tendem a se manifestar mais emocional que racionalmente, isso é sabido.
Esse tipo de comportamento instiga linchamentos, lançamentos de vasos sanitários sobre multidão, matar menina de 13 anos a pedrada, e tantas outras atitudes que vemos cotidianamente no nosso noticiário.
A barbárie insturou-se!
Pessoas incultas e sem educação quebram o ciclo positivo de futuras populações mais cultas e educadas, pois a base familiar deixa de ter essas referências e mais e mais hordas de incultos e mal educados transbordarão nação afora.
Pessoas que são fáceis de serem cooptadas tanto por religiões espúrias, como por movimentos sociais e/ou políticos radicais, ou pelo crime organizado, pois essas instituições se baseiam no convencimento emocional.
Esse é o quadro de um grande contingente de brasileiros, e que tende a aumentar por suas características intrínsecas.
Quer dizer, a barbárie só tente a aumentar, não adianta tapar o sol com a peneira!
O pior é que ao poder, representado pelo dinheiro e política, parece interessar essa situação, à menos naqueles momentos em que é agredido pela violência urbana, invasões, sequestros, vandalismos e outras atitudes "desses brutos" que ele mesmo cisma e criar.
A regra é que temos no poder pessoas da mais baixa qualidade, sem nenhum interesse na nação, e sem a menor noção que estão criando um país inviável.
A guerra civil que temos matou 1.900.000 brasileiros de morte violenta em 15 anos, isso dá mais mais de 126 mil por ano, se isso não é guerra o que acontece na Síria é briga de quarteirão.
Mortes no trânsito estão incluídas nessa estatística mas são também fruto da falta de educação, portanto aí devem estar.
Saídas?
Não parece haver equação que resolva a questão.
A esquerda é composta de gente tão ruim como a direita.
Os escândalos e desmandos estão provando isso.
Não temos projeto de nação, só estratégias eleitorais e pessoais.
Como acreditar na reformas necessárias para mudar a nação feita pela mesma corja política que se instalou no poder desde sempre. Malditos os 15 mil da Corte que vieram com D.João, multiplicaram-se mais que os ratos que desceram dos navios, infestam todas as instâncias políticas, cartoriais, jurídicas e por aí vai.
No Brasil o empresário é corrupto e corruptor historicamente, sonega, corrompe, se preciso mata. Tudo na impunidade. Alguém precisa de exemplo?
Quer dizer desses que na realidade detém o poder não se pode esperar muito, fosse o caso já teríamos emergido a muito tempo.
Do povão, como dizia Luiz Gonzaga, não há muito o que esperar, a menos de movimentos violentos como citei acima.
É só lembrar que temos um poder oculto representado pelo crime organizado que é muito ativo e está atacando o sistema cotidiana e organizadamente.
Os movimentos dos "sem-qualquer-coisa" são uma reação violenta à violência que sofrem por parte de uma sociedade que os discrimina.
As classes B e parte da C, mais esclarecidas, sofrem do mal muito grave do individualismo, do levar vantagem em tudo e do salve-se quem puder. Que sociedade deixarão para seus filhos? Não interessa!
Resta somente trocar o espírito dos nossos cidadão mas para isso precisaríamos de outro tipo de mães.
Infeliz esse dia das mães!
Por muitas não resta dúvida que sim, incluindo aí as falecidas minha mãe e a mãe de meu filho e tantas outras que conheço e assisto andando por esse mundo.
Mas há tanta falta de civilidade no Brasil atual que não posso deixar de culpar, parcialmente, a fraqueza de muitas e muitas mães na educação de seus filhos.
Quanto mais pobres, mais culpadas neste papel.
Esse é o fato, triste fato.
Mas a culpa real é desta ordem social em que a falta de cultura faz com que as mais pobres acabem procriando em maior quantidade.
Acrescente-se ainda as necessidades de manutenção da família precoce que acaba levando-as a colocar a trabalhosa educação dos filhos em segundo plano ante o que é mais prioritário.
Trazer comida para casa e cuidar de suas necessidades pessoais (cuja prioridade é muito duvidosa e acaba gerando mais filhos) acaba vindo antes.
Colabora negativamente a irresponsabilidade dos rudes pais que sabem bem fazer os filhos, mas nada de responsabilidade com a educação deles.
A educação que é algo que tem que vir do lar, ao menos nesta nossa sociedade, sofre queda brutal.Quando o estado ainda pode assistir com creches, que são sempre promessas de campanhas de políticos e nunca realizadas a contento, há atenuante pois um pouco de educação social ali é transmitida.
É a educação que cria os limites do comportamento em sociedade, a necessidade de reconhecer o direito dos outros, e respeitá-los e tantos outros aspectos que não caberiam prioritariamente às instituições de ensino.
Pessoas incultas e sem educação tendem a se manifestar mais emocional que racionalmente, isso é sabido.
Esse tipo de comportamento instiga linchamentos, lançamentos de vasos sanitários sobre multidão, matar menina de 13 anos a pedrada, e tantas outras atitudes que vemos cotidianamente no nosso noticiário.
A barbárie insturou-se!
Pessoas incultas e sem educação quebram o ciclo positivo de futuras populações mais cultas e educadas, pois a base familiar deixa de ter essas referências e mais e mais hordas de incultos e mal educados transbordarão nação afora.
Pessoas que são fáceis de serem cooptadas tanto por religiões espúrias, como por movimentos sociais e/ou políticos radicais, ou pelo crime organizado, pois essas instituições se baseiam no convencimento emocional.
Esse é o quadro de um grande contingente de brasileiros, e que tende a aumentar por suas características intrínsecas.
Quer dizer, a barbárie só tente a aumentar, não adianta tapar o sol com a peneira!
O pior é que ao poder, representado pelo dinheiro e política, parece interessar essa situação, à menos naqueles momentos em que é agredido pela violência urbana, invasões, sequestros, vandalismos e outras atitudes "desses brutos" que ele mesmo cisma e criar.
A regra é que temos no poder pessoas da mais baixa qualidade, sem nenhum interesse na nação, e sem a menor noção que estão criando um país inviável.
A guerra civil que temos matou 1.900.000 brasileiros de morte violenta em 15 anos, isso dá mais mais de 126 mil por ano, se isso não é guerra o que acontece na Síria é briga de quarteirão.
Mortes no trânsito estão incluídas nessa estatística mas são também fruto da falta de educação, portanto aí devem estar.
Saídas?
Não parece haver equação que resolva a questão.
A esquerda é composta de gente tão ruim como a direita.
Os escândalos e desmandos estão provando isso.
Não temos projeto de nação, só estratégias eleitorais e pessoais.
Como acreditar na reformas necessárias para mudar a nação feita pela mesma corja política que se instalou no poder desde sempre. Malditos os 15 mil da Corte que vieram com D.João, multiplicaram-se mais que os ratos que desceram dos navios, infestam todas as instâncias políticas, cartoriais, jurídicas e por aí vai.
No Brasil o empresário é corrupto e corruptor historicamente, sonega, corrompe, se preciso mata. Tudo na impunidade. Alguém precisa de exemplo?
Quer dizer desses que na realidade detém o poder não se pode esperar muito, fosse o caso já teríamos emergido a muito tempo.
Do povão, como dizia Luiz Gonzaga, não há muito o que esperar, a menos de movimentos violentos como citei acima.
É só lembrar que temos um poder oculto representado pelo crime organizado que é muito ativo e está atacando o sistema cotidiana e organizadamente.
Os movimentos dos "sem-qualquer-coisa" são uma reação violenta à violência que sofrem por parte de uma sociedade que os discrimina.
As classes B e parte da C, mais esclarecidas, sofrem do mal muito grave do individualismo, do levar vantagem em tudo e do salve-se quem puder. Que sociedade deixarão para seus filhos? Não interessa!
Resta somente trocar o espírito dos nossos cidadão mas para isso precisaríamos de outro tipo de mães.
Infeliz esse dia das mães!
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